Condomínio relata descaso, ameaças e tentativa de silenciamento após falha em elevador

Não respondida
Uberaba - MG
15/06/2026 às 14:02
ID: 251428489
CONTRATAMOS MANUTENÇÃO PARA TER SEGURANÇA. RECEBEMOS DESCASO, AMEAÇAS E TENTATIVA DE SILENCIAMENTO.
Esta reclamação não é sobre um simples problema técnico.
É sobre a forma como um cliente é tratado quando ousa questionar um serviço que entende ter sido mal executado.
Nosso condomínio possuía contrato de manutenção com a empresa Elevar. Na manhã do dia 15/06/2026, o Elevador 2 apresentou falhas operacionais e a empresa foi acionada.
Posteriormente, às 9h18, um usuário ficou retido dentro do elevador.
Repito: uma pessoa ficou presa dentro do elevador.
E não estamos falando de um equipamento qualquer. Estamos falando de um sistema cuja manutenção existe justamente para evitar situações como essa.
O mais preocupante é que o usuário retido era uma pessoa idosa.
Por sorte, nada mais grave aconteceu.
Mas fica a pergunta: e se essa pessoa tivesse sofrido um ataque cardíaco? Uma crise hipertensiva? Um mal súbito? Quem responderia por isso?
Quando contratamos uma empresa de manutenção de elevadores, contratamos conhecimento técnico, responsabilidade e capacidade de resposta diante de situações que envolvem segurança humana.
O que recebemos foi exatamente o oposto.
Após a ocorrência, houve novos contatos e novas tentativas de obtenção de suporte. O problema persistia e a preocupação do condomínio era legítima.
Em vez de concentrar esforços na solução definitiva do problema e na segurança dos usuários, a empresa optou por iniciar uma discussão paralela para tentar deslocar o foco da falha ocorrida.
O aspecto mais chocante de toda essa situação foi a postura adotada quando a síndica questionou o atendimento.
A síndica inicialmente recebeu informações de funcionários que afirmaram não ter presenciado o comparecimento de técnico ao local. Com base nessas informações, ela questionou a situação.
Posteriormente, quando surgiram elementos indicando que realmente havia ocorrido uma visita técnica, ela reconheceu imediatamente a possibilidade de equívoco.
Ou seja: agiu exatamente como qualquer pessoa séria deveria agir.
Questionou quando tinha motivos para questionar.
Reconheceu quando recebeu novas informações.
Mesmo assim, a resposta recebida foi uma notificação extrajudicial repleta de ameaças de danos morais, responsabilização civil, responsabilização criminal e exigências para que o condomínio deixasse de formular críticas.
Sinceramente?
Se uma empresa acredita tanto na qualidade do próprio serviço, deveria se preocupar mais em explicar por que um elevador voltou a falhar poucos minutos após uma intervenção técnica do que em ameaçar judicialmente um cliente insatisfeito.
Danos morais não surgem automaticamente porque um cliente reclama.
Questionar um serviço, exigir explicações e manifestar insatisfação diante de uma falha que culminou com uma pessoa presa em um elevador não é ofensa.
É exercício legítimo de um direito.
Outro ponto que merece registro é que essa não foi a primeira situação de desgaste na relação contratual.
Em ocasião anterior, a própria empresa realizou cobrança de valores antes mesmo do envio do respectivo boleto, situação posteriormente reconhecida por ela própria.
Ou seja, quando o equívoco parte da empresa, espera-se compreensão.
Quando o cliente questiona uma ocorrência envolvendo segurança, recebe ameaça de processo.
A impressão transmitida é extremamente negativa.
Ao final, o problema técnico tornou-se apenas uma parte da questão.
O verdadeiro motivo da rescisão contratual foi a completa perda de confiança.
Uma empresa de manutenção de elevadores precisa transmitir segurança.
Precisa transmitir responsabilidade.
Precisa transmitir profissionalismo.
E, principalmente, precisa saber lidar com clientes que fazem questionamentos legítimos.
Infelizmente, nossa experiência foi exatamente o contrário.
Por isso, não recomendamos.