Ex-funcionária exposta e abandonada pela empresa após crise com clientes de imóveis pós-leilão

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

05/09/2025 às 18:09

ID: 226224431

Trabalhei na empresa Envi inicialmente na área de pós-venda, com o objetivo de auxiliar os clientes após a compra dos imóveis. Desde o início, percebi um número elevado de reclamações, o que me chamou atenção. Ainda assim, tentei manter a postura profissional, acreditando que, como em qualquer empresa, situações poderiam ser resolvidas.

Com o tempo, a equipe começou a ser reduzida e, mesmo preocupada, continuei cumprindo minhas obrigações de forma séria e responsável. Sempre repassava as reclamações dos clientes aos donos e fazia o possível para ajudar, ainda que as respostas que eu recebia deles fossem evasivas. Segundo eles, esse volume de insatisfação era normal no segmento de imóveis pós-leilão.

Por conta da minha atuação, meu nome acabou aparecendo em algumas reclamações aqui na plataforma, pois eu era o principal canal entre os clientes e a empresa. Mas deixo claro: sempre agi com honestidade, empatia e buscando ajudar da melhor forma possível, mesmo sem autonomia de decisão.

Após dois meses, fui promovida a um cargo com salário maior, o que, a princípio, me deixou feliz. No entanto, foi nesse momento que a situação se agravou. A empresa começou a vender mais, os donos sumiram, e colocaram um advogado que logo percebeu o cenário e saiu. Passamos a ser apenas alguns funcionários CLT tentando conter uma crise com dezenas de clientes insatisfeitos alguns bastante agressivos, inclusive com ameaças sérias.

Mesmo diante desse caos, continuei tentando resolver as demandas com educação e respeito. Recebia ofensas, ataques pessoais, e mesmo assim tentava manter a postura. Cheguei a pedir explicações aos donos, que afirmavam que estava tudo dentro da normalidade. Mas claramente não estava.

Por estar registrada como CLT, não podia simplesmente sair e abrir mão dos meus direitos. Tinha aluguel e contas a pagar, então continuei. Em setembro, a situação saiu completamente do controle: clientes começaram a me atacar nas redes sociais, criaram perfis falsos me chamando de [Editado pelo Reclame Aqui], enviaram mensagens à minha família e amigos, e isso gerou uma crise de pânico muito forte.

Procurei apoio jurídico e, na semana seguinte, fui surpreendida com a chegada da polícia ao escritório. Fiquei 12 horas na delegacia, meu celular foi apreendido, e nenhum dos donos apareceu ou atendeu minhas ligações.

Nesse momento, quem falou comigo foi a Sandra e a Thais, a pedido da Tatiane.
A Sandra foi extremamente agressiva e me disse, com todas as palavras:

Se a justiça do nosso país fosse certa, a Deolane não estaria sendo solta da [Editado pelo Reclame Aqui].

Ela também afirmou que eu só conseguiria recuperar meu celular porque eles estavam pagando policiais dentro para que os materiais de trabalho fossem entregues a eles insinuando claramente que havia pagamentos envolvidos para que o restante da equipe conseguisse continuar trabalhando normalmente, com seus equipamentos de volta.

Enquanto isso, a Tatiane, que era diretamente responsável, não apareceu em nenhum momento, nem me deu suporte, nem mesmo para esclarecer minha situação. Fui completamente abandonada, mesmo estando em contrato CLT e com a empresa ainda em funcionamento.

Depois disso, pedi formalmente que me demitissem, já que não podia pedir demissão sem perder todos os meus direitos. Tatiane me dispensou, mas como esperado, nunca me pagaram o que era devido, nem me enviaram documentos para assinar a rescisão.

Até hoje, continuo sendo atacada por clientes, mesmo não fazendo mais parte da empresa. Fiquei 9 meses sem conseguir sair de casa direito, mudei de cidade para tentar recomeçar e ainda vivo com medo e sem paz.

Estou registrando isso aqui porque todas as medidas legais já foram tomadas. Aguardo audiência com os responsáveis (Tatiane e Adriano) e espero que a justiça seja feita.

Se algum cliente estiver lendo este relato, peço, com todo respeito: tenham empatia. Não fui eu quem cometeu erros com vocês. Apenas trabalhei na linha de frente tentando ajudar, sem ter nenhuma decisão nas mãos.
Hoje, sigo tentando reconstruir minha vida, após ter sido completamente exposta, prejudicada e deixada de lado por quem deveria me proteger como empregada contratada.

Compartilhe