VEICULO COM VÍCIOS OCULTOS E PROPRIETÁRIO ALEGA QUE A GARANTIA NÃO COBRE

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Serra - ES

20/12/2021 às 17:59

ID: 135204017

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No dia 21 de novembro de *******, a exatos um mês, os consumidores, Patrícia e Felipe, ora reclamantes, adquiriram, no feirão de automóveis realizado no pavilhão de carapina, um veículo automotor, Sandero Stpeway 1.6, 8 válvulas, ano *******, modelo ******* na Loja Elite Automóveis, no valor de R$ 49.*******,00, mediante a entrega do seu veículo Corsa Classic, ano *******, modelo ******* no valor de R$ 18.*******,00 bem como R$ 12.*******,00 em dinheiro/pix e o financiamento de R$ 19.*******,00.

Acontece que já saindo da própria loja, identificou que o sensor de ré não estava funcionando, razão pela qual lhe foi solicitado que retornasse até lá no dia seguinte.

Na ocasião o veículo, segundo o vendedor, que somente dias após foi descobrir que não trabalhava naquela loja, mas era free lance, o Sr. André, demonstrou ser um veículo em perfeitas condições e que poderia ser levado sem nenhum problema.

Naquela ocasião, os Autores, por desconheceram a mecânica entre um veículo automático e automatizado, foram informados pelo vendedor André de que se tratava de uma veículo automático, já que a Sra. Patrícia, informou ser advogada, ter problemas no joelhos, sendo um dos principais motivos da troca do veículo mecânico pelo automático, já que precisaria está em vários lugares ao mesmo tempo e o câmbio automático era essencial para o seu desempenho e mobilidade.

Devido a dificuldade até de realizar a vistoria no veiculo ou mesmo levá-lo ao mecânico, dado ser o último dia do feirão, o Gerente Felipe, informou que saindo dali, nós já poderíamos levar ao nosso mecânico e tendo problemas, seria prontamente resolvido, o que não aconteceria , pois o veiculo estava ótimo e sem nenhum problema, em função disso a confiança na loja foi depositada e o negócio foi fechado.

Dois dias depois , após conversar com seu mecânico de confiança, o Sr. Antônio, este desde logo, identificou que se tratar de um veículo automatizado e não automático, e de que a marcha do veículo estava com problemas dada a dificuldade de passagem/trocas na atuação do veículos.

No dia 23 de novembro, já com este diagnóstico, informando inclusive que o veículo estava batendo muito, na dianteira e na traseira, levou o veículo até a loja e já informou ao Sr. Felipe, ora gerente, que por sua vez, disse que resolveria o problema. Concomitantemente, o Sr. Felipe informou que era necessário comparecer a loja, pois o contrato não havia sido assinado corretamente, aproveitando o ensejo já informou os problemas e disse que só assinaria mediante o conserto, ocasião em que o dono da loja Henrique e o Sr. Felipe, , estavam dispostos, inclusive, a desfazer o negocio se o problema não fosse solucionado.

Apesar disso, o Sr. Henrique alegou que não poderia entregar o veiculo se o esposo da Sra. Patricia não assinasse o contrato, pois seo veiculo fosse furtado, ele não teria nenhuma garantia. Motivo pela qual, o contrato foi novamente assinado sob a promessa de que o veiculo seria consertado, tendo sido assinado no valor de R$ 50.*******,00 e não R$ 49.*******,00, já que o Sr. Felipe informou que faria o pix para a consumidora, o que não foi feito até os dias atuais.

Pois bem, no dia 28 de novembro, o veiculo foi entregue, com noticia de que haviam reprogramado o câmbio somente e que tudo se resolveria. Logo na saída, e ao percorrer o percurso até a sua casa, notaram que o veiculo continuava batendo na frente e na traseira e com o sensor de ré inoperante.

Ocasião em que mais uma vez, entrou em contato com a loja, já no dia 02 de dezembro e informou tudo. Sendo orientados a procurar a Escapauto, lá estivemos e nos informaram que não era o amortecedores, e também procuramos a loja indicada para ver o sensor de ré.

Perdemos o dia inteiro e como os problemas não foram resolvidos, mais uma vez pediram que deixássemos o veículo na loja para que eles solucionassem o problemas, deixamos o veículo na loja e nos foi entregue do mesmo jeito, ainda que com o aval do mecânico da loja, o Sr. Liliu, que informou que havia resolvido o problema.

Nesse ínterim, o veículo apresentou outro defeito, pois passou a não ligar quando virávamos a chave da ignição, tendo acontecido em três lugares no mesmo dia, e na mesma hora ligamos para o proprietário da empresa que mais uma vez pediu que levássemos o carro até lá. Desta vez diante todo o contexto pedimos o telefone do mecânico para nós mesmos levassêmos o veículo até lá, o que foi feito. Contudo ele apenas olhou os barulhos e disse que realmente havia um problema na parte traseira e dianteira , pois os barulhos poderiam ser peça soltas e que precisaria abrir o carro, mas que naquele dia não havia horários disponível, pedindo que o levássemos no dia 13 de novembro de *******.

Diante de todo o ocorrido, agendamos uma avaliação em uma oficina especializada, pois embora a marcha estivesse reprogramada, os problemas tornaram a aparecer, demorando demais para mudar de marcha e inclusive ocasionando dores no joelho, dada a necessidade de impor aceleração para a troca de marcha do câmbio automatizado.

Sendo assim, levou o veiculo na oficina especializada e verificou que realmente os problemas apresentados no veículo em grande parte estava no câmbio automatizado, dentre outros questões necessárias ao regular fruição do veículo.

Ressalta-se que o veículo foi escolhido, visto que a consumidora possui graves problemas no joelho e o veiculo mecânico, o qual possuía, veiculo Corsa Classic, estava piorando a situação, contudo diante dos problemas apresentados no câmbio do veiculo adquirido na Elite, estava tendo que utilizá-lo no modo mecânico, por se tratar de um veículo automatizado possui duplo modo de funcionamento.

De posse do orçamento, ligamos para o Sr. Henrique, dono da loja, no dia 15 de dezembro de *******, que por telefone, informou que o veículo estava na garantia e que se precisasse gastar dez mil reais para resolver o problema, para ele não teria problemas, pois o veículo estava na garantia.

Ocorre que, em data de 20 de dezembro de *******, a consumidora levou o veículo na loja Elite e foi constrangida com a ignorância com que o Sr. Henrique a tratou, dizendo que só regularia a marcha do veículo e que os demais itens eram de manutenção e que portanto, estavam fora da garantia, solicitando que esta buscasse a justiça para garantir seus direitos, pois ali só faria aquilo que o seu mecânico lhe dissesse que era necessário fazer, de modo acintoso, desrespeitoso com o consumidora, que por sua vez pegou o veículo e retirou-se da loja para buscar seus direitos, os quais pretende ver garantidos.

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