Reclamação contra Curso Técnico de Enfermagem Souza Barros por falta de suporte, constrangimentos, encerramento irregular e prejuízo acadêmico.

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
19/12/2025 às 14:59
ID: 235355371
Eu, *****, venho por meio desta registrar reclamação formal contra o Curso Técnico de Enfermagem Souza Barros, unidades de Madureira e Norte Shopping, pelos fatos graves a seguir expostos.
1. Histórico acadêmico e situação financeira
Iniciei o curso técnico de enfermagem no ano de 2019, cursando por matéria, conforme modelo oferecido pela própria instituição.
Ao longo do curso, fui obrigada a trancar minha matrícula em alguns períodos, exclusivamente por necessidade financeira, pois precisava trabalhar para conseguir arcar com os custos do curso e com minhas despesas pessoais.
Ressalto que nunca abandonei o curso por desinteresse, mas sim por absoluta necessidade de trabalho e sobrevivência financeira. Em determinado momento tentei retornar, porém não consegui conciliar com o trabalho.
Em 2025, retornei definitivamente ao curso, pagando diversas matérias com muito sacrifício financeiro, pois as disciplinas sempre tiveram valores elevados, exigindo grande esforço para continuar estudando.
2. Falta de suporte, regras excessivas e constrangimentos
Apesar de exigir inúmeras regras rígidas dos alunos (uso de uniforme totalmente branco, sapato específico, acessórios, entre outros), o curso nunca ofereceu assistência adequada ao aluno, nem acolhimento mínimo.
Passei por constrangimento em duas situações graves:
a) Tratamento desrespeitoso por funcionária
Fui destratada por uma recepcionista da unidade de Madureira, a mesma que anteriormente já havia sido grosseira comigo quando trabalhava na unidade do Norte Shopping.
Como não era a primeira ocorrência, reclamei à coordenação.
A coordenadora marcou um dia para que eu fosse à unidade registrar formalmente a reclamação.
b) Constrangimento público por vestimenta
No dia agendado, compareci não como aluna em aula, mas apenas para conversar com a coordenação, vestindo roupa comum.
A coordenadora pediu que eu aguardasse em uma sala. Nessa mesma sala havia outra pessoa, que estava indo comprar o curso, também usando sapato aberto, assim como eu.
A coordenadora então afirmou que não poderia me atender ali, alegando que eu estava de sapato aberto. Quando questionei que a outra pessoa também estava, fui informada de que era outra situação.
Em seguida, fui retirada da sala e informada de que só poderia ser atendida do lado de fora da escola, o que me causou extremo constrangimento, humilhação e vergonha, pois ficou claro que o objetivo era evitar que a possível nova aluna ouvisse minha reclamação.
3. Exigência abusiva e humilhação por uniforme
Em outra ocasião, por não ter condições financeiras de comprar um novo sapato, utilizei um sapato todo branco, com apenas uma pequena listra de cor diferente, detalhe mínimo e irrelevante.
Mesmo assim, fui impedida de assistir aula e obrigada a comprar uma propéia (touca descartável para o pé) em farmácia, mesmo sem dinheiro, sob pena de não poder permanecer em sala.
Essa situação foi extremamente constrangedora, desnecessária e humilhante, sem qualquer justificativa pedagógica ou sanitária real.
4. Falta de oferta de disciplina e omissão da secretaria
Em determinado momento, faltava apenas uma matéria para a conclusão do curso.
Por diversas vezes entrei em contato com a secretaria, via WhatsApp, questionando quando essa disciplina seria disponibilizada no portal do aluno, pois ela nunca aparecia.
A resposta era sempre genérica: verificar no portal do aluno, sem qualquer solução concreta.
Ou seja, o aluno era cobrado, mas não tinha acesso à disciplina necessária para concluir o curso.
5. Encerramento irregular das atividades
Posteriormente, o curso encerrou as atividades de forma abrupta, supostamente devido a briga de sócios, conforme informações repassadas informalmente.
A instituição não comunicou oficialmente os alunos. Só enviou um e-mail após diversos alunos inclusive eu passarem a procurar a escola insistentemente.
Enviei diversas mensagens pelo WhatsApp, que não foram respondidas.
Fui pessoalmente à unidade duas vezes, e a escola estava fechada, ao contrário do que alegaram em mensagens, nas quais afirmavam que a unidade estava funcionando normalmente e que um suposto ex-funcionário estaria divulgando informações [Editado pelo Reclame Aqui].
Essa versão não corresponde à realidade, pois:
Havia diversos alunos sem atendimento;
A unidade estava fisicamente fechada;
Houve relatos de presença policial devido à revolta de alunos;
Alunos relataram que móveis e cadeiras estavam sendo transferidos para Niterói.
Atualmente, a instituição retirou o WhatsApp, não responde e-mails, não atende alunos e não fornece qualquer suporte.
6. Prejuízo acadêmico grave
Estou sem acesso ao meu histórico escolar, documento essencial para:
Transferência de instituição;
Comprovação de disciplinas cursadas;
Continuidade da minha formação.
O aluno foi completamente abandonado, após anos de investimento financeiro, esforço e sacrifício.
7. Pedido
Diante de todo o exposto, REQUER:
1. A emissão imediata do meu histórico escolar completo, com todas as disciplinas cursadas e cargas horárias;
2. Esclarecimentos formais sobre o encerramento das atividades;
3. Responsabilização da instituição pelos danos morais e materiais causados.
Informo que, caso essa situação não seja resolvida com urgência, estarei ingressando com ação judicial, inclusive para garantir meu histórico escolar por via judicial, além de eventuais indenizações cabíveis.