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São Paulo - SP

10/06/2019 às 15:54

ID: 92290837

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Na data de 30 de Maio de *******, participei do processo seletivo da agência de empregos: Elevar Brasil Recursos Humanos https://******* - site extraído da internet) onde obtive uma prévia sobre a vaga com Sandro - representante Elevar RH - que direcionou meu currículo para a selecionadora Camila dar continuidade no processo da entrevista. A Camila entra na sala, executa o formalidade das apresentações pessoais, coloca meu currículo sobre a mesa onde passa o olhar acompanhando sua leitura com a caneta na mão até o ítem da minha última experiência profissional, supostamente não demonstrando interesse algum por meus cursos complementares. Fez algumas perguntas sobre minha experiência na área de supervisão no qual minha resposta foi superior ao tempo mínimo exigido no anúncio da vaga. Camila rebate que não seria possível avançar com a entrevista porque a empresa exige 3 (três) anos de experiência - sendo dividido esse tempo em três empresas. Saí decepcionado com o nível da empresa e com a possível falta de honestidade da recrutadora.
Entendo que existe todo critério e urgência em desenvolver a descrição do perfil do candidato para atender a necessidade de atrair ótimos candidatos para a empresa. É importante salientar que com o avanço tecnológico, é primordial a auto-renovação como ferramenta do profissional se manter atualizado e consequentemente competitivo no mercado de trabalho. A problemática, muitas vezes, não está na exigência da empresa e sim para a agência contratada se manter ou conquistar um padrão de excelência no cenário, acaba (in)voluntariamente engessando metodologias autocráticas e excludentes no processo seletivo antes mesmo de dar chance ao candidato apresentar sua capacidade e competência de provar que é capaz de atender os interesses e necessidades da empresa.
Chega a ser inadmissível e humilhante para o candidato ter que passar por constrangimentos - no século XXI - de como agências e empresas estão sempre camuflando a exclusão social na descrição da vaga de emprego. Digo isso tomando como a problemática que gira em torno da Lei 11.******* de 10 de março de *******, onde descreve no art. *******A "para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade. É sabido que a empresa pode escolher o candidato que quiser na avaliação do seu currículo, o que estabelece com que essa lei não seja eficiente pra se fazer cumpri-lá.
Como conquistar uma merecida oportunidade de trabalho quando o candidato busca aprimorar e desenvolver suas competências profissionais conquistadas através de hard skills partindo do pressuposto de que muitos são barrados de avançar para a próxima etapa do processo seletivo por não atenderem uma exigência proibida em Lei?! Muitos profissionais de Recursos Humanos defendem a teoria de que não existe transformação a não ser começar com as pessoas. Esses profissionais deveriam desenvolver papeis primordiais no fomento a inclusão dentro e fora das organizações. Porém parto do pressuposto de que a realidade, muitas vezes, é que esses profissionais apenas estão se tornando coniventes por conta dos seus interesses próprios, para perpetuar a ação excludente de um cenário obsoleto para atração de talentos e com isso "alimentar o desejo do ego" para conquistar uma tão sonhada condição de status social.

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