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São Paulo - SP

03/04/2017 às 08:35

ID: 25282373

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São Paulo, 03 de abril de *******
Quero alertar os interessados em adquirir um quiosque da franquia El Churrito, de propriedade do senhor Marcio Vicente. Não comprem essa franquia. Vão se arrepender! Em janeiro de *******, comprei quatro quiosques da franquia, totalizando o valor de R$ *******.*******,00. Antes de decidir pelo El Churrito, fizemos três reuniões, sempre com o senhor Márcio Vicente me mostrando números, projetos, e principalmente, enfatizando a garantia de retorno do investimento rapidamente. A promessa do franqueador era um faturamento bruto mensal de 25 a 30 mil reais por quiosque e uma margem de lucro mínimo líquido de 25%. Até então, minha atividade de ******* até ******* tinha sido uma importadora. A alta do dólar afetou muito o meu negócio e precisava investir em outro ramo para sobreviver.
Os quiosques do El Churrito estavam localizados nos hipermercados Extra Guarulhos, que começou a operar dia 9 de abril; no Extra Congonhas Aeroporto (av. Washington Luiz), começando em 26 de março; no Extra da Freguesia do Ó, em 22 de fevereiro, e no Extra João Dias, no dia 7 de março. Todos durante *******.
O El Churrito do Extra, da João Dias, fechei dois meses logo após a inauguração. As vendas estavam muito ruins e não dava para pagar as despesas. Os outros três quiosques, até os três primeiros meses vendiam bem mas, no quarto mês, as vendas começaram a cair e a queda não parou mais. Conforme as vendas iam caindo comecei a questionar e a pedir ajuda para o senhor Márcio Vicente. Mas, o franqueador dizia sempre que a culpa era minha, que todos os outros franqueados do El Churrito estavam vendendo e que só eu reclamava. Sem nenhuma ajuda por parte do franqueador, comecei a investir do meu próprio bolso para promover as vendas. Criei por conta própria um cartão fidelidade, fiz panfletos, mandava entregar nas proximidades dos quiosques, nos prédios, nas ruas, tudo por conta própria. Mas as vendas só despencavam.
Continuei investindo nos três quiosques, sem ajuda nenhuma do franqueador que continuava insistindo que o problema era só meu e que os outros franqueados do El Churrito estavam muito “felizes”. Em outubro de *******, quando fui comprar churros na fábrica indicada pelo franqueador, conheci outro franqueado El Churrito com o mesmo problema: também só tinha tido boas vendas na inauguração. Ali comecei a acreditar que tinha entrado numa fria.
Meu calvário continuava: além do franqueador do El Churrito não ajudar em nada, ele insistia numa visão otimista, quase que delirante do negócio, criando expectativas que nunca se cumpriam. Pior, a visão totalmente incompatível com a realidade do ramo por parte do franqueador do El Churrito, me levaram a continuar apostando no negócio, aumentando o meu prejuízo. Em dezembro de *******, tive um prejuízo maior ainda, em função de aluguel dobrado que os hipermercados cobram em dezembro a título de 13º. Entrei no ano de *******, praticamente sem reservas, já devia três meses de royalties. Mesmo assim, o senhor Márcio Vicente aumentou o valor dos royalties mensais do El Churrito, em 20%. Por mais que eu falasse das vendas quase inexistentes, o franqueador já começava a me protestar deteriorando de vez a minha relação com o franqueador, afinal de contas, o senhor Marcio Vicente só me ligava para cobrar e não dava suporte nenhum para aumentar o faturamento.
Em maio de ******* fechei o quiosque do El Churrito do Extra, na Freguesia do Ó. Ficou inviável, não dava mais para trabalhar e aí entrei em desespero. Como se não bastasse tudo isso, o franqueador fez uma reunião em maio para comunicar que iria passar a cobrar mensalmente uma Taxa de Promoção. Nunca nos enviou um relatório do que era feito com essa TP. O franqueador alegava que pagava uma assessoria de imprensa, mas as matérias que víamos como resultado do trabalho da assessoria, só promovia o franqueador e estimulava novas vendas de quiosques do El Churrito. Mas vendas dos franqueados que é bom... só desciam ladeira abaixo. Em novembro fechei o terceiro quiosque El Churrito no Extra Congonhas Aeroporto. As vendas despencaram, as despesas estavam altas, o franqueador continuava me protestando um título atrás do outro e eu não conseguia nem empréstimo bancário porque meu nome estava protestado. No dia 31 de dezembro de ******* resolvi fechar o Extra Guarulhos, meu último quiosque El Churrito. Calculo que meus prejuízos com o El Churrito ficaram acima dos ******* mil reais. Penhorei o carro, usei todas as reservas financeiras que eu tinha, tudo para tentar alavancar o negócio. Saí sem dinheiro, com o nome sujo na praça e com mais de 20 títulos protestados pelo El Churrito. Minha saúde foi afetada e as minhas relações familiares também. Agora estou tentando voltar ao mercado de trabalho como empregado, depois de ter feito um investimento totalmente equivocado, com zero do retorno prometido e grandes prejuízos. Fica aqui um alerta.

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