Peça com defeito em veículo novo e mau atendimento na concessionária

Em réplica
Campinas - SP
11/02/2026 às 12:00
ID: 240437189
Comprei uma GM Montana zero km em janeiro/2024, veículo ainda dentro da garantia.
Recentemente, a peça de circulação de ar do motor apresentou quebra nas travas que a fixam, gerando barulho. Ao levar o carro para revisão, o atendente da concessionária informou que essa peça quebra com frequência devido ao calor do motor, ou seja, trata-se claramente de um defeito recorrente de fabricação.
Mesmo sendo um defeito crônico reconhecido pela própria concessionária, fui informada de que a peça não seria coberta pela garantia. Solicitei que a OS fosse aberta assim mesmo, o que foi feito, mas desde então:
Já fui atendida por três pessoas diferentes;
Ninguém me dá retorno sobre a análise;
Sempre dizem que estão em reunião, não vieram trabalhar, ou simplesmente não retornam e não atendem mais minhas ligações;
A situação não avança de forma alguma.
Não considero aceitável que eu tenha que pagar por uma peça defeituosa em um carro zero km e que a concessionária trate o consumidor com tamanho descaso.
Solicito:
1. Troca da peça em garantia, sem custos;
2. Retorno imediato da GM ou da concessionária sobre a OS já aberta;
3. Atendimento adequado e alinhado ao padrão de qualidade da marca.
Aguardo solução rápida, pois se trata de defeito de fabricação e o veículo é novo.
Luciana
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Resposta da empresa
26/02/2026 às 16:15
Luciana,
Boa tarde,
Conforme combinado informamos que a questão acima relatada ja foi esclarecida com a senhora.
Caso tenha qualquer duvida favor entrar em contato com a Dahruj veículos Chevrolet unidade Orozimbo e peça para conversa com Douglas do SAC.
Atenciosamente,
Equipe de Atendimento Dahruj Chevrolet.
Réplica do consumidor
02/03/2026 às 11:10
O problema permanece sem solução.
No dia 16/02/2026, recebi contato telefônico do atendente Davi, do número *****, informando que não tinha acesso ao histórico previamente encaminhado ao SAC da GM por e mail. Diante disso, tive de repassar novamente todas as informações já fornecidas formalmente.
O atendente solicitou 3 dias para retorno, o que não ocorreu: a resposta somente veio em 26/02/2026, ou seja, 10 dias após a primeira ligação.
Na referida data, o atendente informou que eu deveria comparecer à concessionária para pagar pela troca da peça defeituosa. Ressaltei que isso não foi o combinado, pois ele havia se comprometido a retornar com a solução após análise, considerando que:
o veículo tem apenas 2 anos de uso;
encontra-se dentro do prazo de garantia;
a peça apresenta defeito recorrente de fabricação, informação já prestada pela própria concessionária durante o atendimento presencial.
Ainda assim, fui informada de que não há nada a ser feito, que a peça não está na garantia por se tratar de desgaste natural e que o atendente seria apenas intermediador.
Ao final, o atendente solicitou encerramento do chamado, o que não aceitei, uma vez que nenhuma solução foi apresentada.
Reitero que o caso não está resolvido e que não houve:
análise técnica adequada;
aplicação correta da garantia;
retorno no prazo combinado;
nem cumprimento das obrigações previstas no Código de Defesa do Consumidor.
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL (CDC)
Art. 18 Responsabilidade solidária:
Fabricante (GM) e concessionária respondem solidariamente pelos vícios do produto.
Art. 18, 1 Prazo para solução:
O fornecedor possui até 30 dias para sanar o defeito.
Até o momento, não houve sequer análise conclusiva.
Art. 20 Garantia de execução adequada:
O consumidor pode exigir:
a) reexecução do serviço sem custos;
b) restituição da quantia paga;
c) abatimento proporcional do preço.
Art. 26 Garantia legal:
Vícios ocultos e defeitos de fabricação são cobertos independentemente de eventual tentativa de caracterização como "desgaste natural".
Art. 6 Direitos básicos:
Incluem informação adequada, atendimento eficaz, transparência e proteção contra práticas abusivas direitos violados no presente caso.
DEMANDAS FORMAIS
Solicito novamente:
1.Substituição da peça em garantia, sem quaisquer custos;
2.Retorno oficial, por escrito, com análise técnica da OS já aberta;
3.Atendimento condizente com as obrigações legais e com o padrão de excelência da marca.
PRAZO PARA RESPOSTA
Concedo o prazo de 10 (dez) dias corridos, contados da data desta publicação, para apresentação de solução efetiva, nos termos do CDC.
ENCAMINHAMENTOS LEGAIS SE NÃO HOUVER SOLUÇÃO
Na ausência de resposta ou solução dentro do prazo estipulado, adotarei imediatamente:
abertura de reclamação formal no Procon, com toda a documentação (e mails, protocolos, gravações e históricos);
notificação extrajudicial;
propositura de ação no Juizado Especial Cível, pleiteando:
osubstituição da peça;
oreparação integral do dano;
oe, se cabível, indenização por danos morais, diante da falha reiterada na prestação de serviço.
Permaneço aguardando solução definitiva, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor.
Luciana
Réplica do consumidor
30/03/2026 às 10:07
Continuo aguardando o retorno da Concessionária e da GM para solução do meu problema. Até o momento ninguém me retornou e o problema continua sem solução.
Réplica do consumidor
21/05/2026 às 11:02
A concessionária continua ignorando o caso completamente. a Julia da Central de Relacionamento do cliente da GM já me ligou 2x para saber se a concessionária resolveu o problema, eu informei que não e ela solicitou que eu informasse algum outro telefone caso eu tivesse para que ela pudesse ligar, pois nem ela consegue contato com a concessionária. Caso pendente, sem solução, sem contato, sem nenhuma atenção, um verdadeiro desrespeito com o cliente.
Réplica do consumidor
02/06/2026 às 14:49
Hoje, 02/06/2026, às 14h30, recebi novamente contato da Srta. Denise, representante da GM, pelo telefone *****. Para minha total frustração, fui obrigada mais uma vez a relatar todo o histórico do problema desde o início, o que demonstra clara falta de registro e organização no atendimento ao consumidor.
Durante a ligação, fui informada de que a concessionária não abriu o recall da peça porque a GM não autorizou, e que, caso o fizesse, teria que arcar com o custo da substituição. Ou seja, mesmo sendo um problema conhecido, a responsabilidade está sendo empurrada de um lado para o outro.
O mais absurdo é que, conforme a própria Denise declarou, trata-se de uma peça sensível e de recorrente quebra. Ainda assim, a solução apresentada é que eu, consumidora, arque com o custo de um defeito recorrente e reconhecido. Isso é completamente inaceitável.
Ao questionar quem, de fato, poderia resolver a situação, a resposta foi preocupante:
A concessionária se recusa a assumir o custo por falta de reembolso da GM;
A GM não apresenta solução, limitando-se a intermediações sem qualquer poder de decisão;
O recall não é aberto porque a própria GM não autoriza.
Ou seja, nenhuma das partes assume responsabilidade por um problema evidente e recorrente, deixando o consumidor completamente desamparado.
Reforço minha extrema insatisfação com a postura da GM e da concessionária. Estou lidando com uma peça defeituosa, que continua se deteriorando e gerando um barulho cada vez mais alto, sem qualquer solução concreta até o momento.
Essa situação é inadmissível. Exijo uma solução imediata e definitiva, sem qualquer custo para mim, considerando tratar-se de um problema recorrente e já reconhecido pela própria empresa.