Atendimento desrespeitoso e acusatório por farmacêutica em Joinville

Respondida
Joinville - SC
19/06/2026 às 09:16
ID: 251818769
Quero fazer uma reclamação contra a Farmacêutica de nome com inicial "L" (não identificarei ela completamente por tratar-se de um site público), que estava trabalhando na filial em frente ao Hospital Dona Helena, de Joinville, às 3 horas da manhã do dia 19/06/2026.
Passei 4 horas no Hospital Infantil, aguardando minha neta, que estava em atendimento. Passei na referida filial da Catarinense para comprar o remédio prescrito para ela. Aproveitei para comprar o meu remédio de uso contínuo. Apresentei a minha receita, que havia sido emitida no dia 18/06/2026.
Faço uso contínuo de Venlafaxina 150 para tratamento de ansiedade. A atendente do balcão levou a receita para a farmacêutica e esta retornou afirmando categoricamente que a receita tratava-se de uma cópia xerográfica. Esfregou os dedos sobre a receita, como se isso fosse prova cabal de que o documento não era original. Argumentei que era original e que o havia recebido na tarde anterior. Ela afirmou que o documento não era original e que não faria a venda, retirando-se para um canto do balcão, onde ficou encostada à parede, escondida atrás de um mostruário de medicamentos ou propaganda, algo assim.
Não quis ouvir meus argumentos. Assim como ela, sou profissional de saúde e não tive um atendimento humanizado. Na realidade, senti-me como se estivesse sendo acusado de falsificador ou ludibriador da legislação. O Slogan da empresa, "A gente cuida de você" parece que não faz nenhum sentido para a referida farmacêutica, que estava preocupada, diante de sua soberba e falta de tato com o cliente, em permanecer "em seu cantinho". Falta no mínimo um treinamento, para não falar na falta de ética, humanização no atendimento e de respeito com o cliente. Além do mais, como farmacêutica, deveria saber das condições clínicas de pacientes que fazem uso deste medicamento e apresentar-se com mais calma e humanidade, esclarecendo e não determinando que o que acreditava ser verdade era verdade absoluta.
Diante do exposto, reclamei veementemente informando que faria a reclamação e ela disse que eu a fizesse. Pois aqui está. Irei ao médico hoje para trocar a receita, pois não preciso passar pela vergonha de ser acusado de falsificador e /ou ludibriador de legislação em público, nem mesmo em particular. Como já disse, sou profissional de saúde também e a falta de humanidade e respeito no tratamento foi gritante.
Espero que a farmacêutica de inicial "L' seja treinada e espero, sinceramente, uma retratação direta da profissional, diante do ocorrido. Não tenho culpa pela má qualidade de impressão de uma receita e, na qualidade de paciente usuário contínuo de Venlafaxina, não tenho cabeça para atentar a todos os detalhes da vida, como por exemplo a qualidade de impressão de uma receita. Acreditei que estivesse correta, e está, coisa que provarei, retornando ao médico para solicitar outra receita e outro documento, que comprove sua veracidade.
Espero resposta da empresa e retratação da profissional citada.
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Resposta da empresa
26/06/2026 às 12:09
Olá, Gean,
Espero que esteja bem.
Me chamo Jaqueline e falo da central de atendimento da Drogaria Catarinense.
Tentamos contato por meio do WhatsApp para prestar os esclarecimentos sobre sua manifestação, porém não recebemos retorno. Por esse motivo, encaminhamos as informações por e-mail.
Primeiramente, agradecemos por compartilhar seu relato conosco e pedimos sinceras desculpas pelo constrangimento e pela indignação causados por essa situação. Compreendemos o quanto esse momento foi desconfortável, especialmente considerando a importância do seu tratamento e o histórico de confiança que o senhor possui conosco. Em nenhuma circunstância queremos que um cliente se sinta exposto, desrespeitado ou julgado em nosso ambiente.
O nosso compromisso, expresso no slogan Nós cuidamos de você, deve estar presente em cada atendimento, principalmente em situações mais sensíveis. Por isso, sua manifestação foi tratada com total seriedade e atenção.
Gostaríamos de esclarecer dois pontos importantes sobre o ocorrido:
1 - Responsabilidade técnica e legislação
A dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial segue critérios rigorosos definidos pela Portaria *******/98 da ANVISA. Essa legislação exige a apresentação da via original da prescrição, não sendo permitida a dispensação a partir de cópias.
Além disso, o Código de Ética Farmacêutica estabelece que o profissional tem autonomia e responsabilidade técnica para avaliar a prescrição e decidir pela dispensação, sempre com foco na segurança do paciente e no cumprimento das normas vigentes. Neste caso específico, foi identificado que o documento apresentado não atendia aos requisitos exigidos, o que inviabilizou a liberação do medicamento.
2 - Forma de atendimento e providências adotadas
Embora a conduta técnica esteja alinhada à legislação, reconhecemos que a forma como a situação foi conduzida não corresponde ao padrão de atendimento que prezamos. O respeito, a discrição e a empatia são indispensáveis em qualquer abordagem.
Diante disso, já adotamos as seguintes medidas:
- Realizamos um alinhamento direto com a farmacêutica Liliane, reforçando a importância de uma comunicação mais acolhedora, discreta e respeitosa;
- Reforçamos com a equipe a necessidade de conduzir esse tipo de situação com sensibilidade, evitando qualquer exposição ou desconforto ao cliente;
- Será realizado um reforço de treinamento com a equipe do período para garantir a consistência no atendimento.
Valorizamos muito a relação construída ao longo dos anos e lamentamos sinceramente que essa experiência tenha sido negativa. Seu relato é fundamental para que possamos evoluir continuamente.
Permanecemos à disposição para atendê-lo e apoiá-lo no que for necessário.
Atenciosamente,
Jaqueline
Drogaria Catarinense