Scooter desmontada e peças utilizadas indevidamente pela loja Dropcys sem pagamento e autorização.

Não respondida
Gaspar - SC
31/03/2026 às 18:55
ID: 244862151
Venho por meio desta registrar uma reclamação formal contra a empresa Dropcys, em razão de uma situação extremamente grave envolvendo meu bem, caracterizando, em tese, apropriação indevida e violação dos direitos do consumidor.
Em março de 2025, adquiri uma scooter junto à loja. Em novembro de 2025, encaminhei o veículo para revisão no estabelecimento. Na ocasião, informamos à proprietária sobre o interesse em vender a scooter, sendo orientada a deixá-la na loja para que fosse realizada a venda, especialmente por estarmos em período de alta demanda (Natal).
Em janeiro de 2026, fui informada de que a venda não havia ocorrido. Diante disso, manifestei minha intenção de pagar pela revisão e retirar o veículo. Neste momento, a própria proprietária se ofereceu para adquirir a scooter.
Ocorre que, apesar do compromisso assumido, o pagamento não foi realizado nos meses seguintes. No início de março, foi prometido pagamento para o dia 22/03, o que não ocorreu, prazo solicitadopela proprietária. Em nova tentativa no dia 30/03, foi novamente garantido que o pagamento seria efetuado até as 18h, o que também não foi cumprido.
Diante do descumprimento reiterado, no dia 31/03/2026 compareci até a loja para retirar meu bem. Para minha surpresa, fui atendida por um funcionário se dizendo ser apenas mecânico, (mas era filho) que não soube identificar o veículo e informou que a proprietária, Carla, não estava no local, orientando-me a procurá-la no Procon, pois estava resolvendo outra situação.
Ao me dirigir até o Procon de Blumenau, fui informada pela própria proprietária que minha scooter havia sido desmontada e que suas peças foram utilizadas para manutenção de outros veículos da loja.
Destaco ainda que, no momento em que estive no Procon, havia outra consumidora relatando situação semelhante à minha, envolvendo prejuízos decorrentes da conduta da mesma empresa, o que demonstra que não se trata de um caso isolado, mas sim de uma prática recorrente.
Ressalto que não houve qualquer autorização para desmontagem, utilização de peças ou qualquer intervenção no bem, tampouco houve pagamento pela scooter. Trata-se de uma conduta extremamente grave, que ultrapassa uma relação de consumo, podendo configurar, inclusive, ilícitos civis e penais.
Diante disso, informo que já estou adotando as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes, inclusive com a possibilidade de acionamento judicial, visando o ressarcimento integral do valor do bem, perdas e danos, além da devida responsabilização da empresa.
Registro que ainda estou aberta à resolução amigável, desde que haja proposta concreta, imediata e formal de pagamento, sob pena de prosseguimento das medidas legais cabíveis.
Aguardo um posicionamento urgente.