Tratamento inadequado de úlcera diabética leva à piora e possível amputação

Respondida
Belo Horizonte - MG
05/12/2025 às 14:00
ID: 233844807
Quero compartilhar minha experiência para alertar outras pessoas. Encontrei a clínica pela internet e, no início, tudo pareceu muito bonito. A avaliação é gratuita, mas quem atende presencialmente é apenas uma enfermeira, enquanto o médico avalia à distância.
Minha mãe tinha uma úlcera diabética e indicaram 10 sessões de R$ 280,00 cada. Fechei apenas 4 por cautela, e ainda bem, porque o quadro dela piorou após o início do tratamento: infecção, odor e nenhuma melhora. Quando questionei, ouvi que era normal.
O atendimento foi superficial, sem considerar a dor intensa que minha mãe sentia. Chegaram a informar que a receita demoraria 7 dias para ficar pronta. Como a dor poderia esperar?
No meu entendimento, faltou humanidade e clareza. O caso da minha mãe era cirúrgico, e isso não foi orientado. Priorizaram vender sessões que não resolveriam o problema. Quando pedi o reembolso da última sessão, ninguém perguntou o motivo e até agora estou tendo dificuldade para receber.
Meu alerta: tomem cuidado. Essa foi a minha experiência, e espero que meu relato ajude outros a não passarem pelo mesmo. Infelizmente, por falta de orientação adequada, minha mãe agora terá que amputar um dedo algo que poderia ter sido evitado com atendimento qualificado desde o início.
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Resposta da empresa
13/08/2026 às 10:20
As informações foram levantadas, e apurei que o reembolso foi feito.
Temos que preservar o sigilo médico paciente, mas precisamos esclarecer os fatos.
Uma ferida em um paciente diabético é decorrente de longo período de controle ineficaz da patologia.
Ao chegar nesse estágio o paciente possui comprometimentos circulatórios graves, principalmente de microcirculação.
Atribuir a não melhora de uma ferida dessa complexidade aos profissionais que tentaram melhorar a situação é extremamente preocupante.
Nesse tipo de caso sempre orientamos que faremos o melhor em termos de tratamento, mas o desfecho não depende única e exclusivamente de nossas ações.
Depende do controle da doença por parte do paciente, da adoção dos cuidados e adoção de todo o tratamento.
Tenho a plena certeza que adotamos para esse caso o que existe de melhor em termos de evidências científicas, pois já faz parte dos nossos protocolos.
Mas para reflexão e sem querer eximir de nossas responsabilidades, imagine um paciente que passou a vida inteira sem controlar sua doença, sem seguir dieta adequada, aí desenvolve uma doença arterial, com uma ferida, e nos procura.
Essa ferida não aconteceu da noite para o dia, ela é reflexo de anos da doença.
E aí nos procura, e aplicamos todos os recursos possíveis, mas a melhora não acontece pois a paciente não tem fluxo sanguíneo adequado e possui inúmeros fatores que impossibilitam a cirurgia.
É justo atribuir esse desfecho aos profissionais que assumiram o caso agora?