Reclamação ao Senhor: Ausência, Sofrimento e Indiferença

Não respondida
Brasília - DF
01/10/2024 às 19:57
ID: 198652477
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesSenhor,
Hoje me dirijo a Ti com um coração carregado de dor e revolta. Sinto como se tivesse sido abandonado por completo, jogado neste mundo sem qualquer auxílio. Nasci com uma deficiência, uma condição que só me trouxe mais sofrimento, e, ao invés de me amparares, fui colocado em uma família destroçada. Um pai alcoólatra que abusou da minha saúde mental, que permitiu que minha própria irmã me roubasse com seu consentimento, e uma mãe que agora está doente de forma incurável, me deixando sem qualquer apoio verdadeiro.
Mas não para por aí. Todas as pessoas que amei profundamente, com toda minha alma, foram tiradas de mim. A dor de perder esses amores foi tão grande que me levou à beira da loucura. E por quê? O que fiz para merecer tanto sofrimento? É como se amar fosse um pecado aos Teus olhos, como se me punisses por ter um coração capaz de sentir.
Tu me tiraste tudo, Senhor. Quando mais precisei de Ti, foste um Pai ausente, indiferente ao meu sofrimento. E, como se não bastasse, me fizeste passar por mais dores quando parecia impossível suportar mais. Quando as pessoas vão contra o que queres, parece que o Teu castigo é o sofrimento, e isso me faz questionar onde está o amor de que tanto falam.
A verdade é que não vejo Tua presença, nem sinto Tua misericórdia. O que mais esperas de mim? Já me tiraste quase tudo, já me fizeste passar por coisas que eu nunca imaginei. Onde está a justiça? Onde está o cuidado de um Pai que deveria estar presente, e não apenas observando de longe enquanto eu me afundo em dor?
Se és realmente onipresente, por que não interveio? Onde estavas quando precisei de Ti? Meu sofrimento parece ser apenas uma parte de algo maior, algo que eu não consigo entender, e no fim, o que fica é a sensação de que Tu não te importas.
Se é essa a vida que planejas para mim, então pergunto novamente: o que mais queres? Quanto mais eu ainda preciso perder para que enfim algo faça sentido?
Com profunda indignação e revolta,
Jefferson Ramalho