Problemas de qualidade e recusa de garantia em cozinha planejada

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Palhoça - SC

06/08/2026 às 14:10

ID: 255791779

Vou relatar, de forma resumida, minha experiência com a Duran Decor Kobrasol.

Adquiri minha cozinha planejada com a empresa e, durante a elaboração do orçamento, tudo transcorreu normalmente. O valor ficou consideravelmente acima da média de mercado: quase R$ 20 mil por uma cozinha extremamente pequena. Ainda assim, decidi fechar o negócio porque fui convencida pelos argumentos apresentados sobre qualidade, acabamento e garantia.

Após aproximadamente 50 dias, a cozinha foi entregue. Ao verificar o material, fui surpreendida ao descobrir que os móveis eram de MDP, e não de MDF, o que me causou estranheza e preocupação. Procurei o vendedor, que afirmou ter informado esse detalhe no momento da compra. Sinceramente, não me recordo dessa explicação, mas, como a informação constava no contrato, aceitei, pois, naquele momento, já não havia muito o que fazer. O vendedor também garantiu que o MDP seria um material resistente e durável. Embora contrariada, reconheço que deveria ter analisado o contrato com mais atenção.

Após a instalação, começaram a surgir diversos problemas: partes do móvel começaram a empenar, os puxadores descascaram logo no início e também apareceram falhas de acabamento e instalação, como a fita de LED mal colocada, que resultou em novos furos no armário já instalado. Os furos antigos ficaram apenas cobertos com tapa-furos, que, mesmo assim, continuam aparentes. Inicialmente, deixei alguns desses detalhes passarem, pois, em razão do meu trabalho, não tenho disponibilidade para permanecer em casa durante um período inteiro aguardando a visita dos técnicos.

Entretanto, quando percebi que portas e prateleiras estavam entortando, resolvi acionar a garantia, acreditando que receberia o atendimento prometido no momento da venda. Infelizmente, não foi o que aconteceu.

Durante a vistoria, o próprio técnico elogiou o estado de conservação da cozinha e reconheceu que ela estava muito bem cuidada. De fato, sou extremamente zelosa com meus pertences e, como passo o dia todo fora, a cozinha sequer é utilizada com frequência. Apesar disso, ele afirmou que o empenamento seria normal e comentou que eu havia escolhido o móvel mais barato. Isso me causou ainda mais estranheza, pois não solicitei a opção mais barata: esse foi o produto que a própria empresa me ofereceu, garantindo que teria qualidade e durabilidade. Quando expliquei isso, o técnico desconversou e disse que os problemas poderiam ser resolvidos apenas com ajustes.

Também possuo um armário superior com uma peça de madeira que atravessa toda a extensão do móvel. Essa peça está bastante torta e aparenta estar descolando ou cedendo. Ao questionar o técnico, fui informada de que o problema seria apenas estético e que não comprometeria o móvel. Disseram, ainda, que a peça não poderia ser retirada porque o revestimento da parede foi instalado posteriormente.

Os ajustes foram realizados, mas as portas continuaram empenando e as prateleiras internas permaneceram envergadas. Com o passar do tempo, a situação piorou: como os móveis são no estilo provençal, as molduras também começaram a descolar. Segundo o próprio técnico, essas molduras são coladas sobre uma chapa fina.

Tenho móveis de quarto feitos no mesmo estilo por outra empresa, e a diferença de qualidade é evidente. As portas são mais espessas e, até hoje, nunca apresentaram qualquer problema.

Diante da piora, solicitei uma nova avaliação. Na segunda vistoria, o gerente acompanhou o técnico e chegaram a cogitar que os danos poderiam ter sido causados por mau uso, insinuando que eu teria lavado a cozinha com água. Essa afirmação é completamente incorreta e descabida. Nunca utilizei água em excesso para limpar os móveis. Sempre realizei a limpeza com todo o cuidado e com produtos adequados, especialmente porque a cozinha teve um custo elevado. Pela postura adotada, tive a impressão de que qualquer forma de limpeza poderia ser utilizada como justificativa para os defeitos apresentados.

Nessa mesma visita, o gerente informou que a empresa não trabalhava mais com aquele modelo de cozinha porque ele havia apresentado problemas. Também afirmou que, caso algumas peças fossem trocadas, poderia haver diferença entre elas. Quanto à peça inferior, que está visivelmente muito torta, disseram que não seria necessário substituí-la e que, caso o revestimento da parede fosse danificado durante o serviço, o risco seria nosso.

Em resumo, senti que a responsabilidade pelos problemas foi transferida para nós. Meu esposo deixou claro que essas condições não correspondiam ao que havia sido vendido e prometido. A empresa informou que analisaria o que poderia ser feito.

Alguns dias depois, o gerente entrou em contato com meu esposo e ofereceu a substituição das portas e das demais peças mediante o pagamento do preço de custo. Como ele não compreendeu a proposta inicialmente, pediu que tudo fosse formalizado pelo WhatsApp. A mensagem confirmou exatamente isso: para solucionar os problemas de um móvel ainda coberto pela garantia, teríamos que pagar novamente pelas peças.

Diante de toda essa situação, encerramos o contato direto com a empresa e decidimos buscar nossos direitos pela via judicial.

Para completar, quando solicitamos uma cópia da nota fiscal da compra, constatamos que ela foi emitida somente no dia em que fizemos o pedido do documento.

Essa foi a nossa experiência: pagamos um valor elevado acreditando que receberíamos qualidade, bom acabamento e uma garantia efetiva, mas encontramos móveis com defeitos progressivos e péssimo acabamento. Até parafusos diferentes foram utilizados nas mesmas portas, além de justificativas contraditórias e uma proposta de solução que exigia um novo pagamento de nossa parte.

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