Paciente relata constrangimento, gordofobia e mau atendimento em consulta na Dream Plastic

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São Paulo - SP
24/11/2025 às 20:09
ID: 232739957
Dano moral e constrangimento na Dream Plastic
Venho, por meio deste e-mail, expor uma situação de extrema violência, constrangimento e dano moral que minha mãe e eu vivenciamos em uma consulta agendada para as 10h do dia 22 de novembro de 2025 na Dream Plastic.
Minha mãe realizou um lifting e uma blefaroplastia com esse médico em fevereiro de 2018, por indicação de pacientes que haviam sido operados por ele pouco antes. Na época, tudo correu bem, e ela foi muito bem atendida pelo doutor, que inclusive a parabenizava pela educação.
Em junho deste ano, minha mãe retornou à clínica para realizar uma cirurgia de redução de mamas e, de imediato, buscou o mesmo médico por já conhecer seu trabalho e confiar nos resultados. Desde então, passou por algumas consultas, recebeu orientações e teve o procedimento agendado para o dia 03/12/2025.
Desde a penúltima consulta até o lamentável encontro do último sábado, minha mãe, atualmente com 64 anos, descobriu que estava enfrentando um quadro de hipertensão, iniciando tratamento medicamentoso. Como agravante, passou também a tomar antibióticos devido a uma sinusite diagnosticada na última semana. Considerando esses dois fatores e a proximidade da cirurgia, decidi acompanhá-la para, juntas, esclarecermos todas as dúvidas, buscando principalmente tranquilizá-la, já que estava bastante preocupada com seu estado clínico.
No dia da consulta, minha mãe chegou à clínica cerca de 25 minutos antes, e eu cheguei logo em seguida, faltando 15 minutos para o horário marcado. Enquanto eu fazia o cadastro para entrar no prédio, recebi uma ligação dela informando que o médico havia chamado, mas que pediu para que outra paciente fosse atendida antes, pois ela preferia me esperar. Detalhe importante: a consulta estava marcada para as 10h, e ainda estávamos rigorosamente dentro do horário, sem causar qualquer prejuízo ao médico.
Quando entramos na sala e minha mãe começou a explicar as novidades sobre seu quadro clínico, o Dr. já passou a responder com certa rispidez. Quando tomei a palavra e perguntei sobre os riscos do procedimento, buscando entender se seria tranquilo, ele respondeu de forma grosseira: Você já viu algo com risco zero? Algo tranquilo? Então não vai ser aqui que você verá isso. Com uma resposta tão genérica e agressiva, não ficou claro para nós quais seriam os riscos reais durante e após a cirurgia, considerando a hipertensão desenvolvida nos últimos meses.
Ao longo dos cerca de 15 minutos de consulta, todas as dúvidas foram respondidas com grosseria. Em seguida, minha mãe questionou sobre a diferença entre uma cirurgia reparadora e uma estética. Ele novamente falou em tom desagradável, e ela respondeu: É, doutor, eu não estudei para isso, por isso a dúvida. Ele então disse, de forma prepotente: É claro que você não estudou, senão não estaria aqui me perguntando. Tal comentário gerou extremo constrangimento à minha mãe.
Como se não bastasse esse comportamento completamente inaceitável para um profissional da saúde, ainda presenciamos uma clara cena de gordofobia. Ele referiu-se a ela como gorda, afirmando em voz alta que: Gorda como está, com pelo menos 30 kg a mais, vai é morrer cedo! Está perdendo dias de vida! Ainda que o médico quisesse alertar sobre riscos relacionados ao peso, faltou absolutamente tudo: escolha adequada das palavras, humanidade, respeito e sensibilidade.
Ao sairmos da sala, minha mãe chorou imediatamente por razões óbvias: humilhação, constrangimento, exposição desnecessária, tratamento grosseiro e evidente dano moral. Fomos encaminhadas ao mezanino para falar com a Simone, que se desculpou em nome da clínica e nos atendeu muito bem. Ela mesma presenciou as lágrimas da minha mãe após essa consulta desumana, desrespeitosa e agressiva.
Ao final, cancelamos o procedimento com esse médico e estamos avaliando a possibilidade de dar continuidade com outro profissional da clínica.
Escrevo este e-mail para registrar todas as violências às quais minha mãe e eu fomos expostas dentro da clínica Dream Plastic, decorrentes do despreparo de um profissional da saúde. Ressalto que essa violência se agrava ainda mais pelo fato de que, quando uma pessoa procura por uma cirurgia plástica, está, na verdade, buscando renovação da autoestima e do autocuidado. Quando ocorre uma situação de gordofobia nesse contexto, inúmeras marcas são deixadas no paciente. Considerando que a Dream Plastic é uma empresa que diz vender sonhos, até o presente momento proporcionou apenas um terrível pesadelo à minha mãe e eu.