Quebrou o encosto das costas: 3 cadeira com o mesmo defeito e garantia negada

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São Paulo - SP

21/07/2026 às 01:50

ID: 254416349

Sou cliente da DXRacer desde 2015 e já tive três cadeiras da marca. As três apresentaram o MESMO defeito estrutural: a cadeira vai entortando e o encosto das costas fica torto. A primeira, comprada em 2015, apresentou esse problema e foi trocada pela própria empresa na época. Confiei no atendimento e por isso voltei a comprar. Hoje me arrependo.

Em 12/11/2022 comprei no site oficial a cadeira Master DM1000 Max verde (IA233S-E), *****, anunciada com 5 anos de garantia de estrutura. Eu uso a cadeira somente para trabalhar sentado, em home office. Uso normal, portanto.

Em menos de um ano a cadeira já estava entortando (primeiro chamado em outubro/2023, *****). Na época o desalinhamento ficava mais evidente no apoio de pés acoplado à cadeira, e a empresa tratou como se o problema fosse do acessório: recolheu o apoio, disse ter constatado "inconformidade" e enviou outro, que apos pouco tempo ficou torto do mesmo jeito. Ou seja, o problema nunca foi o acessório: era a estrutura da cadeira, como afirmei repetidas vezes nos e-mails.

Em maio/2024 enviei a cadeira completa para análise. Em 19/06/2024 o atendente Jorge respondeu que "a cadeira está em conformidade" e que a espuma cedida indicaria "maior quantidade de peso exercida para aquele determinado lado", jogando a culpa em mim, sem apresentar nenhum laudo. No dia seguinte (20/06/2024) a própria empresa admitiu que não podia "afirmar com exatidão que o mesmo não voltará a apresentar problema" e trocou a cadeira verde por uma Master V2 marrom (IA238S/C), entregue em 27/06/2024. Foi a segunda cadeira que a DXRacer trocou pelo mesmo motivo.

Pouco tempo depois a cadeira marrom apresentou o mesmo defeito: encosto das costas entortando e cadeira desalinhada (*****, com fotos). Dessa vez a empresa negou a garantia alegando "uso inadequado do produto", disse que a troca anterior teria sido "em caráter de exceção" e que "não é possível realizar a troca da cadeira novamente" (13/03/2025). Em 18/03/2025 escreveu que "o direito de devolução ou troca por vício aparente é aplicável até 7 dias após o recebimento", informação incorreta (confunde o art. 49 com os arts. 18 e 26 do CDC), e que "não está prevista uma nova substituição ou reembolso do valor pago". Quando pedi o laudo técnico que comprovaria o suposto mau uso, a resposta (04/04/2025) foi que a análise "é realizada de forma online, com base nas informações e fotos" e que "por política interna, não fornecemos laudos formais ou documentos técnicos externos". Nunca houve laudo.

Como a empresa se recusou a resolver, segui usando a cadeira torta por não ter alternativa, convivendo com dores nas costas, e o desfecho veio agora: o suporte do encosto das costas quebrou e a estrutura entortou por completo. Três cadeiras, três vezes o mesmo defeito estrutural. Isso não é coincidência nem mau uso: é vício de fabricação, coberto pela garantia de 5 anos da estrutura anunciada na compra (art. 50 do CDC) e pela garantia legal (arts. 18 e 26 do CDC). Se a empresa insiste em alegar mau uso, que apresente prova técnica, o que se recusa a fazer.

Com base no art. 18, 1, do CDC, exijo, à minha escolha: a restituição da quantia paga e monetariamente atualizada. Sem solução definitiva por este canal, o caso irá ao Procon e ao Juizado Especial Cível, com pedido de reparação por danos materiais e morais.

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