Assédio moral e intimidação de servidoras em reunião na Diretoria Regional de Educação

Não respondida
Belo Horizonte - MG
05/08/2026 às 15:51
ID: 255704669
No dia 27 de maio de 2026, por volta das 09h00, compareci à reunião agendada na Diretoria Regional de Educação Barreiro, localizada na *****, acompanhada de minha mãe Rosane. A reunião foi conduzida pela servidora Kelly De Castro Santos Andrade, com a presença de sua assistente.
Durante a reunião, relatei o ocorrido em que quatro funcionários da escola, incluindo o psicólogo que já tinha ciência da situação, foram até nossa casa chamando pelo meu irmão, sem autorização da nossa mãe, sem aviso prévio e sem agendamento. Relatei ainda que, quando minha mãe questionou a diretora Gislaine sobre o episódio por mensagem, ela negou os fatos e me colocou como [Editado pelo Reclame Aqui], afirmando: A intenção era encontrar o responsável para conversar, tanto q eles nem insistiram e vieram embora quando não te encontraram. Na sua casa tem campainha? Eles disseram que chamaram por seu nome.
Ao mencionar que havia realizado uma gravação de áudio que comprova o contrário e que a diretora ainda havia me desqualificado, a servidora Kelly De Castro Santos Andrade passou a me repreender de forma autoritária e repetitiva, afirmando: Você não tem autorização para gravar ninguém. Respondi que a gravação era exclusivamente de áudio, feita em situação de clara intimidação, que me senti ameaçada por eles e estava dentro da minha casa. Ressaltei ainda que tinha acabado de relatar em detalhes o ocorrido.
Ela insistiu que, por lei, nem gravação de voz eu tinha autorização e pediu que a assistente registrasse isso. Contestei imediatamente, disse que é permitido gravar áudio em situações de risco ou intimidação, desde que não se registre imagem de terceiros, e pedi que ela pesquisasse no Google, mas ela se negou, então pedi que ela ligasse para o 190 para confirmar. Ela se negou e continuou repetindo que era proibido.
Repeti tudo que os funcionários fizeram comigo.
Ela continuou repetindo que era proibido.
Em seguida, dei o seguinte exemplo: que na reunião anterior realizada na escola, em uma sala pequena, minha mãe e meu irmão presenciaram o comportamento agressivo e alterado da monitora Jéssica Alves, durante toda a reunião, a monitora debochou da situação, fez gestos provocativos abrindo e fechando as mãos enquanto minha mãe falava, disse que não tinha medo de justiça. Nenhum dos presentes (vice-diretora Juliana, diretora Gislaine, Ágatha ou o psicólogo) interveio para conter o comportamento dela. Isso fez com que minha mãe tivesse uma forte crise nervosa ao chegar em casa, chorando muito. Meu irmão também ficou abalado. Diante disso, orientei minha mãe a não participar mais de nenhuma reunião na escola. Afirmei ainda que, caso eu estivesse presente e a monitora fizesse menção de avançar, eu gravaria áudio sim e chamaria imediatamente a polícia, pois sabia que ela não teria intervenção ou amparo de ninguém, que presenciaram tudo e nada fizeram e ainda negaram tudo depois.
Kelly começou a repetir que ninguém tem direito de gravar reuniões, distorcendo o que eu havia acabado de falar. Enquanto isso, a assistente falava ao mesmo tempo, me perguntando se faltava mais alguma coisa que eu gostaria de registrar e se poderia finalizar. Diante da pressão e das interrupções constantes, comecei a ficar visivelmente abalada e disse para Kelly: A partir de agora eu não converso com você, eu só converso com ela (me referindo à assistente). Mencionei que estudei em escola militar e que já havia recebido orientação direta de autoridade policial de que é permitido gravar áudios em situações de risco, desde que se participe da conversa e não se exponha imagens de terceiros. Kelly reagiu com riso de deboche, mas parou de me interromper.
Consegui, então, terminar meu relato.
Ao final da reunião, quando questionada por último se havia algo que gostaria de registrar, Kelly instruiu a assistente a anotar que eu havia dito que uma autoridade policial me orientou a gravar reuniões e que ela (Kelly) havia me orientado que isso era proibido, repetindo: Coloca aí que ela falou que um policial falou para ela que ela pode gravar reuniões e eu a orientei que não pode.
A contestei imediatamente, disse que ela estava mentindo em registro, que isso configurava calúnia e que ela estava fazendo o mesmo que os funcionários fizeram comigo na porta da minha casa.
As servidoras primeiro negaram ter dito isso, depois afirmaram que minha mãe também havia falado a mesma coisa pois estávamos juntas, o que igualmente contestamos. Em seguida, voltaram a dizer que não haviam falado aquilo, gerando ainda mais confusão e desestabilização.
Não suportei mais a situação, entrei em forte crise de choro, disse que ia chamar a polícia e elas ainda disseram "Pode chamar", fui até a porta da sala e acionei o 190. Somente após a solicitação da viatura (às 10h22), as servidoras afirmaram que iriam corrigir o registro, apagando o que haviam escrito (sendo que estava à caneta) e colocando embaixo Ela não falou isso, se referindo à mim, e solicitando a assinatura da minha mãe. Eu disse que não assinaríamos nada, pois elas não cessaram até me fazerem chegar naquele estado e só corrigiram após o chamado da polícia, que elas também tinham acusado minha mãe e agora estavam falando que iam colocar que "eu" não falei. Alertei minha mãe a não assinar. Elas ainda falaram vamos registrar tudo que aconteceu aqui. Respondi apenas: Vocês são [Editado pelo Reclame Aqui] e manipuladoras. Resolvemos na justiça
Não assinamos o documento e saímos da sala, aguardando a viatura na entrada. Reforcei o chamado policial nos horários 10h41, 10h45 e novamente às 12h15. Após mais de duas horas de espera, a policial informou que iria registrar um alerta para agilizar a chegada, mas solicitei o cancelamento do chamado, pois estávamos passando mal (minha mãe começou a ter queda de pressão; não havíamos almoçado) e iríamos registrar ocorrência em uma base policial. Ao chegarmos à base, não tínhamos os nomes completos das servidoras para fazer a ocorrência e fomos orientadas a procurar a Defensoria Pública. No entanto, o local estava superlotado e fomos orientadas a retornar pela manhã.
"No Brasil, a lei e a jurisprudência (STF e STJ) permitem que você grave uma conversa escondido para autodefesa, inclusive em situações de risco ou intimidação, desde que você seja um dos participantes do diálogo. Não há necessidade de autorização judicial ou de mostrar imagem, pois registrar o que é dito a você é considerado prova lícita."
Informo que tomarei todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis contra a servidora Kelly De Castro Santos Andrade, sua assistente (que vocês se recusam a informar o nome) a diretora da escola e os demais funcionários envolvidos.
Deixo aqui registrado minha indignação por tudo que eu e minha família passamos.