Colchão Doutor do Sono com Deformação Estrutural Grave e Afundamento Acentuado Após Pouco Uso

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Cubatão - SP

15/06/2026 às 10:15

ID: 251394183

Venho registrar minha insatisfação com o colchão adquirido junto à Doutor do Sono em *****, Pedido n *****.

Embora o produto tenha sido utilizado de forma regular, em ambiente adequado e sem qualquer situação que caracterize mau uso, atualmente apresenta grave deformação estrutural, com afundamento acentuado da área de apoio, formação de uma depressão profunda ("buraco") na superfície e ondulações significativas na espuma. Tais deformações comprometem completamente a uniformidade do colchão e a distribuição adequada do peso corporal.

O nível de deterioração é tão severo que o produto se tornou impróprio para sua finalidade essencial. Dormir no colchão passou a ser extremamente desconfortável, uma vez que o corpo afunda de forma irregular na área deformada, ocasionando desalinhamento postural durante o repouso e comprometendo a qualidade do sono.

O estado atual do colchão é incompatível com a durabilidade razoavelmente esperada para um bem dessa natureza e faixa de preço, evidenciando desgaste excessivo e desproporcional ao tempo de utilização.

Ressalto que o problema não decorre de uso inadequado, excesso de peso, umidade, modificações ou qualquer outra hipótese excludente de responsabilidade prevista no termo de garantia. Trata-se de deterioração anormal que compromete a qualidade, a funcionalidade, a integridade estrutural e a vida útil do produto.

Diante disso, solicito que a empresa realize uma análise técnica do caso e apresente uma solução adequada, em observância aos princípios da boa-fé objetiva, da qualidade dos produtos colocados no mercado e dos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor.

Permaneço no aguardo de um posicionamento formal e de uma proposta de resolução.

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Resposta da empresa

15/06/2026 às 10:50

Larissa,
Acusamos o recebimento de sua manifestação detalhada a respeito do colchão adquirido em 12/05/2023 sob o número de pedido 250674.

Procedemos com a análise do seu histórico de compra junto ao nosso departamento de pós-venda e jurídico e, com base nos prazos estabelecidos pela legislação vigente e pelos fabricantes, esclarecemos o que segue:

- Prazos de Garantia Legal e Contratual: Conforme estabelece o Artigo 26, II do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a garantia legal para bens duráveis é de 90 dias. Além desse prazo, as fábricas parceiras oferecem uma garantia contratual complementar que se estende por até 1 (um) ano, dependendo do componente ou problema apresentado.
- Decurso do Prazo e Impossibilidade de Vistoria: Constatamos que o produto foi adquirido há mais de 3 anos (maio de 2023). Portanto, todos os prazos legais e contratuais de cobertura já se encontram integralmente expirados. Devido ao decurso do tempo e à consequente perda do vínculo de garantia, o sistema do fabricante fica bloqueado, inviabilizando até mesmo a abertura de uma ordem de vistoria técnica.

Compreendemos sua argumentação sobre a expectativa de durabilidade, porém, após o encerramento do período de garantia estipulado, o fabricante e o comerciante ficam legalmente isentos da responsabilidade por reparos ou substituições sem ônus.

Lamentamos não podermos seguir com uma resolução diferente para o seu caso neste momento e permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos.

Atenciosamente,
Equipe de Atendimento ao Cliente Doutor do Sono
www.doutordosono.com.br
[email protected]

Réplica do consumidor

15/06/2026 às 15:48

Agradeço o retorno, porém discordo da conclusão apresentada.

A fundamentação da resposta limita-se aos prazos de garantia legal e contratual, sem enfrentar o ponto central da reclamação: a ocorrência de vício oculto relacionado à durabilidade e à qualidade do produto.

O defeito relatado não consiste em desgaste natural decorrente do uso regular, mas sim em grave deformação estrutural do colchão, caracterizada por afundamento acentuado da área de apoio, formação de depressão profunda na superfície e ondulações expressivas da espuma, tornando o produto inadequado para sua finalidade essencial de proporcionar suporte adequado ao corpo durante o repouso.

Nos termos do artigo 26, 3, do Código de Defesa do Consumidor, tratando-se de vício oculto, o prazo para reclamação inicia-se a partir do momento em que o defeito se evidencia, e não da data da compra. Portanto, a simples alegação de encerramento da garantia não afasta automaticamente a responsabilidade do fabricante ou do fornecedor quando há indícios de defeito de fabricação ou falha relacionada à vida útil razoavelmente esperada do produto.

É importante destacar que um colchão comercializado como bem durável possui expectativa de vida útil significativamente superior a três anos. O nível de deterioração apresentado é incompatível com o uso regular e com a durabilidade que legitimamente se espera de um produto dessa natureza e faixa de preço.

Dessa forma, solicito a reconsideração da negativa apresentada e a adoção de providências para avaliação técnica do produto, inclusive mediante vistoria independente, caso entendam necessário.

Na ausência de uma solução administrativa adequada, reservarei meu direito de buscar a tutela dos órgãos de defesa do consumidor e das vias legais cabíveis para análise da ocorrência de vício oculto e eventual responsabilidade dos fornecedores envolvidos.

Permaneço no aguardo de um posicionamento definitivo.

Atenciosamente,

*****

Réplica da empresa

16/06/2026 às 08:43

Larissa,

Agradecemos o envio das informações e analisamos detidamente o relato sobre o comportamento do molejo. Esclarecemos que nossos produtos passam por rigorosos testes de qualidade e fadiga de materiais antes de serem inseridos no mercado, possuindo alta resistência estrutural dentro de sua vida útil e sob condições normais de uso.

O defeito relatado ***** em uma linha reta específica na região dos pés ***** contraria o padrão de comportamento de um vício oculto de fabricação. Defeitos de matéria-prima geram colapsos dispersos e ocorrem prioritariamente nas zonas de maior compressão e carga do corpo (como a região central do quadril).Um padrão linear e geométrico na extremidade inferior do produto (pés) indica, tecnicamente, a ocorrência de um evento externo localizado, como pressão concentrada extrema em ponto fixo (ação de sentar-se continuamente na extremidade, apoio de objetos pesados sobre a área, impactos em mudanças) ou falta de rotação periódica do produto, o que configura culpa exclusiva do consumidor por uso inadequado, conforme prevê o Artigo 12, 3, inciso III do Código de Defesa do Consumidor.

Considerando que o produto desempenhou sua função perfeitamente por 3 anos e que a garantia contratual encontra-se inteiramente expirada, ficamos impossibilitados de efetuar a troca ou o reembolso sem custos, haja vista a ausência de nexo causal com o processo de fabricação.

Certos de sua compreensão.

Atenciosamente,
www,doutordosono.com.br
[email protected]

Réplica do consumidor

16/06/2026 às 10:53

A alegação de uso inadequado não corresponde aos fatos. O afundamento surgiu inicialmente na região da cabeça e, diante do desconforto extremo e da impossibilidade de dormir no colchão, apenas girei o produto, motivo pelo qual a deformação atualmente se encontra na região dos pés. O colchão foi utilizado exclusivamente para sua finalidade de descanso, sem qualquer uso indevido.

Lamento a postura da empresa, que optou por presumir culpa do consumidor sem realizar qualquer vistoria técnica. Diante da negativa, buscarei a tutela dos órgãos de defesa do consumidor e as medidas judiciais cabíveis para apuração do vício oculto e da responsabilidade pelo defeito apresentado.

Por fim, diante da experiência vivenciada e da ausência de solução adequada, não recomendo a loja.

Réplica do consumidor

16/06/2026 às 10:54

A alegação de uso inadequado não corresponde aos fatos. O afundamento surgiu inicialmente na região da cabeça e, diante do desconforto extremo e da impossibilidade de dormir no colchão, apenas girei o produto, motivo pelo qual a deformação atualmente se encontra na região dos pés. O colchão foi utilizado exclusivamente para sua finalidade de descanso, sem qualquer uso indevido.

Lamento a postura da empresa, que optou por presumir culpa do consumidor sem realizar qualquer vistoria técnica. Diante da negativa, buscarei a tutela dos órgãos de defesa do consumidor e as medidas judiciais cabíveis para apuração do vício oculto e da responsabilidade pelo defeito apresentado.

Por fim, diante da experiência vivenciada e da ausência de solução adequada, não recomendo a loja.

Consideração final do consumidor

16/06/2026 às 10:55

Minha experiência foi extremamente negativa. Adquiri um colchão acreditando estar investindo em um produto durável e de qualidade, porém, após pouco mais de três anos de uso exclusivamente regular, o colchão apresentou grave deformação estrutural, tornando-se praticamente impossível dormir nele.

O que mais me decepcionou foi a postura da empresa, que atribuiu o problema a suposto uso inadequado sem sequer realizar uma vistoria técnica para avaliar o defeito. Senti falta de acolhimento, de uma análise efetiva do caso e de uma tentativa de solução.

Infelizmente, diante da negativa apresentada, não recomendo a empresa e buscarei meus direitos pelos meios cabíveis.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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