Meu Denza B5 tem muitos problemas de software e precisa de atualização urgente

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Fortaleza - CE

19/09/2026 às 11:59

ID: 259498179

Sou proprietário de um Denza B5 e registro esta reclamação porque considero inaceitável que um veículo vendido como premium, tecnológico e conectado permaneça com tantos problemas e limitações de software sem uma atualização que os corrija.

O problema não é isolado. É a soma de falhas e comportamentos mal calibrados justamente nas áreas em que um carro deste nível deveria se destacar: conectividade, multimídia, aplicativo, integração com celular e sistemas de assistência à condução.

Na conectividade, o B5 apresenta dificuldades de Wi-Fi e há relatos de incompatibilidade ou instabilidade com hotspot de iPhone. Em 2026, não é razoável um carro dessa categoria ter dificuldade para usar de forma simples e estável a internet compartilhada de um smartphone.

A internet embarcada também precisa de melhoria. Há relatos de instabilidade e perda de conexão, afetando funções conectadas do carro. Não deveria ser necessário recorrer a roteadores externos ou improvisações para ter internet adequada em um veículo deste preço.

O Apple CarPlay também merece correção. Existem relatos de instabilidade, falhas de conexão e comportamento inconsistente.

O aplicativo Denza e as funções remotas também precisam amadurecer. Há relatos de dificuldades de vinculação do veículo, indisponibilidade de comandos remotos e falhas de comunicação entre carro, aplicativo e serviços em nuvem.

A multimídia é outro ponto que exige refinamento. Existem comportamentos incompatíveis com a proposta premium do B5: configurações que não permanecem salvas, aplicativos que não retomam corretamente, troca inesperada de fonte de áudio, menus pouco refinados, traduções inconsistentes e sensação de software inacabado.

Mas, para mim, o ponto mais importante é a assistência de condução em rodovia.

Antes do Denza B5, tive uma Volvo XC60. Uma das coisas de que mais sinto falta é exatamente a forma como a Volvo trabalhava a centralização em faixa.

Na XC60, em viagem, o sistema seguia a faixa de maneira extremamente natural. O carro permanecia bem posicionado, fazia correções suaves e transmitia confiança. Em curvas leves e trechos longos, parecia compreender a trajetória da pista.

No Denza B5, a experiência é claramente inferior.

O B5 possui câmera, radares, direção elétrica e sistema de centralização em faixa. Portanto, não estamos falando de falta de hardware. O recurso existe. O que falta é refinamento de software.

Em determinadas situações, o carro parece procurar o centro da faixa, fazendo pequenas correções de um lado para o outro. Em curvas, a atuação não é tão progressiva e natural quanto deveria. Isso reduz a confiança no sistema.

Esse é exatamente o tipo de comportamento que pode ser melhorado por atualização: interpretação das linhas, definição da trajetória, antecipação de curvas, intensidade do torque aplicado na direção e lógica de atuação do LCC/ICC.

Não estou pedindo que o Denza vire uma Volvo. Estou dizendo que já tive um veículo com um sistema de faixa muito mais maduro e sei, por experiência própria, o quanto uma boa calibração muda a qualidade de uma viagem.

Outro problema é o excesso de alertas e intervenções dos sistemas ADAS. O B5 possui muita tecnologia de segurança, mas um sistema de assistência não deve se tornar intrusivo. Há situações em que alertas, avisos sonoros e intervenções parecem excessivamente sensíveis.

O monitoramento do motorista também merece evolução. Há relatos de sensibilidade excessiva, inclusive quando o motorista está atento, e pior funcionamento em algumas condições de iluminação ou com óculos escuros. Isso também pode ser aprimorado por software.

Precisam ser revistos os critérios dos alertas sonoros, a intensidade das intervenções na direção e a forma como algumas assistências entram e saem de operação. Segurança não significa simplesmente emitir mais alertas. Um bom ADAS precisa distinguir risco real de uma condição normal de condução.

Há ainda comportamentos ligados aos modos de condução e preferências do usuário que deveriam ser corrigidos. O carro precisa respeitar melhor as configurações escolhidas pelo motorista, sem exigir reconfiguração frequente.

E existe uma questão central: o B5 vendido no Brasil precisa ser desenvolvido para o Brasil.

Nossas estradas, sinalização, redes móveis e ecossistema digital são diferentes.

Temos faixas parcialmente apagadas, recapeamentos, remendos, mudanças de pavimento, sinalização horizontal irregular, chuva intensa e enorme variação entre rodovias. Tudo isso afeta sistemas que dependem de câmera e interpretação de pista.

Um algoritmo de centralização em faixa que funciona bem em uma estrada chinesa perfeitamente sinalizada pode precisar de outra calibração para funcionar bem em uma BR.

Da mesma forma, Wi-Fi, hotspot, CarPlay e conectividade precisam ser testados com iPhone, Android, operadoras brasileiras e as condições reais de cobertura de nossas estradas.

Não basta traduzir a interface para português e considerar o veículo adaptado ao Brasil. Adaptar significa testar aqui, ouvir proprietários, reproduzir falhas, corrigir algoritmos e distribuir atualizações.

Por isso, minha cobrança é objetiva: o Denza B5 brasileiro precisa de uma atualização de software abrangente e urgente.

Não estou pedindo novos temas ou animações. Estou pedindo correção de pontos concretos:

Wi-Fi e hotspot mais estáveis;
correção das falhas de conectividade;
Apple CarPlay confiável;
aplicativo e comandos remotos sem inconsistências;
multimídia sem perder preferências ou mudar comportamentos sozinha;
menus, traduções e interface mais refinados;
correção de falhas de aplicativos e áudio;
ADAS menos intrusivo;
monitoramento do motorista mais preciso;
alertas sonoros melhor calibrados;
centralização em faixa mais suave, estável e previsível;
melhor leitura das linhas e comportamento em curvas;
preservação das configurações escolhidas pelo usuário;

O que torna a situação ainda mais frustrante é que o próprio veículo possui capacidade OTA. Existe, portanto, um caminho técnico para distribuir correções à frota sem depender de troca de componentes.

Por isso, não considero satisfatória uma resposta genérica dizendo apenas para levar o veículo à concessionária.

Uma concessionária pode verificar sensores e módulos. Mas ela não desenvolve algoritmo de centralização em faixa, não redefine a lógica do ADAS, não corrige compatibilidade sistêmica com iPhone, não cria firmware da multimídia e não desenvolve atualização OTA.

Esses problemas precisam chegar à engenharia.

Minha solicitação à Denza Brasil é direta: reconhecer que existe uma quantidade relevante de problemas e limitações de software e disponibilizar uma atualização corretiva abrangente para o B5.

Quero uma resposta objetiva sobre três pontos: se esses problemas já estão sendo tratados pela engenharia, se existe uma atualização corretiva em preparação para o B5 brasileiro e qual é a previsão para que os proprietários recebam essas correções.

Não quero resposta de marketing, lista de qualidades do carro ou simples encaminhamento à concessionária. Quero saber o que a fabricante está fazendo para corrigir problemas que são claramente de software e calibração.

O B5 tem potencial para ser um excelente carro. O conjunto mecânico é forte, o desempenho é excelente e o hardware é abundante. Mas um veículo premium moderno não termina de ser desenvolvido quando sai da concessionária.

Software faz parte do produto.

Minha antiga Volvo XC60 me mostrou como um sistema de assistência bem calibrado pode tornar uma viagem mais segura, confortável e tranquila. O Denza B5 tem hardware para entregar muito mais do que entrega hoje nessa área.

Se a Denza quer ser reconhecida no Brasil como marca premium e tecnológica, precisa demonstrar que acompanha seus carros depois da venda, aprende com a frota, corrige problemas e melhora continuamente o produto.

O B5 não precisa de promessas. Precisa de correções. Precisa de uma atualização. E precisa com urgência.

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