Após o falecimento do meu pai, total descaso da Prudentia para arcar com as suas obrigações de pagamento do seguro de vida

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Belo Horizonte - MG

24/10/2022 às 11:14

ID: 152317941

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Bom dia.

Meu pai contratou seu seguro de vida em grupo da Prudential produto VG Corporate ainda na década de 90, quando trabalhou na Andrade Gutierrez. Desde então, veio religiosamente mantendo o seguro em dia com seus pagamentos, mesmo tendo finalizado sua atuação na empresa ainda no final desta mesma década. O seguro, oferecido pela Prudential, teve algumas alterações de corretoras, ao longo destes mais de 25 anos. Friso, novamente, que meu pai SEMPRE MANTEVE EM DIA os pagamentos deste produto.

No dia 21 de agosto de *******, ele veio a falecer. Após os acontecimentos, em 31 de agosto de *******, comecei a reunir as informações para abertura de sinistro para reivindicar o recebimento do valor do seguro de vida, conforme o protocolo de atendimento de número*************. Segundo a Prudential, eu deveria preencher o questionário com as informações médicas - sendo o mesmo assinado pelo oncologista que acompanhou todo o processo da doença do meu pai ao longo de 2 anos -, com as informações dos beneficiários e a parte da empresa. Nestes dois itens, há pontos que foram esclarecidos pela Prudential:

Beneficiários: apesar de em um dos documentos da apólice, datado em *******, apontar minha mãe como única beneficiária, esta informação não foi replicada nos anos seguintes. Portanto, a Prudential me instruiu a preencher os dados dos beneficiários no questionário (apenas a minha mãe) e a enviar seus documentos e informações bancárias para recebimento do valor do prêmio. Como, aparentemente, não havia o apontamento formal de beneficiários, a Prudential solicitou o envio de uma declaração de herdeiros cujo o modelo me foi enviado por e-mail pela empresa onde todos os herdeiros deveriam declarar os beneficiários do seguro. Esta declaração, conforme instrução, foi assinada por todos os herdeiros e mais duas testemunhas, sendo todas as assinaturas reconhecidas em cartório. Nela, apontamos minha mãe como única herdeira.

Informações da empresa: como dito, este seguro de vida em grupo (VG Corporate) foi contratado pelo pai quando ele trabalhou na Andrade Gutierrez. Ele deixou a empresa em meados de *******, mas manteve o seguro de vida até o seu falecimento, em 21 de agosto *******. Efetivamente, o mesmo ainda está sendo pago mensalmente, mesmo após a [Editado pelo Reclame Aqui] do meu pai, pois, até agora, não foi concluído o processo de sinistro. Voltando ao tópico da empresa: conforme indicado ao atendente da Prudential, como meu pai já havia saído da empresa há mais de duas décadas, as informações solicitadas no questionário sobre matrícula, holerite, acompanhamento da doença pelo RH da empresa não faziam sentido no caso e nem haveria como preenchê-las. Assim, o atendente me instruiu a deixa-las em branco.

Após juntar toda a documentação necessária, assinar e reconhecer as firmas em cartório, e finalmente possuir tudo o que foi solicitado para a abertura do sinistro, enviei o pacote de documentos no dia 24 de setembro de *******.

No dia 26 de setembro, recebi a confirmação da abertura do sinistro e a informação de prazo do processo, cuja duração informada foi a de 30 (trinta) dias contados a partir da data em que tiverem sido entregues todos os documentos básicos e complementares previstos nas condições contratuais. No caso de, solicitarmos alguma informação ou documentação complementar, este prazo será suspenso e a contagem voltará a correr a partir do dia subsequente a entrega..

No dia 29 de setembro, para meu espanto, recebo um retorno da Prudential solicitando documentos da Andrade Gutierrez sobre o meu pai, assinado por Lidiane Santos. Neste e-mail, foram pedidos documentos completamente absurdos, como: cópia dos três últimos holerites (meu pai não trabalha mais na AG há mais de 20 anos!!), ficha de registro atualizada, etc. E ainda foi pedida a indicação de beneficiários. Isto foi um absurdo, pois deixei tudo muito claro ao atendimento e segui TODAS AS INSTRUÇÕES PASSADAS PELA PRÓPRIA PRUDENTIAL.

Imediatamente, liguei para o atendimento da Prudential e tive o atendimento registrado no número de protocolo*************. Adicionalmente, respondi o e-mail enviado corroborando as razões de não haver sentido na cobrança de tais documentos e reforçando a parte dos beneficiários, sendo que já havia uma declaração de herdeiros RECONHECIDA EM CARTÓRIO apontando minha mãe como única beneficiária. Mesmos assim, neste e-mail de resposta, enviei também os documentos de todos os herdeiros e testemunhas que assinaram a declaração (lembrando que esta foi uma exigência em modelo da própria Prudential). Neste mesmo dia, recebo um e-mail da Kátia Sampaio, da DOr Consultoria, se apresentando como responsável pela corretora do seguro em grupo e afirmando que iria acompanhar o processo do sinistro.

Após meu retorno, no dia 5 de outubro, para meu completo estarrecimento, recebo um e-mail de resposta da Prudential também assinado pela Lidiane Santos cobrando OS MESMOS DOCUMENTOS DO E-MAIL ANTERIOR. Para piorar bastante: neste e-mail foi dito que os pagamentos do seguro, referente às competências de 07/******* e 08/******* (mês de falecimento do meu pai), estavam pendentes! Isso foi uma afronta ímpar tanto a mim, quanto ao meu falecido pai, pois ele fazia questão de SEMPRE ter estes pagamentos em dia e, obviamente, os mesmos estavam em dia.

Prontamente, entrei em contato com o SAC da Prudential até porque a opção de atendimento informada no e-mail simplesmente não está disponível no número indicado tendo sido registrado o atendimento no número*************. Após minha conversa, respondi o e-mail da Lidiane Santos já de forma mais irritada. Enviei não apenas os comprovantes de pagamento de 07 e 08 de *******, mas também o de 09/*******, lembrando que meu pai faleceu em agosto de *******! Mais uma vez, corroborei a total falta de sentido de cobrar os documentos da Andrade Gutierrez sobre o meu pai e ainda virem cobrando a indicação de beneficiários, sendo que eu já havia informado segundo as instruções da PRÓPRIA Prudential quem seria a beneficiária. Deixei claro neste e-mail que minha paciência estava se esgotando e que ações extraordinárias seriam tomadas, caso a Prudential não arcasse com suas responsabilidades e parasse de colocar obstáculos para o recebimento do prêmio. A corretora Kátia Sampaio me respondeu este e-mail dizendo que a DOr Consultoria estaria verificando o processo.

Assim, após ficar sem nenhuma informação sobre o processo nem por parte da Prudential, quanto por parte da DOr Consultoria, enviei às duas em 18 de outubro um e-mail dizendo que, caso eu não recebesse uma posição esclarecedora sobre o status do processo até o dia 23 de outubro eu iria judicializar a questão e tomar outras medidas extraordinárias. Recebi a resposta da Prudential no dia seguinte, 19 de outubro, dizendo que havia documentos pendentes, sendo os mesmos documentos sobre os beneficiários solicitados mais uma vez, desta vez, assinado pelo Rafael Santana. A Kátia Sampaio, da DOr Consultoria, limitou-se à simples mensagem: Estamos verificando junto a seguradora..

Assim, conforme relatado detalhadamente, tomo a minha primeira atitude extraordinária com a abertura desta reclamação aqui no Reclame Aqui. Minha família vem se sentindo ultrajada com o pouco caso da seguradora Prudential e da corretora DOr Consultoria em relação ao processo do meu pai. Seu falecimento se deu já há mais de três meses e ainda não conseguimos receber o que nos é de direito. Isto escancara a falta de solidariedade e senso de responsabilidade da seguradora aos seus clientes. Na hora de cobrar as mensalidades e prometer proteção, agilidade e cuidado aos segurados a Prudential é grande. Porém, o que venho passando mostra que a realidade é outra, quando há a necessidade de arcar com as suas responsabilidades.

Portanto, deixo registrado que meu próximo passo é entrar na esfera judicial para requerer nossos direitos, caso o descaso da Prudential e da DOr Consultoria continue.

PS.: toda a troca de e-mails está documentada e arquivada como forma de evidenciar os acontecimentos.

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