Decepção profunda com a Creche Era Uma Vez Insensibilidade e cláusulas abusivas

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
13/02/2025 às 21:02
ID: 209893677
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesEscrevo esta reclamação com profunda tristeza e indignação. Nunca imaginei que a Creche Era Uma Vez, instituição na qual depositei minha confiança e defendi por mais de quatro anos, pudesse agir de forma tão insensível e desumana com minha família.
Sou pai de três filhos, dois deles matriculados há quatro anos na creche (Eduardo e Guilherme) e um terceiro bebê, Benício, que tentamos inserir na instituição em *******. Sempre fui um pai presente, parceiro da escola, defensor ativo da metodologia e, acima de tudo, um adimplente rigoroso 50 meses sem atrasar um único pagamento.
Fiz panfletagem para a creche com uma funcionária da escola para ajudar na captação de novos alunos, compareci a reuniões para tranquilizar outros pais sobre a metodologia da escola e gravei um depoimento espontâneo para as redes sociais da creche, exaltando tudo o que acreditava ser correto na instituição.
O Que Aconteceu?
Nosso filho caçula, Benício, nasceu em julho de *******. Em fevereiro de *******, iniciamos sua adaptação na creche, com a possibilidade de avaliar sua inserção no ambiente escolar. Foram apenas três dias, totalizando menos de quatro horas de presença.
Após muita reflexão, decidimos adiar sua entrada para julho, pois percebemos que ele ainda não estava preparado. Comunicamos oficialmente a creche sobre nossa decisão e solicitamos a devolução das mensalidades de janeiro e fevereiro, já que o bebê não usufruiu do serviço efetivamente.
A resposta da escola foi um verdadeiro choque: negativa total do pedido. Alegaram que uma cláusula contratual impede reembolso após o início das aulas e que seria necessária uma comunicação com 30 dias de antecedência para evitar a cobrança.
Ou seja: foram inflexíveis, ignoraram nossa história como pais comprometidos e sequer ofereceram qualquer alternativa para resolver a questão de forma justa.
Por que essa posição é inaceitável?
A cobrança de dois meses de mensalidade por menos de quatro horas de adaptação é desproporcional e injusta.
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege os consumidores contra cláusulas abusivas (art. 51, IV) e contra enriquecimento ilícito (art. 39, V).
O Código Civil (art. *******) determina que ninguém pode enriquecer sem justa causa.
A exigência de aviso prévio de 30 dias para um bebê de um ano e meio em adaptação não tem justificativa lógica e fere o princípio da boa-fé contratual (art. ******* do Código Civil).
A recusa da creche desconsidera completamente o fato de que estamos falando de um bebê em período de adaptação. Isso é uma decisão fria, arbitrária e desumana.
Além disso, o tratamento que recebemos foi lamentável:
Ignoraram nosso ******* de reconsideração.
Tentaram se esquivar de responder formalmente, encerrando a conversa com "não há mais o que dizer".
Enviaram mensagens evasivas e infantis, se recusando a tratar o caso com a seriedade que ele exige.
E, o mais grave, tentaram inverter a situação, se colocando como vítimas, quando na verdade quem está sendo [Editado pelo Reclame Aqui] somos nós.
Qual o impacto dessa decisão absurda?
O mais grave é que essa posição da creche praticamente me obriga a retirar meus outros dois filhos da escola. Como continuar confiando numa instituição que nos trata assim depois de quatro anos de parceria? Isso será extremamente prejudicial para meus filhos, que terão que se afastar dos amigos e professores por conta da intransigência da escola.
Ainda assim, fizemos uma última tentativa de diálogo, enviando um e-mail emocionado, relatando todo o histórico de confiança que construímos ao longo dos anos. A resposta foi um silêncio ensurdecedor.
O Que Eu Espero da Creche Era Uma Vez?
Que reconheça a injustiça dessa decisão e faça o reembolso ou, no mínimo, converta o valor em crédito para quando Benício iniciar de fato sua jornada escolar.
Que tenha um mínimo de humanidade e respeito pelas famílias que confiam na instituição.
Que não trate um caso tão sensível como uma simples questão burocrática.
Se a escola mantiver essa postura desumana e insensível, levarei essa questão para outras instâncias, como Procon e Juizado Especial Cível, para buscar a reparação de um direito que me foi negado injustamente.
Que essa reclamação sirva de alerta para outros pais que estão pensando em confiar a educação de seus filhos a essa instituição.
Decepção imensa.
Raphael Ferreira Lacerda.