Livro A Língua de Eulália

Em réplica
Três Rios - RJ
29/03/2018 às 17:50
ID: 34212191
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesNo capítulo, "Que língua é essa?", na parte "Quem fala o PNP?", eu achei completamente sem noção e um pouco preconceituoso, porque a Irene, personagem, fala que o pnp é usado pelos pobres e analfabetos e que também é a língua das crianças pobres e carentes que frequentam as escolas públicas. Eu gostaria, por gentileza, que esse trecho do livro fosse alterado. Obrigada pela compreensão.
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Resposta da empresa
02/04/2018 às 16:19
Olá, Lya.
O autor busca com esse livro justamente derrubar o preconceito linguístico presente na alfabetização, deixando claro que não existe uma unidade linguística no Brasil e que acreditar que essa unidade existe é prejudicial à educação, porque simplifica a realidade, que é bastante complexa no Brasil.
O português ao qual se deu o nome de padrão é a norma oficial, usada em meios de comunicação e em muitos livros da literatura canônica, por exemplo; sua origem está nas classes sociais privilegiadas. Mas o autor chama a atenção para a existência do português não padrão (PNP), que apresenta variedades de acordo com as diferentes regiões geográficas, classes sociais, faixas etárias e níveis de escolaridade em que se encontram as pessoas que falam. Essas variações, de acordo com esse mesmo livro, não devem ser vistas erros, mas sim como uma outra língua, um outro português, e devem ser respeitadas.
A atribuição do PNP aos pobres e analfabetos não é um juízo de valor, mas uma constatação resultante de anos de estudo e pesquisa linguística conduzidas com seriedade por pesquisadores. Note que a personagem cita esse com um dos preconceitos que essas pessoas sofrem. Ou seja, não faz apologia ao preconceito e sim uma crítica.
Ficamos a disposição.
Equipe Editora Contexto
Réplica do consumidor
15/10/2018 às 18:26
Eu e os meus colegas lemos esse livro pra nossa aula de português, para fazer um trabalho. Todos nós, 80 pessoas, concordamos que não ficou explícito que era uma crítica social, entendo seu ponto de vista, porém acredito que outros jovens de nossa faixa etária irão interpretar igual a nós. Novamente, entendo o que o livro queria abordar, mas eu acho que não alcançaram a cabeça dos jovens da maneira certa. Peço que seja alterado porque muitas pessoas podem se sentir ofendidas, mesmo que seja uma crítica. Se coloque no lugar de outros.
Fico a disposição.
Lya Saar Paixão
Réplica da empresa
17/10/2018 às 19:27
Olá, Lya.
O problema aqui é generalizar uma percepção específica de vocês. Como explicamos detalhadamente abaixo, o livro não faz apologia ao preconceito e sim uma crítica. Além disso o que está publicado é a visão do autor e alterar o livro por que um grupo de alunos não achou adequado e acredita que muitas pessoas poderão se sentir ofendidas é uma maneira de censurar seu pensamento.
Ficamos à disposição.
Equipe Editora Contexto