Barreira no atendimento pós-venda e ocultação de projetos e documentos

Em réplica
São Paulo - SP
03/07/2026 às 19:08
ID: 253043325
Barreira de atendimento pós-venda, encerramento de chamado e ocultação de projetos e documentos obrigatórios!
Sou proprietária de uma unidade no condomínio Lavie Santana, construído pela Diálogo Engenharia, e venho expor a absurda barreira de atendimento e ocultação de dados praticada por esta empresa. O site da construtora omite o nosso prédio da lista de demandas, seja via Portal do Cliente (pois o sistema não reconhece o meu CPF e o do meu marido), seja via SAC (onde o empreendimento é mantido apenas como "portfólio" comercial).
Essa barreira se estende ao SAC via telefone, que rejeita nossos CPFs impossibilitando o avanço no menu eletrônico, e ao próprio canal de e-mail do SAC, que possui um bloqueio para o recebimento de mensagens diretas do consumidor; o sistema deles rejeita e não recebe e-mails enviados espontaneamente por nós, tornando obrigatório que o próprio SAC envie uma mensagem primeiro para que a nossa caixa de entrada consiga, somente então, responder ao fluxo iniciado por eles.
Tudo isso ocorre muito embora tenhamos adquirido o imóvel diretamente com a construtora com pagamento de corretagem, realizando a quitação posterior via financiamento com banco privado. Vale ressaltar que o uso de financiamento bancário não exime a construtora de manter nossos cadastros ativos para fins de pós-venda e garantia de vícios ocultos.
Para conseguir registrar uma única reclamação, passei quase 4 horas ao telefone. Digitávamos nossos CPFs alternadamente a cada tentativa e o sistema eletrônico não os reconhecia, encerrando a chamada sem transferir para um atendente. Quando conseguíamos burlar o sistema digitando outros comandos e um funcionário milagrosamente atendia, a ligação caía propositalmente durante o relato do registro, até o ponto em que precisei exigir que a atendente me retornasse caso a linha caísse de novo.
Para viabilizar o registro da reclamação, a atendente Ednalva Bezerra teve que me enviar um e-mail para que eu pudesse responder, contornando o bloqueio de mensagens diretas que relatei acima. O chamado solicitava a vistoria urgente de um engenheiro para avaliar a estrutura de interligação da área comum com a minha unidade privativa, onde relatei uma situação gravíssima e clandestina. Solicitaram um prazo de 48 horas úteis para resposta (formalizado por e-mail a meu pedido), mas a partir daí o descaso foi absoluto e precisei cobrar retorno inúmeras vezes após o estouro desse prazo.
Dias depois, a funcionária Carolina Vilela Castro passou a exigir um "relatório de manutenção preventiva" sem jamais esclarecer a que tipo de manutenção se referia. Questionei formalmente o significado disso e a função técnica dela por e-mail, e a empresa permaneceu em silêncio por semanas. Após mais de um mês de cobranças diárias e promessas vazias de "agilização", enviaram-me um link com o manual do proprietário e desenhos genéricos ignorando o fato de que, no meu e-mail de abertura, eu já havia avisado que tinha verificado esses documentos e que eles eram totalmente omissos. Inclusive, na planta hidráulica enviada sequer constam os ralos do meu terraço descoberto, provando que os arquivos enviados omitem a infraestrutura daquela área comum anexa ao meu quintal.
Ao responder apontando a omissão das plantas e fazendo perguntas técnicas diretas sobre os ralos e a destinação daquele espaço, a Diálogo Engenharia, no dia seguinte, enviou um e-mail à parte informando o encerramento do protocolo de forma totalmente arbitrária, proibindo novas interações por ali e mandando-me utilizar o site e o chat que eles sabem que estão bloqueados para nós.
Para comprovar o descaso, a humilhação e o prazo abusivo imposto ao consumidor, registro a linha do tempo deste chamado: o primeiro e-mail de abertura foi enviado em 07/01/2026 e o e-mail de encerramento autoritário foi emitido em 11/02/2026.Foram mais de 30 dias de total enrolação para terminar em uma recusa de atendimento.
Diante dessa recusa, do encerramento forçado e da alegação da atual gestão do condomínio de não possuir os arquivos guardados, exijo que a Diálogo Engenharia forneça imediatamente a cópia digitalizada e integral de toda a documentação técnica e legal da edificação ("As Built"), incluindo obrigatoriamente:
Projeto Hidrossanitário Completo (redes de esgoto, águas pluviais, água fria e quente);
Projeto do Sistema de Pressurização de Escadas e especificações técnicas de tomadas de ar;
Projeto Arquitetônico e Estrutural Completo (incluindo o detalhamento de muros e confrontações);
Memorial Descritivo da Edificação e das áreas comuns;
Habite-se e as Certidões de Diretrizes Técnicas aprovadas.
Meu direito legal de acesso a essa documentação para fins de auditoria técnica está plenamente resguardado pelo Artigo 6, Inciso III do Código de Defesa do Consumidor (direito básico à informação clara e precisa sobre o produto adquirido), pelo Artigo 12 do CDC (responsabilidade objetiva do construtor por defeitos decorrentes de projeto e construção) e pelas normas técnicas cogentes NBR 14037 e NBR 5674, que obrigam a entrega e manutenção de todo o acervo técnico da edificação. O fornecimento desses projetos é uma obrigação legal da construtora, razão pela qual, diante da resposta do condomínio via síndico dizendo que não tem o projeto hidrossanitário solicitado e da probabilidade de não ter também os demais, o envio imediato destes arquivos, caso contrário tomarei as providências jurídicas cabíveis!
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Resposta da empresa
21/07/2026 às 15:02
Prezada,
Agradecemos o seu contato e a oportunidade de prestar os esclarecimentos necessários.
Após análise da sua manifestação, informamos que o empreendimento foi entregue no ano de 2014. Assim, decorridos 12 anos da entrega das unidades, os prazos de garantia aplicáveis à Construtora, previstos no Manual do Proprietário e na legislação pertinente, encontram-se expirados.
Quanto à questão técnica: o empreendimento foi entregue em 2014 e, conforme o projeto hidráulico e arquitetônico aprovado, o terraço da unidade foi executado com os ralos previstos, não havendo ausência desse elemento construtivo. Ao longo desse período não houve registro de chamados relacionados a esse ponto. Ressaltamos que a limpeza e a manutenção preventiva dos sistemas de drenagem são de responsabilidade do proprietário e do condomínio (Manual do Proprietário, pág. 92) e são essenciais para o adequado escoamento.
Em atendimento à sua solicitação, disponibilizamos os projetos requeridos, reafirmando nosso compromisso com a transparência e o fornecimento das informações que se encontram sob nossa responsabilidade.
Dessa forma, considerando o tempo decorrido desde a entrega do empreendimento e a expiração dos prazos de garantia aplicáveis, não há elementos que permitam atribuir à Construtora a responsabilidade pela adoção das providências solicitadas.
Permanecemos, entretanto, à disposição para prestar os esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários, dentro do âmbito de responsabilidade da Construtora.
Atenciosamente,
Equipe Diálogo Engenharia
Réplica do consumidor
22/07/2026 às 13:03
A resposta pública da Diálogo é eivada de contradições. Embora aleguem perda de garantia pelo decurso de 12 anos da entrega, condomínios ainda + antigos ou contemporâneos como o Residencial Estilo Tatuapé (2010) e o Residencial Santana Private (2014/2015) constam normalmente na listagem ativa do site p/ suporte pós-venda. A exclusão deliberada do Condomínio Lavie Santana e o bloqueio do meu CPF (*****) e do meu marido (*****), legítimos compradores diretos na imobiliária própria c/ pagamento de corretagem, nos canais de SAC site e telef., configuram nítida obstrução ao direito de informação e assistência.Essa barreira não é nova: em 07/01/26, passei por um desgaste monumental, perdendo quase 4h ao telef. tentando registrar a demanda. O menu digital telefônico rejeitava nossos CPFs (*****) pq o condomínio foi apagado do site, derrubando as chamadas antes do atend. humano. Fui informada de q e-mails espontâneos p/ o SAC são rejeitados pelo sistema, sendo obrigatório q a empresa inicie o fluxo. Após semanas de cobranças pelo estouro do prazo de 48h úteis, a construtora encerrou arbitrariamente o chamado em 11/02/26, invertendo ilicitamente o ônus da prova ao exigir um "relatório de manutenção preventiva". O padrão desta empresa é eximir-se de suas responsabilidades, transferindo o ônus técnico e financeiro p/ a consumidora [Editado pelo Reclame Aqui], q atua c/ estrita boa-fé desde o início p/ resolver o problema de forma tranquila.Posso provar documentalmente pelas telas do próprio portal (prints) q os canais de atend. são de fachada. Na aba 'Fale Conosco', ao selecionar 'Já sou cliente', o sistema emite o erro 'Sorry, no matching options' p/ todas as variações digitadas (Lavie, LaVie ou La Vie), enquanto exibe os prédios de 2010 e 2014. Ao tentar acionar a 'Ouvidoria' p/ denunciar o bloqueio, o formulário exige obrigatoriamente um protocolo anterior válido. É um paradoxo eletrônico e um labirinto digital programado p/ amordaçar o consumidor e impedir o socorro administrativo.Limpar ou realizar manutenção em ralos residenciais de 100mm diante de um erro estrutural de vazão coletiva não possui sentido técnico. É inadmissível falar em mera limpeza privativa quando o sistema recebe, de forma oculta e sem ralo próprio obrigatório por lei, o fluxo de escoamento e detritos de uma área técnica comum de captação de ar p/ pressurização de escadas (AVCB) o pulmão do sistema predial , indevidamente enclausurada em anexo ao meu quintal c/ metragem considerável, fechamento lateral e uma fachada monumental de fundo q recebe a carga pluvial vertical de todos os andares superiores do edifício.O prazo prescricional de 10 anos pacificado pelo STJ p/ acionamento de construtoras por vícios ocultos conta a partir da ciência inequívoca do defeito (Teoria da Actio Nata / Art. 445, 1 do CC). A real extensão da engenharia modificada de forma clandestina nas prumadas de escoamento coletivo e a servidão forçada de águas pluviais p/ o meu quintal só foram conhecidas em fevereiro de 2026 por laudo pericial técnico de engenharia diagnóstica.Nas minhas plantas contratuais de aquisição, memorial descritivo e registro do imóvel, além de não constarem os ralos do terraço descoberto, houve a omissão e ocultação da projeção da escada e da área técnica de tomada de ar (AVCB). Tal área opera em sistema de servidão pluvial forçada p/ o meu Garden, mascarada por uma abertura improvisada no muro totalmente clandestina, q não consta nos projetos originais emitidos pela própria construtora.A construtora violou os critérios de dimensionamento hidráulico e tempo de recorrência da norma ABNT NBR 10844. Por se tratar de área comum essencial à segurança (AVCB), o cálculo exige Tempo de Recorrência de 25 anos (T=25). É um absurdo q essa malha de alta vazão tenha sido jogada de forma subterrânea em uma rede residencial comum interligada em série onde o ralo próximo à lavanderia deságua diretamente na caixa do ralo da ponta . Na prática, o sistema opera c/ a vazão de um único ralo totalmente estrangulado, gerando saturação e refluxo imediato p/ o interior do imóvel, invadindo o hall de serviço c/ risco iminente de inundar os outros três apartamentos do andar, o hall social c/ risco de inundar a unidade vizinha, o poço dos elevadores social e de serviço (com risco de queima eletromecânica coletiva) e as escadas de emergência, q são rotas de fuga obrigatórias e vitais. A responsabilidade objetiva é exclusiva da construtora (Art. 12 do CDC), não podendo usar omissões da gestão condominial como escudo, pois o prejuízo patrimonial ocorre dentro da minha propriedade privativa.Em comparação técnica, unidades Garden lineares menores receberam 5 ralos (Estilo Tatuapé), e o pavimento térreo possui ralos industriais robustos a cada 10 passos p/ fachadas lineares simples. É desproporcional manter apenas dois ralos de 100mm p/ fachadas em "U" integradas a um pulmão técnico enclausurado. Não se trata de falha preventiva da pág 92 do manual, pois limpar ralo residencial não altera o erro de vazão coletiva empurrado p/ o imóvel.O link enviado no privado c/ validade de 24h constitui + uma barreira (Art. 6, III do CDC). Exijo o envio integral em PDF p/ meu e-mail de todos os projetos em formato "As Built" aprovados na Prefeitura p/ o Habite-se, as plantas e o memorial q fundamentaram o 1 AVCB nos Bombeiros, p/ auditar se a abertura no muro constava originalmente ou se foi feita de forma clandestina após a entrega. Exijo q a profissional Karoline Toneloti informe na tréplica o seu n de registro técnico (CREA ou CAU), pois a complexidade do caso, c/ claras irregularidades e severo risco por conta da pressurização q prejudica a área privativa (alagamentos), exige engenheiros habilitados e não respostas genéricas de SAC desprovidas de responsabilidade profissional, repetindo a conduta da funcionária Carolina Vilela Castro em janeiro. A recusa em vistoriar o local corrobora o receio de confrontar o erro de projeto. Ressalto a morosidade da empresa, q levou 18 dias (03/07 a 21/07) p/ emitir manifestação evasiva.
Réplica do consumidor
25/07/2026 às 08:26
Sigo no aguardo do mínimo de respeito de uma construtora que se diz tão séria e estrururada no mercado, mas que entrega unidades com gambiarra, servidão pluvial clandestina e se esconde na garantia geral de 5 anos para problemas simples, ignorando totalmente as leis no que diz respeito a vício construtivo oculto, que neste caso é bem grave!