Tratamento inadequado para dermatite seborreica agravou o quadro do paciente, gerando prejuízos financeiros e emocionais.

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Campinas - SP

15/05/2026 às 12:24

ID: 248746131

Escrevo em nome do meu companheiro, *****, estrangeiro residente no Brasil, que pediu que eu relatasse o ocorrido. Ele foi atendido pela ***** na clinica da *****. Gostaria de destacar que a Dra. foi gentil e respeitosa durante todo o atendimento, e não tenho qualquer consideração negativa quanto à sua conduta pessoal. O problema ocorreu exclusivamente na condução clínica do caso. ***** possui diagnóstico prévio de dermatite seborréica e isso foi passado para a Dra no primeiro atendimento, e diante disso, o diagnóstico dela foi de infecção fúngica+ dermatite seborreica, sendo iniciado tratamento como se fosse uma micose comum, com pomada antifúngica, antifúngico oral e shampoo com ácido salicílico para uso em todo o corpo.
O ***** iniciou o tratamento de imediato, porém houve rápida piora do quadro, com disseminação das lesões, intenso ressecamento e irritação da pele, coceira e descamação. Sendo assim, retornamos com a Dra para reavaliação e, mesmo diante do agravamento evidente, a orientação dela foi dobrar a dose do antifúngico oral, pois segundo ela, se tratava de disseminação fúngica, ou seja, insistindo na abordagem de tratar como micose isolada.
Ele novamente segiu as orientações, porém o quadro só piorou progressivamente, chegando ao ponto dele não conseguir mais dormir devido à coceira intensa, ressecamento extremo da pele e aumento expressivo das áreas lesionadas, chegando a se coçar até sangrar.
Com isso, buscamos uma segunda opinião. O novo dermatologista orientou a suspensão imediata do tratamento anterior e explicou que, embora a dermatite seborreica tenha relação com fungos, ela não deve ser tratada como uma micose isolada, mas sim como uma condição inflamatória. Segundo ele, o tratamento anterior estava agravando significativamente o processo inflamatório, especialmente o uso de produtos agressivos, como o ácido salicílico em todo o corpo, causando irritação severa, feridas, sangramentos e o que ele chamou de eczema secundário. O médico solicitou um exame de sífilis para descartar essa possibilidade antes de iniciar o novo tratamento, e durante os três dias em que aguardamos o resultado, antes de iniciar o novo tratamento, apenas com a suspensão dos produtos anteriormente prescritos já houve melhora visível, ***** se sentiu melhor tbm, com a pele menos irritada. Após o resultado negativo, iniciamos um novo tratamento com uma pomada de aproximadamente R$40,00, que resolveu o problema em cerca de quatro dias. Faço questão de destacar que o tratamento eficaz custou cerca de R$40,00, enquanto a condução anterior gerou gastos superiores a R$2.000,00, sem contar consultas. Foram mais de R$500,00 em medicação oral inutil, 1000 com exames laboratoriais desnecessários, uma vez que esses exames foram pedidos apenas como pré-requisito para a prescrição de uma medicação oral inadequada; além de aproximadamente R$500,00 em shampoos e pomadas.
Além do prejuízo financeiro, destaco que houve grande impacto na rotina, pois recebemos orientações rigorosas sobre a lavagem diária de toalhas, roupas de cama e roupas em geral. Como utilizamos lavanderia, isso gerou gastos e desgaste desnecessários, até mesmo em relação aos nosso horários de alimentação, por conta da medicação. Também destaco impacto emocional e profissional, já que as lesões ficaram extremamente visíveis no rosto, orelhas e corpo, causando constrangimento, e desespero.
Quando o ***** decidiu buscar uma segunda opinião, pediu que eu procurasse um profissional mais voltado à dermatologia clínica do que à estética. Após essa experiência, compartilho dessa percepção de que muitas clínicas dermatológicas têm direcionado excessivamente seu foco para procedimentos estéticos, em detrimento do manejo adequado e responsável de doenças dermatológicas reais. Anexo fotos numeradas de 1 a 4 para ilustrar o caso: 1. Estado da pele antes da primeira consulta; 2. Durante o tratamento inicial; 3. Após o aumento da medicação; 4. Após o tratamento com o segundo dermatologista.

Compartilhe