Demora excessiva fez minha filha de 4 anos ficar mais de 12 horas em jejum e não conseguiu realizar os exames e nem ao menos tivemos orientação sobre.

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
04/07/2026 às 13:23
ID: 253084417
Quero registrar minha indignação, chateação e decepção com o Laboratório Eliel Figueiredo, em específico a unidade em que fui atendido que é na Taquara - Estrada do Tindiba, 2733 - Loja C, D e E Rio de janeiro, RJ 22730-261 .
Minha filha, de apenas 4 anos, precisava realizar diversos exames, a maioria exigindo jejum. Justamente para não prejudicar a rotina dela durante a semana, reservei o sábado (04/07/2026) para realizar todos os procedimentos.
Cheguei ao laboratório às 08h11 e, até aproximadamente 09h30, minha senha sequer havia sido chamada. Como eu tinha outro exame com horário marcado, precisei me ausentar. Retornei ao laboratório por volta das 10h14 e somente fui atendido na recepção às 11h51. Após o atendimento, fui orientado a aguardar o chamado pelo nome da minha filha.
Quando finalmente fomos chamados para a coleta, a profissional informou que os exames não poderiam ser realizados, pois minha filha já estava há mais de 12 horas em jejum, e esse tempo não era recomendado para uma criança, devido aos riscos e possíveis efeitos que poderiam ocorrer.
Minha indignação é justamente esta: como um laboratório permite que uma criança de 4 anos permaneça aguardando por tantas horas, em jejum, sem que ninguém avalie a situação ou oriente a família antes? Se esse limite de jejum inviabilizaria a realização dos exames, essa informação deveria ter sido verificada e comunicada muito antes, evitando todo esse desgaste.
Minha filha ficou em jejum desde 21h30 da noite anterior, enfrentou horas de espera e, ao final, saiu sem conseguir realizar nenhum dos exames. Além do desgaste físico para ela, houve perda de tempo, frustração e falta de consideração com uma criança e com nossa família.
Esperava muito mais organização, responsabilidade e atenção do laboratório, principalmente em casos envolvendo crianças. A sensação que fica é de total descaso. Gostaria de uma manifestação da empresa sobre o ocorrido e, principalmente, de saber quais medidas serão adotadas para que outras famílias não passem pela mesma situação.
Compartilhe
Resposta da empresa
09/07/2026 às 17:01
Prezado Sr., Silas. Boa tarde!
Antes de tudo, agradecemos por compartilhar seu relato e lamentamos sinceramente a experiência vivenciada por sua família, especialmente considerando que envolvia uma criança de apenas 4 anos. Pedimos desculpas pelo tempo de espera e pelos transtornos ocasionados.
Em relação ao jejum, gostaríamos de prestar alguns esclarecimentos técnicos importantes.
Atualmente, as recomendações das principais sociedades médicas e laboratoriais orientam que crianças não devem ser submetidas a períodos prolongados de jejum, salvo quando houver indicação médica específica. Isso porque o metabolismo infantil apresenta maior consumo de glicose e menores reservas energéticas quando comparado ao do adulto, tornando as crianças mais suscetíveis à ocorrência de hipoglicemia, irritabilidade, sonolência, desidratação e mal-estar durante jejuns prolongados.
Por esse motivo, a maioria dos exames laboratoriais não exige jejum em crianças. Em nossa rotina, o jejum é solicitado apenas para exames cuja acurácia pode ser comprometida pela ingestão recente de alimentos, especialmente:
-Exames relacionados ao metabolismo da glicose, como glicemia, insulina e, quando solicitado pelo médico assistente, outros exames correlatos;
-Dosagens de algumas vitaminas, cujo jejum recomendado é, em regra, de aproximadamente 4 horas em crianças das faixas de 3 a 8 anos de idade.
Para os demais exames laboratoriais, a coleta pode ser realizada sem jejum, conforme as diretrizes técnicas atualmente adotadas.
Em todos os nossos canais de atendimento, essa orientação é repassada aos pacientes e responsáveis justamente para evitar que crianças permaneçam em jejum por períodos superiores aos necessários.
No caso específico de sua filha, verificamos que, no momento em que foi encaminhada para a coleta, ela já havia ultrapassado aproximadamente 12 horas de jejum. Diante dessa condição, nossa equipe técnica optou por não realizar os exames, priorizando a segurança da paciente. Ela não deveria ter feito um jejum tão extenso, ou feito qualquer jejum que iniciasse a noite, salvo se o médico assistente tenha solicitado.
Essa decisão foi tomada com base em critérios técnicos e assistenciais, visando evitar possíveis intercorrências decorrentes do tempo excessivo sem alimentação.
Quanto a demora no atendimento administrativo, pedimos perdão por isso, e garantimos que todas as tratativas a respeito estão sendo conduzidas pela gerência regional para que possamos melhorar nossos processos nas recepções para que, mesmos os pacientes sem jejum não esperem tanto. Este é nosso compromisso e estamos melhorando este tempo com urgência. Esta demanda tem prioridade máxima e já foram aplicadas algumas melhorias tanto na unidade, como na empresa como um todo, com implantação de token digital, chamador de senhas automáticos e aumento de pessoal nas equipes.
Reiteramos nosso pedido de desculpas pelos transtornos vivenciados e agradecemos por sua manifestação, que contribui para o aprimoramento contínuo dos nossos serviços.
Estamos à disposição para maiores esclacimentos.
Atenciosamente,
Laboratório Eliel Figueiredo