Empresa apaga comentários de clientes em seu Instagram que possam informar outros consumidores

Reclamação em réplica

Em réplica

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Vitória - ES

15/12/2023 às 15:15

ID: 178364127

Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano

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Fiz o registro de uma reclamação neste canal quanto à cláusula que julgo abusiva no contrato de prestação de serviços, que não permite que o consumidor cancele seu contrato firmado com a EasyJur sem o pagamento de todo o período restante.

Ou seja, caso o contrato tenha sido firmado para o uso da plataforma por 12 meses, ainda que se queira cancelar aos 3 meses com pagamento de multa, não é possível fazê-lo, sendo necessário o pagamento dos demais 9 meses mesmo sem qualquer utilização.

Antes dessa reclamação, comentei nas postagens do perfil da empresa EasyJur no Instagram que os eventuais interessados se atentassem a essa cláusula, numa atitude colaborativa aos demais consumidores, bastante comum no ambiente das redes sociais.

A postagem da empresa na qual comentei era promocional, o que por si só já pode levar pessoas a firmarem um contrato de maneira precipitada sem se atentar aos seus termos que tem diversas laudas e, por se referir a serviços tecnológicos, não costuma ser lido (contrato de adesão).

Não houve qualquer qualquer palavra ou comentário agressivo: somente me reportei aos termos do contrato para que os consumidores se atentassem, o que é desejável e se espera encontrar em comentários de postagens de produtos e serviços. Algo corriqueiro, comum, desejável e que inclusive se espera em uma rede social informativa.

Contudo, além de apagar o comentário que reportava aos termos de seu próprio contrato - o que por si só já denota falta de transparência da empresa - a empresa ainda alega que o fiz para penalizá-la, conforme postagem feita nesse canal de atendimento do Reclame Aqui.

Estranhamente o que a empresa alega ser um comentário para penalizá-la é exatamente transcrever os termos de seu próprio contrato em comentário em sua postagem promocional.

Se dar destaque à cláusula de seu próprio contrato é uma forma de penalizar a empresa, com muito mais razão a execução dessa cláusula, da forma como colocada, é abusiva, como destacamos em nossa reclamação anterior.

A justificativa da EasyJur - que se presta a ser uma empresa no ramo da tecnologia - quanto ao manejo de comentários que pretendem esclarecer a experiência com os produtos aos demais consumidores chega a ser primária.

Fica o novo registro tendo em vista, tão somente, que o comentário da EasyJur feito na reclamação anterior não comporta réplica.

Lamentamos a postura da empresa em apagar comentários tendo por justificativa se sentir "penalizada" pelo próprio consumidor, quando em verdade deveria primar pela transparência, ética e maior informação possível quanto aos seus serviços e termos, além de continuamente revê-los dando voz aos seus consumidores, e não calando-os.

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Resposta da empresa

03/01/2024 às 11:23

Prezada Dra.,

A partir desta nova reclamação, que reproduz exatamente o mesmo teor da anterior, é possível deduzir que sua intenção é efetivamente impor penalidades à empresa. Em nenhum momento, você demonstrou disposição para abordar a situação de maneira resolutiva. Nota-se que seu objetivo nunca foi resolver o problema, ao contrário da postura adotada pela empresa, que buscou ativamente uma solução justa para ambas as partes.

Conforme mencionado anteriormente, a Easyjur disponibiliza um canal aberto de comunicação entre o cliente e a empresa, por meio do Suporte e do Customer Success (CS), proporcionando à Dra. a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre a questão de pagamento e compartilhar seu feedback. No entanto, não houve uma tentativa real de resolver a controvérsia, por quaisquer meios.

Deste modo, evidencia-se a falta de proveito em dar continuidade a este debate, que claramente evoluiu para uma discussão desprovida de propósito, uma vez que não há interesse por parte da Reclamante em resolvê-lo.

Cordialmente.

Réplica do consumidor

07/01/2024 às 13:01

Senhores(as),
A resposta padrão da EasyJur evidencia que sequer tem conhecimento de que foram feitas tratativas no canal CS em relação ao qual informa que eu não teria contactado.
A plataforma Reclame Aqui é um importantísssimo canal para que os consumidores busquem informações sobre a reputação de empresas, tendo alcançado tamanha notoriedade que serve hoje de prova inclusive para o Judiciário e consulta de magistrados.
A EasyJur se sente penalizada, de maneira pueril, em verdade porque nessa plataforma Reclame Aqui não pode apagar os comentários dos consumidores sobre sua prática com o cliente, como apaga em suas redes sociais.
Aliás, o meu não é o primeiro no Reclame Aqui, inclusive quanto ao mesmo tema.
Portanto, enquanto pretender afirmar de maneira inverídica que a culpa é minha como consumidora, farei uso do canal, dentro de meu claro direito.
Dito isso, as tratativas no canal CS mencionado pela EasyJur FORAM FEITAS de 08 de setembro de ******* a 17 de novembro de *******. Por ironia, citado canal se chama Time de Sucesso do Cliente. Mais uma vez, a EasyJur então usa de INVERDADES AO INFORMAR QUE NÃO FIZ CONTATO para solucionar, querendo assim justificar sua prática abusiva.
No campo do direito, essa inverdade ou se baseia em má-fé, ou em razão de não ter o menor controle/cuidado com as próprias tratativas que faz com os clientes.
Segue resumo da conversa com a EasyJur por meio do canal CS no Whatsapp, dos quais tenho todos os prints de tela:
a)Inicialmente, passou-me o valor da multa de 30% (trinta por cento) em relação à qual não me recusei a pagar. Ficou acordado que enviariam um boleto para quitação em 10 (dez) dias.
b)Contudo, a empresa continuou me cobrando mensalmente o serviço sem enviar o boleto e sem que eu utilizasse o serviço por já ter pedido o distrato. Quando os contactei novamente sobre a falta de envio do boleto, passaram ao discurso de que eu teria que pagar a integralidade da assinatura.
c)Por fim, pretenderam que eu pagasse de uma só vez todo o valor dos meses utilizados mais a multa via pix, ou seja, R$ *******,85 (setecentos e oitenta e nove reais e oitenta e cinco centavos).
d)Repiso: todos os meses que JÁ HAVIA PAGO através do cartão mais a multa seriam recebidos à vista pela EasyJur via pix, para que eu recebesse posteriormente o estorno da operadora do cartão.

Como sabemos, os estornos das operadoras de cartão demoram meses para serem processados, e além disso eu mesma teria que continuar a tratativa com o cartão quanto à data para recebê-lo. A empresa não se responsabilizaria pela tratativa do estorno.
Hoje, então, continua sendo debitado de meu cartão mês a mês o valor da assinatura.
Contudo, a EasyJur ainda assim se sente penalizada pela utilização do canal Reclame Aqui para trazer à público tal situação, nessa importante plataforma que em verdade expõe sua total inaptidão no trato da questão e documenta o que de fato ocorreu.
Visto isso, a tentativa de resolução sem abusividade é inócua e COMO JÁ REGISTRADO anteriormente neste mesmo canal, NÃO MAIS É PRETENDIDA por mim pois não há interesse da EasyJur em deixar de fazer a cobrança indevida.
CONTUDO, a tentativa da EasyJur de impedir o registro para que outros consumidores conheçam a forma de trato e conduta abusiva da empresa não terá êxito. Por tal razão, registrei resposta ao posicionamento da EasyJur que tentou impor a mim, consumidora, o ônus da deficiência e abusividade de seus serviços, sem que eu pudesse fazer a réplica com a comprovação de que assim não o foi, pois o comentário não permitia respostas.
Continuarei a fazer o registro, CASO CONTINUEM a registrar em suas respostas a inversão do que de fato ocorreu, colocando sobre os ombros do consumidor a culpa com base em afirmações inverídicas, o que demonstra ausência de ética no ambiente digital por não aceitar que consumidores avaliem e reproduzam o que dispõe seu próprio contrato e suas tratativas.
Esclareço que os prints da conversa feita no canal CS não foram anexados tendo em vista que não há essa possibilidade nas réplicas.
Por fim, de se lembrar: continuo remunerando-os, senhores(as).