Reclamação sobre desconto indevido após venda de veículo intermediada por loja

Não respondida
Araucária - PR
08/06/2026 às 16:24
ID: 250820239
Venho registrar reclamação formal contra a conduta adotada pela loja durante a intermediação da venda do meu veículo.
Entreguei o automóvel à empresa em perfeito funcionamento, com histórico de manutenções em dia, laudo cautelar aprovado e sem qualquer problema relacionado ao sistema de combustível. Inclusive, por se tratar de um item sensível, sempre tive extremo cuidado com a qualidade do combustível utilizado e com a manutenção preventiva do veículo durante todo o período em que esteve sob minha propriedade.
Além disso, o veículo permaneceu sob responsabilidade da loja por aproximadamente dois meses até sua venda. Durante esse período, não tive qualquer controle sobre a forma como o automóvel foi armazenado, movimentado, abastecido, testado ou conduzido por funcionários, potenciais compradores ou terceiros. Portanto, não é possível afirmar que o veículo tenha permanecido nas mesmas condições em que foi entregue por mim.
Após a venda, o comprador realizou uma viagem de longa distância, saindo de Curitiba/PR até Minas Gerais. Somente após essa utilização surgiram alegações de supostos problemas relacionados a componentes do sistema de combustível. No entanto, não existe qualquer comprovação de que tais alegados defeitos já existiam quando o veículo estava em minha posse.
Mesmo assim, a loja optou por aceitar integralmente as alegações apresentadas pelo comprador e autorizou a substituição de diversos componentes mecânicos relacionados ao sistema de combustível, descontando posteriormente R$ 8.500,00 do valor que deveria ser repassado a mim.
Considero essa atitude extremamente questionável, pois:
O veículo foi entregue sem apresentar os problemas posteriormente alegados;
O laudo cautelar foi aprovado;
O histórico de manutenção estava regular;
O veículo permaneceu aproximadamente dois meses sob responsabilidade da loja;
O comprador percorreu uma longa distância antes de relatar qualquer defeito;
Não houve demonstração de quais cuidados a própria loja teve com o veículo durante o período em que permaneceu sob sua guarda;
Não foi apresentado laudo técnico independente comprovando que os alegados defeitos existiam antes da venda;
Também não foi demonstrado de que forma foram descartadas hipóteses como:
Utilização de combustível de baixa qualidade após a venda;
Contaminação do combustível;
Desgaste ocorrido durante a viagem até Minas Gerais;
Manuseio inadequado do veículo durante os quase dois meses em que permaneceu na loja;
Substituições preventivas ou profiláticas realizadas sem efetiva necessidade técnica.
O simples relato do comprador não pode ser considerado prova suficiente para imputar ao antigo proprietário a responsabilidade por despesas elevadas surgidas após o veículo permanecer por longo período sob responsabilidade da loja e após ser utilizado por terceiros.
Dessa forma, solicito:
Cópia integral dos laudos técnicos que fundamentaram os reparos realizados;
Cópia das notas fiscais de peças e serviços executados;
Identificação da oficina responsável pela avaliação e execução dos serviços;
Demonstração técnica de que os supostos defeitos já existiam antes da venda;
Esclarecimento sobre os procedimentos adotados pela loja durante os quase dois meses em que o veículo permaneceu sob sua responsabilidade;
Revisão do desconto realizado e restituição dos valores cobrados indevidamente, caso não exista comprovação técnica inequívoca da minha responsabilidade.
Entendo que não é razoável transferir ao antigo proprietário o custo de reparos surgidos somente após a venda, após uma viagem interestadual e após o veículo permanecer por longo período sob responsabilidade da própria loja, sem prova técnica conclusiva que demonstre que tais defeitos já existiam no momento da entrega.
Caso a situação não seja resolvida de forma amigável, buscarei as medidas cabíveis junto ao Procon e ao Poder Judiciário para resguardar meus direitos.
Atenciosamente,