Insatisfação com Estrutura Física, Metodologia e Material Didático no Cursinho da Poli

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São Paulo - SP
31/05/2026 às 23:30
ID: 250190939
Sou responsável por uma aluna matriculada no Cursinho da Poli, que se prepara para os vestibulares de Medicina, e venho manifestar minha profunda insatisfação com aspectos da estrutura física e da metodologia adotada pela instituição.
Primeiramente, considero inadmissível a indisponibilidade de tomadas para carregamento de celulares e computadores. O que mais causa estranheza é que, nos primeiros dias de aula, a própria diretora informou aos alunos que as tomadas haviam sido bloqueadas para impedir que fossem utilizadas para carregar aparelhos eletrônicos. Ou seja, não se trata de uma limitação técnica ou problema de manutenção, mas de uma decisão deliberada da instituição.
Em um ambiente de estudos intensivos, onde o uso de notebooks, tablets e celulares faz parte da rotina acadêmica, impedir o acesso à energia elétrica é uma medida incompatível com a realidade educacional atual. Além de prejudicar os estudos, essa decisão também afeta a segurança e a comunicação dos estudantes. Como mãe, considero fundamental que minha filha tenha seu celular carregado para contato com a família e para situações de necessidade.
Outro ponto extremamente preocupante é a proibição de permanência na sala de convivência para estudo nos momentos em que o aluno não está em aula ou quando a aula aborda conteúdos que ele já domina. Segundo relatos, os estudantes podem inclusive receber advertências caso permaneçam nesses espaços estudando. Não faz sentido impedir que alunos utilizem áreas da própria instituição para aprofundar seus estudos, especialmente em um cursinho preparatório cujo principal objetivo deveria ser favorecer o aprendizado.
Também questiono a metodologia relacionada ao material didático. As apostilas são excessivamente extensas, pesadas e carregam grande volume de atividades que, segundo os próprios professores, muitas vezes não são relevantes para os vestibulares. Minha filha já procurou docentes para esclarecer dúvidas sobre determinados conteúdos e recebeu como resposta que não deveria se preocupar, pois aquele assunto "não cai nos vestibulares". Isso gera uma contradição evidente: se o próprio corpo docente reconhece que determinados conteúdos e atividades possuem baixa relevância para os exames, por que continuam ocupando espaço significativo no material didático e consumindo tempo precioso dos alunos?
Estamos falando de estudantes que enfrentam uma rotina extremamente exigente, especialmente aqueles que buscam aprovação em Medicina. O tempo deles é valioso e deve ser direcionado para conteúdos efetivamente relevantes.
Diante disso, solicito que a instituição reveja urgentemente:
A disponibilização de tomadas para carregamento de dispositivos eletrônicos;
As regras de utilização dos espaços de convivência para estudo;
A coerência entre o material didático oferecido e as orientações pedagógicas dos professores;
A metodologia empregada, visando maior objetividade e alinhamento com as exigências dos vestibulares.
Trata-se de um curso com investimento financeiro significativo por parte das famílias, e espera-se uma estrutura e uma proposta pedagógica compatíveis com o valor cobrado e com a reputação da instituição.
Aguardo um posicionamento e, principalmente, providências concretas para solucionar essas questões.
Atte
Daniele