Engasgamento Grave de Criança com Brinquedo "Cabeçudinhos" do Influenciador Enaldinho e Falta de Suporte da Empresa

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Duque de Caxias - RJ

02/05/2026 às 02:28

ID: 247502807

No dia ***** às 19h30, meu filho *****, de 4 anos, sofreu um episódio grave de engasgamento ao brincar com o produto Cabeçudinhos, vinculado ao influenciador Enaldinho.

Durante o uso, ele engasgou e teve uma peça metálica do brinquedo presa na garganta, permanecendo por instantes antes de ser engolida, caracterizando um quadro real de asfixia com risco concreto de [Editado pelo Reclame Aqui].

Diante do desespero, fomos imediatamente para a *****, onde recebeu atendimento emergencial e, devido à gravidade, foi encaminhado para um hospital de maior complexidade, encontrando-se internado e aguardando a realização de endoscopia para avaliação e possível retirada do objeto.

Além do risco mecânico (engasgamento e ingestão), fomos surpreendidos com informações encontradas na internet indicando que a peça interna pode conter material metálico potencialmente tóxico, como chumbo, o que eleva ainda mais o nível de risco à saúde da criança.

O produto apresenta falha grave de segurança, pois:

* Permite acesso fácil a uma peça pequena e perigosa;
* Não possui proteção eficaz contra abertura ou liberação do componente interno;
* Não traz alerta claro e ostensivo sobre risco de ingestão e asfixia;
* Expõe diretamente crianças a risco incompatível com sua finalidade.

Trata-se de um produto destinado ao público infantil que, na prática, se mostra potencialmente lesivo, em desacordo com as normas de segurança do Inmetro e com o dever de segurança previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Ressalto ainda que, diante da gravidade do ocorrido e da necessidade urgente de informações sobre a composição da peça ingerida, foram realizadas diversas tentativas de contato direto com o SAC da empresa, incluindo telefone, e-mail e redes sociais (Instagram e TikTok).

No entanto, todos os canais se mostraram ineficazes, com ligações direcionadas a locais sem relação com o atendimento, ausência de retorno por e-mail e total falta de suporte nas redes sociais.

Essa omissão é ainda mais grave considerando que se trata de uma emergência médica envolvendo uma criança internada, onde informações sobre o material do produto são essenciais para a conduta médica adequada.

A ausência de qualquer resposta demonstra descaso absoluto com a segurança do consumidor, violando não apenas o dever de informação, mas também o dever de assistência em situação crítica, o que agrava significativamente a responsabilidade da empresa.

EXIJO com urgência:

1. Posicionamento imediato da empresa responsável;
2. Esclarecimento técnico sobre a composição da peça (inclusive quanto à presença de metais tóxicos);
3. Adoção urgente de medidas de segurança, incluindo possível recall;
4. Responsabilização pelos danos causados e suporte integral à criança.

Ressalto que não se trata de um simples defeito, mas de uma situação que colocou a vida de uma criança em risco real e imediato, gerando desespero, internação hospitalar e necessidade de procedimento invasivo.

Caso não haja resposta imediata, tomarei as medidas cabíveis junto ao Procon e demais órgãos competentes, além de ingressar com ação judicial para reparação integral dos danos.

A omissão da empresa em fornecer informações básicas em um contexto de emergência médica evidencia negligência grave e reforça a necessidade de responsabilização exemplar.

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