Monociclo entregue para reparo de pneu furado e devolvido com bateria sem carregar

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Mogi das Cruzes - SP

30/11/2025 às 22:29

ID: 233287975

Deixei meu monociclo na loja para avaliação de um possível furo na câmera, pois o pneu estava esvaziando rapidamente. O equipamento estava funcionando perfeitamente, inclusive carregando sem qualquer problema. A análise custaria R$200,00 e, caso fosse necessário trocar a câmera ou o pneu, haveria cobranças adicionais. Aproveitei a ocasião para solicitar também uma avaliação completa, pois tinha interesse em fazer upgrade para um modelo superior, o que elevou o valor da análise para R$400,00.

Após cerca de uma semana, recebi a ordem de serviço informando que a câmera estava furada e o pneu com meia vida. Também me foi oferecido R$1.000,00 no meu aparelho para realizar o upgrade, porém considerei o valor muito baixo, já que o monociclo tinha menos de um dois de uso e o modelo superior custa mais de R$6.000,00. Assim, entendi que manter meu equipamento era mais vantajoso economicamente no momento. Além disso, mencionaram um possível problema no pack de bateria, não carregando 100%, algo que nunca havia ocorrido. A troca da bateria, custando R$2.700,00, foi apresentada como opcional. Diante disso, optei por realizar apenas a troca da câmera e do pneu.

Porém, ao retirar o monociclo e testá-lo em casa, percebi que ele não carregava mais nada. Entrei em contato imediatamente com a loja, que afirmou que o problema da bateria já havia sido informado mas em nenhum momento me alertaram que o equipamento se tornaria inutilizável. A informação recebida foi apenas de que a bateria não carregava 100%, não que deixaria de carregar completamente. Agora, meu monociclo simplesmente não pode ser usado.

Tentei resolver a situação via Procon, mas não houve acordo. A empresa manteve a oferta de R$1.000,00 para troca do aparelho, enquanto solicitei R$1.500,00 para cobrir os gastos no reparo (pneu e câmara) que resultou em um equipamento inutilizado valor que foi recusado pelo fornecedor.

Diante da falta de solução amigável, não me resta alternativa senão prosseguir com as medidas legais cabíveis no Juizado Especial Cível.

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Resposta da empresa

01/12/2025 às 13:35

Prezado Sr. Nicolas

Lamentamos que ainda esteja com a questão mal resolvida, mas é necessário esclarecer o caso de forma clara, objetiva e baseada em fatos documentados desde a entrada do equipamento na loja.

O consumidor adquiriu um KingSong KS-14M (210Wh) em 11/04/*******, conforme NF n *******, que estabelece garantia legal de 90 dias e garantia especial para bateria por 6 meses. Portanto, quando retornou à unidade Paulista em 12/07/*******, o equipamento estava há mais de um ano fora de qualquer cobertura de garantia, inclusive da garantia estendida da bateria, vencida em outubro de *******.

Ao dar entrada na loja em 12/07/*******, às 15h18, foi realizado o checklist de recebimento. Nele constaram diversos aspectos de estado geral do equipamento, incluindo pneu meia vida, aro amassado, ausência de carregador e a observação de que problemas ocultos poderiam ser identificados durante análise em oficina. O próprio consumidor optou, voluntariamente, por realizar uma revisão completa serviço não obrigatório motivado pela necessidade de avaliar não apenas o pneu, mas o estado geral do monociclo.

No dia 16/07/*******, foi aberta a Ordem de Serviço n *******, que apresenta de maneira clara o diagnóstico técnico: possível problema no pack de bateria, não deixando carregar *******%. A medição formal realizada pela equipe técnica registrou tensão de 57,94V, valor inferior ao padrão esperado pelo fabricante para o pack deste modelo. A OS também sugeriu alternativas: análise do pack por R$ *******,00, troca da bateria por R$ 2.*******,00 ou seguir apenas com itens de pneu/câmara. Ou seja, o diagnóstico da bateria e suas implicações foram devidamente registrados, documentados e comunicados ao cliente.

A comunicação por mensagens comprova isso. Em 16/07, questionou o prazo de análise e foi informado que o laudo seria enviado no dia seguinte. Durante os dias 16 a 19/07, o consumidor manifestou interesse em realizar um upgrade para outro modelo, perguntando valores e opções, inclusive citando o KS-14D. Se realmente acreditasse que a bateria estava perfeita, não faria sentido solicitar upgrade motivado pela condição geral do equipamento. Em 19/07, às 13h44, após discutir avaliação de seu usado, declara expressamente: Se não for possível chegar aos 1.******* para o upgrade, segue apenas com o remendo da câmara, por favor.

Na sequência, às 14h03, foi novamente informado de que a bateria apresentava variação e não carregava *******%, embora a troca não fosse obrigatória. Às 14h43 e 14h46, recebeu a OS revisada, onde foi perguntado claramente se desejava realizar o serviço de bateria ou seguir apenas com o pneu. Às 15h34, o consumidor respondeu: Pode seguir com a OS. Essa aprovação explícita demonstra ciência inequívoca do diagnóstico e concordância em seguir sem qualquer intervenção na bateria.

Em 04/08/*******, após retirar o equipamento sem serviço de bateria, por escolha própria o consumidor passa a alegar que o monociclo não carregava mais. Porém, ao ser orientado a enviar fotos da tela de carga, encaminhou provas que contradizem sua versão: prints mostrando 36% de bateria, 8 km de autonomia, e três LEDs acesos no painel. Esses prints foram enviados às 11h25, 11h31, 13h34 e 13h39, e demonstram exatamente o mesmo comportamento já descrito no laudo: carregamento parcial devido à degradação da bateria. Assim, o próprio cliente produziu prova que invalida sua afirmação de que não carregava nada ou que o problema surgiu após a revisão.

O ponto crucial é que o único serviço executado foi troca de câmara/pneu componentes totalmente independentes da bateria. Não há qualquer nexo técnico entre esses itens. A queda de capacidade de carga decorre exclusivamente do desgaste pré-existente da bateria, diagnosticado no dia da entrada (57,94V), comunicado nos dias 16 e 19/07 e reiterado em 04/08.

Em termos técnicos, baterias de íons de lítio degradam com o tempo, ciclos e temperatura, e uma tensão de 57,94V já indica desequilíbrio de células. A percepção do consumidor de que antes carregava normalmente não altera o diagnóstico técnico, pois células deterioradas podem falhar progressivamente. A partir do momento em que o pack está fora dos parâmetros, a capacidade plena deixa de ser possível.

Desde o início, a Eletricz agiu com total transparência documental: checklist de recebimento, OS detalhada com medições e descrições, prints trocados via WhatsApp e envio de ordem de serviço revisada antes de qualquer execução. Foram oferecidas alternativas: análise técnica da bateria por R$ *******,00 (abatidos em caso de reparo), troca completa da bateria com isenção de mão de obra e opção de upgrade com avaliação de R$ 1.*******,00 recusada pelo cliente, que pediu R$ 1.*******,00.

Portanto, a conclusão é inequívoca: o produto deu entrada já fora de garantia e com bateria comprometida, o diagnóstico foi comunicado de forma clara e reiterada antes de qualquer retirada, o consumidor optou conscientemente por não realizar o reparo da bateria naquele momento, e a reclamação posterior é compatível com a mesma falha previamente diagnosticada. Não houve negativa de atendimento nem prática abusiva. Ao contrário, a Eletricz apresentou soluções razoáveis e transparentes.

Para encerrar o caso de forma amigável, a empresa já ofereceu as alternativas:
(A) análise técnica da bateria (R$ *******,00, com abatimento em caso de reparo),
(B) troca da bateria pelo orçamento original (R$ 2.*******,00) com mão de obra gratuita,
(C) reabertura da proposta de upgrade com avaliação conforme estado/quilometragem do equipamento.

O consumidor tenta, de forma evidente e em clara má-fé, atribuir à Eletricz a responsabilidade por um defeito pré-existente na bateria, já diagnosticado na entrada da assistência e comunicado a ele em mais de uma ocasião. Mesmo ciente de que a bateria não carregaria *******%, recusou o reparo e aprovou seguir apenas com o serviço de pneu. Após retirar o equipamento, passou a alterar sua narrativa para tentar vincular o desgaste natural da bateria ao atendimento prestado. No entanto, os próprios prints enviados pelo cliente mostrando 36% de carga, autonomia e LEDs acesos contradizem totalmente seu discurso atual. Assim, fica claro que não há qualquer fundamento para imputar à Eletricz um defeito que não causou e que foi devidamente informado desde o início, sendo inequívoca a tentativa do consumidor de distorcer os fatos em benefício próprio.

Réplica do consumidor

26/03/2026 às 13:13

Informo que, devido à provável necessidade de perícia técnica para analisar a bateria, o caso não seguirá pelo Juizado Especial Cível (pequenas causas). Sendo assim, já acionei meu advogado e ingressaremos com a ação na Justiça Comum. Caberá à empresa provar judicialmente a suposta má-fé da qual estão me acusando, uma vez que o meu pedido sempre foi simples e justo: a devolução do meu aparelho nas mesmas condições em que foi entregue, com a parte elétrica em perfeito funcionamento.

Réplica da empresa

26/03/2026 às 17:35

Informamos que este caso já foi encerrado por este canal.
Continuamos à disposição para eventuais esclarecimentos através da nossa Central de Atendimento:
SAC 1125332001
Eletricz