Discriminação e descaso no check-in da Azul em Confins: Negativa de embarque e tratamento hostil a passageiro cadeirante

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Belo Horizonte - MG
11/09/2025 às 14:12
ID: 226675981
Relato de discriminação e descaso pela Azul Linhas Aéreas Aeroporto de Confins
No dia em questão, cheguei ao aeroporto de Confins às 6h40, acompanhado, para realizar o check-in do voo da Azul Linhas Aéreas com destino a Natal, previsto para as 8h. Dirigi-me à fila preferencial, por ser cadeirante, mas constatei que esta fila era significativamente mais lenta do que a fila regular.
Às 6h59, cheguei ao balcão de atendimento. O funcionário que me recebeu pediu que aguardasse um minuto para resolver algo em seu celular. Em seguida, confirmou meu assento no Espaço Azul, adquirido justamente para garantir maior comodidade, mas afirmou que, por já serem 7h04, não poderia mais despachar minhas malas. Orientou que eu e meu acompanhante embarcássemos apenas com a bagagem de mão, o que aceitamos, mesmo ressaltando que estávamos no aeroporto desde 6h40 e não havíamos sido chamados na fila preferencial, ainda que passageiros de voos posteriores já tivessem sido atendidos.
Solicitei, então, que fosse etiquetada ao menos a minha cadeira de rodas. Nesse momento, fui surpreendido por uma resposta inadequada: o atendente afirmou que não teria tempo para realizar a etiquetagem e que eu deveria já ter feito isso antes informação incorreta, visto que a etiquetagem de cadeira de rodas só pode ser feita no próprio check-in. Diante disso, pedi que fosse chamada uma pessoa capaz de compreender a situação.
Foi então que a coordenadora de embarque, identificada apenas como ***** (que não permitiu que eu tivesse acesso ao seu sobrenome), aproximou-se em postura visivelmente hostil. Ela disse ao acompanhante (como se eu não existisse) que, por eme ter chegado às 7h04 com um cadeirante, seria impossível para ambos embarcar. Ressalto que cheguei ao balcão às 6h59, como já informado. Em seguida, acrescentou que pessoas como eu deveriam chegar mais cedo e sugeriu que eu lesse o contrato de transporte. A fala, além de equivocada, é discriminatória e ofensiva, denotando preconceito em relação à minha condição de cadeirante.
O tratamento recebido foi de absoluta falta de respeito, sensibilidade e profissionalismo. Em vez de buscar soluções, a coordenadora assumiu postura de confronto, o que agravou sobremaneira a situação.
Diante da impossibilidade de embarcar, busquei remarcar a passagem com a Azul. Entretanto, uma outra funcionária, de forma igualmente desinteressada, informou que só haveria disponibilidade em voo no dia seguinte, à noite. Como tinha compromissos profissionais inadiáveis em Natal, fui obrigado a adquirir passagens de outra companhia aérea (Latam), ao custo de R$ 7.200, com escala.
Diante de todo o ocorrido, solicito à Azul Linhas Aéreas:
1. O ressarcimento integral das passagens que perdi em razão do tratamento inadequado.
2. O ressarcimento integral do valor pago à Latam (R$ 7.200).
3. Um posicionamento formal sobre o episódio de discriminação e hostilidade de seus funcionários, em especial da coordenadora responsável.
Como professor universitário e profissional de saúde, lamento profundamente que em pleno século XXI uma empresa de grande porte trate um passageiro cadeirante com tamanho descaso, reforçando práticas discriminatórias que deveriam estar superadas. Como testemunha tenho o acompanhante.
Att
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