Atendimento Odontológico Desumano em UPA Carrao: Falta de Empatia, Desrespeito e Desconsideração com a Dor e Ansiedade do Paciente.

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São Paulo - SP
26/03/2026 às 10:34
ID: 244381705
No dia 25/03/2026, por volta das 21h, procurei atendimento de emergência odontológica na UPA Carrão (Av. Conselheiro Carrão, São Paulo) com um dente aberto, inflamado e com dor intensa, sem melhora com medicação.
Fui classificada como pulseira amarela e aguardei aproximadamente 1h30 para atendimento odontológico. Ressalto que o atendimento da recepção e da classificação de risco foi educado e respeitoso, porém o atendimento odontológico foi completamente diferente e extremamente desumano.
Desde o início, a dentista e sua auxiliar não cumprimentaram, não explicaram o procedimento e demonstraram impaciência e rispidez. Tenho diagnóstico de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) e pânico de dentista, e informei isso durante o atendimento, pois eu estava chorando, tremendo e em estado de crise devido à dor e ao medo.
Durante o procedimento, mesmo eu relatando dor diversas vezes, a profissional dizia que era impossível doer e continuava mexendo no dente enquanto eu me contorcia de dor na cadeira, com reações involuntárias. Em vários momentos, a profissional fez comentários desrespeitosos e constrangedores, como:
Nossa, mas que dor é essa que você está sentindo?
Já entendi que você tem medo, mas isso aqui é emergência da UPA.
Não sei o que você faz para controlar essa ansiedade, mas precisa controlar agora senão vai me prejudicar.
Desse jeito você vai me machucar.
Não estou nem encostando, você está vendo coisa.
Eu estava chorando compulsivamente, tremendo, com dor e em crise de ansiedade, e em nenhum momento houve acolhimento, explicação adequada, tentativa de me acalmar ou qualquer postura humanizada. Pelo contrário, fui tratada com deboche, impaciência e desrespeito.
Em nenhum momento me foi explicado corretamente o que seria feito, se haveria dor, se a anestesia seria suficiente, quais seriam os passos do procedimento. A sensação foi de total despreparo para lidar com um ser humano em situação de dor, medo e vulnerabilidade.
Não estou questionando o procedimento técnico realizado, mas sim a postura profissional, a falta de empatia, a forma desrespeitosa, a desconsideração com a dor do paciente e o despreparo para lidar com pacientes com ansiedade e pânico, o que tornou uma situação que já era de emergência em uma experiência extremamente traumática.
Atendimento público não é favor, é um direito, e deve ser feito com dignidade, respeito e humanização.
Estou registrando reclamação formal na Ouvidoria do SUS e denúncia no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo para apuração da conduta profissional.