Indignação com o Exército Brasileiro: Alistamento Militar e Emissão de Certificado de Isenção por Deficiência Visual

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Santa Fé do Sul - SP

28/05/2026 às 17:41

ID: 249973077

Gostaria de registrar minha profunda indignação com a conveniência burocrática e a falta de respeito com que fui tratado pelo Exército Brasileiro durante o meu processo de alistamento militar.
Ao completar 18 anos, os jovens são obrigados a cumprir o alistamento sob a ameaça de terem seus direitos civis bloqueados. Por ser pessoa com deficiência visual, compareci à Junta Militar para realizar o procedimento e apresentei meus laudos médicos oficiais, os quais comprovam de forma clara e detalhada a minha condição visual real. A função dos meus laudos era atestar a minha realidade física para que o Exército, cumprindo o seu dever legal, abrisse o trâmite para a emissão do Certificado de Isenção (CI) por Incapacidade Física Definitiva, já que a minha deficiência me impede de servir.
No entanto, o escalão superior da Região Militar optou pelo caminho da omissão administrativa. Sabendo que resido em um município não tributado, o sistema simplesmente ignorou a análise da minha condição de saúde e emitiu um Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI) genérico, alegando apenas que fui dispensado por residir em município não tributário.
Fui informado pelo responsável pela Junta de que os meus laudos constam anexados ao sistema interno e que, por isso, eu não seria convocado. Ora, se o Estado obriga o cidadão a passar por essa estrutura, se gastei recursos próprios com transporte para apresentar documentos médicos oficiais, por que a instituição se omite de realizar a avaliação correta e registrar o motivo real da minha desobrigação no documento final?
A diferença entre ser "Dispensado por município" e "Isento por incapacidade definitiva" é jurídica e real. O dispensado por município teoricamente ainda compõe a reserva não armada do país. Além disso, em qualquer situação de fiscalização, o que as autoridades avaliam é o documento final emitido, e não os anexos ocultos de um sistema interno.
O Exército Brasileiro preferiu o atalho da conveniência geográfica para poupar a si mesmo do trabalho técnico de homologar a minha situação médica.
Sei que o processo já foi encerrado e que a instituição dificilmente revisará este documento por meio desta plataforma. Contudo, deixo este registro público para expor a ineficiência e o desleixo técnico com que o Exército trata o cidadão. É inadmissível que a máquina pública funcione apenas para alimentar as burocracias que ela mesma cria, falhando em entregar o documento correto a quem apresentou todas as informações necessárias.

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Consideração final do consumidor

08/06/2026 às 17:47

Minha situação mudou assim que dei entrada em uma manifestação no Fala.BR
O Exército Brasileiro ao menos retificou o erro.

Mas é um tanto frustrante ter que procurar outros canais para resolver algo básico que já deveria ser feito na emissão do documento original.

O problema foi resolvido?

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5