Venda enganosa de veículo com vício oculto e recusa de garantia

Não respondida
Curitiba - PR
26/12/2025 às 22:16
ID: 235936459
Relato detalhado do que ocorreu
No dia 24/11, fui induzido a comparecer à loja Ellas Car após o vendedor informar por telefone que minha ficha estava aprovada com entrada de R$ 2.000,00 para um veículo Sandero, deixando claro que só iria se fosse algo certo. Ao chegar à loja, após test drive, fui informado que o veículo já havia sido vendido, caracterizando falha na oferta.
Em seguida, foi oferecido um Renault Kwid, com informações divergentes sobre valores, garantia e condições. Foi ajustada entrada de R$ 3.000,00, ficando combinado que eu assumiria apenas detalhes de suspensão, e que a loja regularizaria antes da entrega:
luz do airbag acesa,
ausência de líquido de arrefecimento,
ar-condicionado sem funcionamento.
Após a retirada do veículo, o carro apresentou superaquecimento, ficando sem líquido de arrefecimento. Levei o veículo de guincho à loja, sendo informado que o problema era o radiador, que teria sido reparado. No dia seguinte, o problema voltou a ocorrer, ocasionando estouro de mangueiras e vazamento na bomba dágua, indicando serviço mal executado e possível ar no sistema.
Avisei imediatamente o vendedor por WhatsApp (tenho provas), porém não obtive solução, sendo obrigado a arcar com o reparo por conta própria, pagando peças e mão de obra para poder trabalhar, pois dependo do veículo como motorista de aplicativo.
Inicialmente a loja negou ressarcimento; depois afirmou que ressarciria; e por fim se recusou a pagar a mão de obra, oferecendo apenas as peças, o que é abusivo, pois peças não se substituem sem serviço técnico.
A loja passou a alegar que o veículo foi vendido como repasse sem garantia, porém essa informação só foi mencionada após a venda, quando questionei uma suposta garantia de 1 ano, que na verdade estava embutida no financiamento e paga por mim, não concedida pela loja.
O veículo apresenta vícios ocultos e falhas de segurança, entre eles:
freio com defeito,
luz do airbag acesa,
sistema de arrefecimento defeituoso,
vazamento de óleo,
ar-condicionado sem funcionar,
peças faltantes (bagageiro do porta-malas),
veículo já batido (sinistro não informado).
Além disso, solicitei por 3 vezes minha via do contrato, pedido feito por WhatsApp, e a loja não forneceu, informando apenas no dia 18/12 que estaria à disposição na loja, exigindo novo deslocamento, o que considero abusivo.
Por fim, o vendedor informou que poderia contratar seguro mais barato e, em caso de sinistro, bastaria não informar que o veículo era usado para aplicativo, o que posteriormente constatei ser informação [Editado pelo Reclame Aqui], podendo gerar negativa de indenização e caracterizando publicidade enganosa.