Mulher negra relata ser ignorada por coordenadora por considerá-la mal-educada, suspeita de discriminação e pede apuração e novo interlocutor.

Reclamação não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

31/08/2026 às 17:14

ID: 257853549

Sou uma mulher negra.
Até então, eu vinha tentando compreender a ausência de respostas como uma falha de comunicação, desorganização ou sobrecarga da Coordenação. Entretanto, hoje fui informada pessoalmente pela coordenadora de que ela não me responde e não pretende me responder porque me considera mal-educada.
Ao mesmo tempo, possuo registros demonstrando que outra responsável foi atendida normalmente pelo mesmo WhatsApp, no mesmo período em que minha mensagem, enviada anteriormente, permanecia sem resposta.
Diante disso, considero legítimo perguntar: o que exatamente faz com que eu seja considerada mal-educada e, consequentemente, alguém que pode ser deliberadamente ignorada pela Coordenação?
Quero que a instituição analise minhas mensagens e indique objetivamente onde está a alegada falta de educação.
Como mulher negra, não posso simplesmente ignorar a possibilidade de que estereótipos, preconceitos ou vieses possam estar influenciando a maneira como minha postura e minhas cobranças são interpretadas, sobretudo quando verifico tratamento diferente dispensado a outra responsável.
Não estou afirmando, sem apuração, que houve discriminação racial. Estou solicitando que essa possibilidade também seja considerada e seriamente apurada pela Rede Elite, diante dos fatos que estou apresentando.
Cobrar informações sobre notas, avaliações, segunda chamada, GOA e demais assuntos relacionados a um serviço educacional contratado não transforma uma mãe em uma pessoa mal-educada.
E uma avaliação pessoal de uma profissional não pode servir de justificativa para negar atendimento institucional.
Depois do ocorrido de hoje, a situação também passou a afetar minha confiança enquanto mãe. Estou preocupada em deixar minha filha em uma escola na qual uma profissional que ocupa posição de Coordenação declara que deliberadamente não responderá à sua responsável por um julgamento pessoal.
Minha preocupação é inevitável: como posso ter certeza de que essa percepção sobre mim ficará restrita à relação entre adultos e jamais interferirá, direta ou indiretamente, no acolhimento e no tratamento dispensados à minha filha?
Não estou afirmando que isso tenha acontecido com ela. Estou dizendo que a postura adotada pela Coordenação abalou minha confiança na instituição.
Por isso, solicito uma apuração por instância superior à Direção e à Coordenação da Unidade Madureira 2, inclusive quanto à existência de tratamento desigual e eventual componente discriminatório, além da indicação imediata de outro interlocutor institucional para tratar das minhas demandas enquanto a situação estiver sendo apurada.
Não quero tratamento especial. Quero tratamento igualitário, profissional e respeitoso.
E quero que a Rede Elite me responda uma pergunta muito simples: qual foi exatamente a minha falta de educação que justificaria uma coordenadora decidir que não irá me atender?

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