Corte de energia e remoção de padrão na véspera de feriado, impedindo transferência de titularidade e resolução de débito.

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Goiânia - GO
04/06/2026 às 11:26
ID: 250518945
Quero deixar minha indignação com a forma como a Equatorial trata os prazos para religação e ativação de unidades consumidoras.
Energia elétrica não deveria ser tratada como um serviço comum. É um serviço essencial para qualquer residência. Hoje dependemos de energia para conservar alimentos, utilizar eletrodomésticos, trabalhar, estudar, carregar celulares, ter acesso à internet e até mesmo garantir condições mínimas de conforto e segurança dentro de casa.
No meu caso, a situação foi ainda mais revoltante. Comprei um apartamento e enfrento dificuldades para transferir a titularidade devido a um débito antigo que não foi contraído por mim. Mesmo assim, a unidade estava em uso e com consumo ativo. Na véspera de um feriado, houve o desligamento da energia e a remoção do padrão, sem qualquer aviso prévio que me permitisse buscar uma solução antecipadamente.
O mais absurdo é que, após o desligamento, não existe um suporte eficiente para resolver o problema com rapidez. Os prazos para vistoria, instalação e religação são tratados como se as pessoas pudessem simplesmente ficar dias sem energia dentro de casa. Quem cria esses prazos parece ignorar completamente a realidade de quem depende do serviço.
É inadmissível que uma concessionária responsável por um serviço essencial não tenha mecanismos de atendimento emergencial mais eficientes para situações como essa. O consumidor acaba ficando refém de processos burocráticos, enquanto continua sem acesso a algo básico e indispensável para a vida moderna.
A sensação é de total falta de respeito com o cidadão. Quando a empresa precisa desligar, tudo acontece rapidamente. Mas quando o consumidor precisa de uma solução, surgem prazos, burocracias e falta de alternativas. Um serviço essencial deveria ter como prioridade minimizar o tempo que uma família permanece sem energia, e não simplesmente cumprir procedimentos administrativos.
E eu já sei qual vai ser a resposta padrão:
"A energia foi desligada por solicitação do antigo titular da unidade consumidora."
Ninguém está discutindo o direito do antigo proprietário de solicitar o desligamento. O problema é a completa falta de humanidade no tratamento da situação.
Vocês sabiam que a unidade estava em uso. Sabiam que havia consumo ativo. Sabiam que existiam pessoas morando no imóvel e dependendo daquele serviço essencial. Ainda assim, optaram por realizar o desligamento na véspera de um feriado, deixando o consumidor sem qualquer possibilidade prática de resolver o problema imediatamente.
Energia elétrica não é um luxo. Não é um serviço supérfluo. É algo essencial para a vida dentro de uma residência.
O que revolta não é o desligamento em si. O que revolta é a burocracia excessiva, a falta de sensibilidade e a ausência de mecanismos para resolver rapidamente uma situação que afeta diretamente a vida das pessoas.
Quando a concessionária precisa desligar, tudo acontece com rapidez. Mas quando o consumidor fica sem energia, surgem prazos, protocolos e dias de espera.
É difícil não enxergar isso como uma postura desumana. Afinal, quem toma essa decisão sabe que não está apenas desligando um medidor. Está deixando uma família sem um serviço essencial, mesmo tendo conhecimento de que o imóvel está ocupado e em pleno uso.
O mínimo esperado de uma empresa responsável por um serviço essencial é agir com responsabilidade, bom senso e respeito ao consumidor. Infelizmente, essa não foi a experiência que tive.
Protocolo: *****