Recusa de Cancelamento e Cobrança de Multa Abusiva em Contrato de Móveis Planejados

Respondida
Mairiporã - SP
10/04/2026 às 12:43
ID: 245708015
Adquiri móveis planejados em novembro de 2024 e paguei regularmente as parcelas de fevereiro a julho de 2025. Em 03/07/2025 fui desligada do meu emprego e, utilizando os valores da rescisão, quitei antecipadamente as parcelas de agosto, setembro, outubro e novembro de 2025, totalizando R$ 34.795,60, acreditando que até então já estaria empregada novamente. Como isso não ocorreu, antes do vencimento da parcela de dezembro/2025, em 09/12/2025, entrei em contato com a Todescred solicitando a prorrogação das parcelas de dezembro/2025, janeiro e fevereiro/2026 para o final do contrato. A empresa, porém, condicionou a alteração ao pagamento de R$ 1.952,00, valor abusivo, além de oferecer uma renegociação que aumentaria quase R$ 8.000,00 ao valor original.
Em 12/02/2026 respondi a um e-mail de cobrança solicitando a resilição contratual e informando que a cláusula de multa de 30% era abusiva e contrária ao Código de Defesa do Consumidor e solicitei redução da multa, uma vez que, o único procedimento realizado desde a compra foi o lançamento dos boletos no meu nome, não houve qualquer assinatura de projeto final muito menos fabricação de qualquer móvel. Em 13/02/2026 fui orientada a procurar a loja onde realizei a compra. No mesmo dia, encaminhei via WApp o mesmo texto sobre a resilição e destaquei que não me negava a pagar multa, desde que não fosse abusiva. A loja afirmou que verificaria com os responsáveis e que a multa seria negociável. Após um mês sem retorno, mesmo com reiteradas tentativas, em 12/03/2026 o Cláudio, responsável financeiro e sócio majoritário da CZA, enviou um áudio informando que não cancelariam o contrato e que eu deveria vender a carta de crédito, sendo essa a única alternativa oferecida, ou seja, além de tudo tenho que trabalhar de vendedora para a loja.
Diante da negativa, enviei notificação extrajudicial com prazo de cinco dias úteis. A Todescred respondeu isentando-se de responsabilidade e a loja CZA permaneceu sem qualquer manifestação, um absurdo.
Continuo sem nenhuma resolução, pois eles se esquivam de todas as formas possíveis se negando a
realizar o cancelamento do contrato, em contato com o SAC da fábrica Italínea, tive como resposta de que a própria fábrica também não pode fazer nada. Essa demanda já está no PROCON aguardando análise para posterior entrada de processo judicial, caso não tenha nenhuma resolutiva.
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Resposta da empresa
14/05/2026 às 15:18
Prezada Sra. Jessica,
Em atenção à sua manifestação, esclarecemos que o contrato firmado prevê obrigações para ambas as partes, incluindo o pagamento da entrada ajustada no valor de R$ 10.000,00, a qual não foi quitada, bem como o pagamento regular das parcelas subsequentes, sendo que atualmente existem parcelas em aberto . E que o seu contrato tem há mais de um ano
Ainda assim, mesmo diante da inadimplência contratual, nossa empresa manteve atendimento e disponibilidade para buscar alternativas viáveis à continuidade do contrato, inclusive orientando sobre possibilidades comerciais existentes.
Importante esclarecer que todos os valores, condições contratuais, cláusulas de cancelamento e penalidades foram previamente apresentados e aceitos no momento da contratação.
Ressaltamos também que não houve negativa de atendimento por parte da empresa, mas sim a necessidade de observância das condições previstas contratualmente e da análise financeira da operação.
De toda forma, permanecemos abertos ao diálogo para tentativa de composição amigável e resolução da situação da melhor forma possível para ambas as partes.
Atenciosamente,
Equipe CZA PLANEJADOS