Desrespeito e humilhação com criança de 6 anos.

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
25/06/2026 às 13:45
ID: 252334387
Minha filha, de apenas 6 anos de idade, foi à escola usando roupa temática do Brasil em um dia diferente do previsto devido a um equívoco familiar. Ela divide sua rotina entre a casa da mãe e a casa da avó, que auxilia em seus cuidados diários. Em razão dessa dinâmica familiar, houve um desencontro de informações sobre a data da atividade temática, e a criança também acabou esquecendo a agenda escolar em casa.
Segundo seu relato, ao tentar explicar a situação, uma professora mandou que ela calasse a boca diante dos colegas e não permitiu que se manifestasse. Além disso, a criança relata ter ouvido da professora a seguinte frase: Pra se vestir certo você não sabe, mas pra esquecer a agenda você sabe. Tal comentário, especialmente dirigido a uma criança de apenas 6 anos e diante de outras pessoas, foi recebido por ela como uma atitude de deboche e humilhação.
Ressalto que, conforme as próprias normas da instituição, professores não possuem autorização para repreender alunos em razão de sua vestimenta. Portanto, ainda que tenha ocorrido um engano quanto à data da atividade temática, isso não justificaria a exposição ou constrangimento de uma criança diante da turma.
Minha filha já enfrenta questões pessoais delicadas e realiza acompanhamento psicológico, o que torna ainda mais importante que o ambiente escolar seja acolhedor, respeitoso e emocionalmente seguro. Em vez de receber orientação e compreensão, ela se sentiu exposta, humilhada e desrespeitada.
O impacto dessa situação foi evidente. Ela chegou em casa chorando, profundamente abalada, teve dificuldade para dormir e manifestou o desejo de não retornar à escola. É extremamente preocupante que uma criança de apenas 6 anos se sinta tão afetada emocionalmente em um ambiente que deveria promover segurança, aprendizado, acolhimento e desenvolvimento.
Espero que a escola apure cuidadosamente os fatos, ouça todas as partes envolvidas e adote as medidas cabíveis para que nenhum aluno seja tratado dessa forma, especialmente diante dos colegas. Situações como essa podem deixar marcas emocionais significativas e não podem ser tratadas como algo sem importância.
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Resposta da empresa
16/07/2026 às 15:53
Prezada Sra. Eduarda,
Agradecemos por sua mensagem e, principalmente, pela oportunidade de conversarmos sobre a situação envolvendo sua filha.
Conforme tratado em ligação, acolhemos seu relato com toda a atenção e sensibilidade que ele merece. Nosso compromisso é proporcionar um ambiente em que cada criança se sinta respeitada, segura e valorizada, preservando não apenas seu desenvolvimento acadêmico, mas também seu bem-estar emocional.
Após ouvir a família e conversar com a professora envolvida, pudemos esclarecer os acontecimentos e alinhar os procedimentos necessários para que situações semelhantes não voltem a ocorrer. A profissional também compreendeu a importância do contexto vivenciado por sua filha e reafirmou seu compromisso em conduzir as interações com o acolhimento e a sensibilidade que caracterizam nossa proposta educacional.
Reafirmo que nossa equipe pedagógica permanecerá acompanhando de perto sua adaptação e seu bem-estar, oferecendo todo o suporte necessário para que ela continue vivenciando uma experiência escolar positiva, segura e acolhedora.
Agradeço pela confiança depositada em nossa instituição e pela disposição em dialogar. Temos convicção de que, quando família e escola caminham juntas, criamos as melhores condições para o crescimento de nossos alunos.
Permanecemos à disposição sempre que necessário.
Atenciosamente,
Colégio Adventista de Campo Grande