A pior experiência que tive com um emprego

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

31/05/2022 às 23:01

ID: 144356739

Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa

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Muitos estão acostumados com as reclamações referentes ao atendimento demorado da escola, descaso com informações ou estas passadas de forma incorreta, matrículas que nunca foram feitas entre outras questões, porém antes dessa oportunidade, eu não imaginava que as reclamações deles também se tornariam as mesmas, e que o descaso com os alunos era o mesmo com novos funcionários.

É uma história grande mas vai valer a pena para previnir que esse tipo de coisa se repita.

Tudo começou quando fui informada sobre a vaga de Auxiliar de Administração através de uma indicação: o que foi passado pela coordenadora/dona da escola seriam benefícios (*******, alimentação e refeição) e um valor de salário de R$*******,00 além da comissão a cada matrícula feita, por isso sem pensar duas vezes, decidi sair do meu emprego atual que não oferecia essas oportunidades para solicitar uma entrevista.
No dia (07/04) da entrevista fui até o local e o que já havia sido retirado da vaga passada anteriormente foi a questão dos benefícios, onde apenas o ******* permaneceu, já que se trata de uma obrigação da empresa.
Na segunda feira dia 11/04, já fui solicitada a comparecer no local para começar o treinamento e conhecer a função, junto a outra contratada que foi admitida junto comigo.


Até o momento, estávamos aprendendo as funções de forma prática, já que já atendíamos normalmente alunos online, por ligações e presencialmente algumas vezes, junto a presença a funcionária que estava cumprindo aviso prévio e ao mesmo tempo nos auxiliando quanto ao treinamento em si.
Nesse momento o valor que usávamos para locomoção até a escola saia diretamente do nosso bolso, no meu caso utilizando dois ônibus para ir até a escola, o valor que eu consegui utilizar era referente ao ******* que eu tinha recebido ao sair do antigo emprego, se não fosse isso, da mesma forma não havia sido questionado a mim quanto ao valor que eu utilizava para ir até o serviço, como eu estava fazendo para ir e/ou o valor que seria ressarcido após esse valor começar a ser pago e as datas em que esse valor seria equivalente.

Não há geladeira para armazenamento da marmita, onde várias vezes tivemos que descartar a comida já que ela "azedava" ou "estragava" por ficar fora da geladeira por algumas horas, assim como o refeitório só possui um microondas, estrutura precária na frente das salas de aula com direito a encanamento exposto em uma espécie de "garagem" que não possui também pia para lavagem de talheres e potes usados para alimentação.

No dia 02/05, não havia mais valor no meu bilhete único que eu pudesse usar para ir até o emprego, então solicitei a contratante que fosse disponibilizado um valor para continuar indo até o serviço até o pagamento que é feito todo quinto dia útil, tive de solicitar diretamente a ela já que não havia assinado nenhum contrato ou entregado nenhum documento a contabilidade no ato da contratação.

No dia 14/05 depois de certa pressão feita para que a contabilidade recebesse nossos documentos e fizesse a contratação com a assinatura dos contratos e da carteira. Junto aos nossos documentos, informamos junto aos anexos os valores que cada uma utilizava para locomoção até a escola, e recebemos uma resposta atravessada do coordenador que relatou que "aquilo não era necessário", se referindo ao valor do VT para recebimento mensal.

Dias se passaram e nada do registro ser feito em carteira, não recebi nenhum contrato para assinatura, data para realização do exame admissional e nem resposta sobre a questão da entrega dos documentos porém o quinto dia útil havia chego e contudo, até a noite do dia 06/05, não tínhamos recebido nenhum valor de pagamento e nem informações sobre como ele seria feito, tais como o pedido de número e informações sobre a conta bancária que receberia o valor do salário.
Relevei um pouco já que imaginei que por se tratar de uma contratação nova essas informações seriam pedidas na segunda feira, o que não aconteceu.

Na segunda feira (09/05), não recebemos nenhum informação e a contratante não foi até a escola para esclarecer essa questão, nem ela, nem o coordenador e nem a "contabilidade", que por sinal, nunca tinha tido contato direto conosco.
Na terça feira (10/05) não pude assumir meu posto de trabalho, porém entrei em contato com a contratante para passar os dados da minha conta bancária já que o pagamento do salário estava atrasado, e não haveria possibilidade alguma de receber o pagamento através de talão de cheque como é feito na empresa até o presente momento.

Recebi o valor do salário conforme os dias trabalhados e os feriados em que não estive presente na escola, junto ao valor do ******* referente ao dia 10/05 ao dia 30/05. A mesma sempre alegava que os futuros processos de pagamento não seriam feitos dessa forma já que a mesma não era responsável pela parte "financeira" da empresa e que não "entendia" muito bem dos cálculos que seriam feitos.
Dias se passaram novamente e nada do registro aparecer na carteira, e a cada vez ficávamos mais desesperançosas e mal informadas sobre o que estava acontecendo com o processo de contratação, como estava prosseguindo e etc. Fui informado que o valor a ser colocado seria de R$*******,00 a menos do que foi acordado no momento da entrevista, mas sem notícias da contratante, da coordenação e muito menos da contabilidade então víamos que o descaso era muito maior do que pensávamos e que isso iria se perpetuar enquanto não disséssemos e perguntássemos de forma clara como estava se desenvolvendo o processo e o que havia sido decidido pela empresa até então (já que não havia sido dado nenhum aviso a nós sobre nenhuma dessas informações, o que nos restava era apenas perguntar).

Até a última semana de Maio, tudo continuava da mesma forma, a empresa não dava nenhum aviso e nem dizia a que ponto estávamos do processo, como seria feito o pagamento no próximo mês já que não havia sido solicitado informações de conta bancária, um completo descaso, isso tudo com nenhuma efetivação e "trabalhando" todos os dias sem registro na carteira.

No dia 31/05 apesar do registro na carteira ter sido feito (com a data incorreta), não havia mais valor a ser usado para pagamento no transporte, então depois de conversarmos sobre o que seria feito (já que eu só tinha disponível um valor equivalente a ida e volta pra minha casa no mesmo dia), e depois de muito conversar, o melhor a fazer (infelizmente) seria novamente relembrar a contratante de que devíamos receber um valor pelo menos equivalente até o quinto dia útil, e no pagamento esse valor seria "descontado" por já ter sido pago anteriormente.
Após dizer a ela (que não estava presente na escola) as questões sobre o valor do VT novamente, fomos respondidas com a mesma resposta da primeira vez: a mesma não era responsável pela parte financeira e de pagamentos da empresa e que tais questões deveriam ser acordadas pela contabilidade.
Foi um momento de indignação, já que novamente a história se repetia, e o contato mais próximo que tínhamos para ter que fazer esse pedido foi através dela.

Nosso contato com a mesma foi interrompido pelo coordenador, que pediu para que nós explicássemos o que estava acontecendo e "que história é essa" que está acontecendo com a contratante.
Explicamos a questão do valor do bilhete único assim como foi explicado a ela, e tive que pontuar que o registro na carteira estava contando com a data incorreta, 22 dias após o início do nosso treinamento enquanto o mesmo se justificava (ou ao menos tentava) quanto ao motivo daquilo ter sido feito, após eu dizer que em nenhuma empresa em que passei, o registro tinha sido feito dessa forma.

O coordenador então assumiu uma postura diferente e disse que não gostava de como aquilo tinha sido dito, e que se "esse era o problema, pra evitar esse tipo de situação" a partir de sexta feira, não estávamos mais empregadas e que não precisaríamos ir mais, depois de receber "o que tivermos que receber".
Nesse momento ficamos em silêncio, o mesmo saiu da sala e entrou em contato com a contratante, a princípio achamos que podia ser blefe e que a mesma voltaria atrás e veria que o que estava acontecendo não havia sentido nenhum pra ocorrer se tudo não tivesse sido explicado anteriormente. Mas quando ele voltou a sala e solicitou nossa presença no escritório então soubemos que não se tratava de algo dito da boca pra fora e que realmente estávamos sendo dispensadas por cobrar o valor de um *******. Nesse momento eu já passava mal, chorando de raiva e não acreditando no que eu estava acontecendo comigo, qual era o motivo pra tamanha humilhação e descaso.

Descobrimos que todos os documentos que não tínhamos assinados até aquele presente momento estavam guardados em uma das milhares de pastas que ficavam perdidas pelos escritórios, e que o coordenador alegava que não sabia o que precisava ser feito portanto não havia repassado estes pra nós.
Foi uma situação extremamente estressante e constrangedora, as duas sentadas olhando para aquele monte de documentos na mesa enquanto o mesmo falava com "a contabilidade" pelo telefone.

O resto foi apenas o que já tinha sido dito, o mesmo não "gostou" da forma que a "cobrança" do valor tinha sido feita e se sentiu como fosse "um [Editado pelo Reclame Aqui]", colocado "em uma saia justa", todas palavras dele. Que entrou em contato com a contratante (sua mulher), por telefone para questionar sobre o pagamento do VT que não havia sido feito nas duas primeiras semanas de treinamento/serviço, conforme alegamos. Segundo escutei um pouco por telefone, a mesma se defendeu dizendo que tinha sim feito o pagamento, mas até ai não nos preocupamos já que temos acesso a todos os comprovantes e datas de pagamentos que haviam sido feitas até aquele presente momento.

O resto do processo foi extremamente difícil já que as mesmas palavras eram repetidas por ele, enquanto eu também falei sobre o que estava acontecendo e o quanto todos os dias passeávamos por um lugar escuro, onde nenhuma informação era repassada, nada era feito e todo o descaso que a escola tinha com os funcionários era despejado em nós duas. Ambas se sentindo extremamente humilhadas por termos sido apresentadas aquela situação, sentido-se culpadas por termos cobrado direitos básicos e termos sido tratadas de tal forma.

Fomos até a nossa sala e só nos preocupamos em não esquecer nada no local para não termos que voltar a aquele lugar.

Infelizmente foi assim que a nossa experiência (já de início não muito positiva) se tornou em algo quase impossível de acreditar se me falassem como terminaria. A falta de comunicação dentre os funcionários e o descaso quanto a novos funcionários é visível apenas pra quem passou por isso, não há quase funções já que todos são responsáveis por tudo, o que resulta nesse cumulativo de problemas que nos fizeram ser "demitidas", por cobrar de uma forma justa o que estávamos trabalhando para conseguir.

Não espero que a escola comece a fazer tais tipos de melhoria para os funcionários até porque o sistema é extremamente arcaico, com a utilização de muita papelada, processos sem início, meio nem fim e "coordenadores" totalmente despreparados e desocupados com o conforto psicológico e físico dos funcionários, o que para uma escola de aviação com um nome tão grande em São Paulo (como os mesmos sempre dizem), é vergonhoso.

O relato que eu faço é devido a uma experiência completa, não acreditem muito nesse tipo de conversa e se verem anúncios de vagas para início nessa mesma função (ou em outra), pensem realmente duas vezes.

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Resposta da empresa

02/06/2022 às 16:03

Em atenção:

Nenhuma empresa demite um funcionário pelos motivos alegados.

Consideração final do consumidor

05/07/2022 às 19:40

Uma resposta genérica que mostra novamente a falta de comprometimento e profissionalismo da empresa.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

2