Escola Cristã: Falta de preparo pedagógico, omissão diante de bullying e violência física e psicológica contra aluno autista.

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Porto Seguro - BA
31/05/2026 às 14:50
ID: 250168153
Eu, *****, venho por meio deste canal registrar uma grave denúncia contra a instituição de ensino Escola Cristã em Boa Viagem -PE , devido à total falta de preparo pedagógico, omissão diante de bullying e violência física e psicológica praticada contra o meu filho de 12 anos, que é autista.
No dia ***** , meu filho saiu de casa em perfeito estado de bem-estar físico e mental para frequentar as aulas. Contudo, durante o período escolar, ele sofreu uma grave crise de desregulação emocional e comportamental provocada por atos reiterados de bullying e agressão por parte de uma colega de classe chamada Lorena.
Segundo o relato do meu filho no dia seguinte, quando já estava calmo em casa, a referida aluna o provocou de forma agressiva, insinuando que iria bater nele, e chegou a agredi-lo fisicamente, batendo nele com uma garrafa de água. Essa aluna já vinha praticando provocações e criando situações hostis em dias anteriores, sem que a escola tomasse qualquer providência. Diante da agressão física e verbal reiterada, meu filho desregulou-se emocionalmente e reagiu.
Neste momento, o professor de matemática, Sr. *****, interveio puxando meu filho pelo braço com força. Para tentar se soltar e se defender da dor física, meu filho reagiu de forma instintiva e involuntária uma reação tí[Editado pelo Reclame Aqui] de seu quadro de autismo em momentos de crise severa , desferindo uma mordida no professor e fazendo um movimento brusco com o braço que atingiu a região genital do docente.
Em seguida, a coordenadora ***** e outras pessoas puxaram meu filho para fora da sala à força. Ele tentou se agarrar em uma estrutura de ferro para se defender, mas continuaram a puxá-lo de forma coercitiva. A coordenadora chamou o porteiro ***** e levaram meu filho para outra sala. A escola entrou em contato com o meu marido e, logo em seguida, a coordenação me ligou solicitando que eu comparecesse urgentemente para buscá-lo.
Ao chegar à sala da coordenação, presenciei uma cena de extrema violência e total despreparo: meu filho estava caído no chão, em prantos, completamente transtornado e em crise, sendo contido fisicamente por três homens adultos. O professor Filipe José Alves ,segurava o braço esquerdo dele, o porteiro ***** segurava o braço direito, e um terceiro rapaz (que não conheço) segurava as suas pernas. Diante de uma crise autista, a equipe aplicou uma contenção física totalmente desproporcional, violenta e prejudicial para uma criança de 12 anos.
A coordenadora Vanessa limitou-se a relatar apenas as reações do meu filho (alegando que ele a havia mordido) e chamou o professor ***** para dar sua versão. Exigi imediatamente que todos retirassem as mãos do meu filho. Abracei-o e, como ele ainda estava em forte crise e possui severa dificuldade de se expressar verbalmente quando desregulado, ele acabou me mordendo no calor do momento, sendo essa a única reação de defesa que ele esboça.
Levei meu filho para casa totalmente abalado psicologicamente, chorando e se batendo, sendo necessário medicá-lo com urgência. Posteriormente, ao dar banho nele, constatei que ele sofreu lesões corporais decorrentes da contenção física inadequada e violenta feita pelos funcionários da escola. Meu filho apresenta diversos arranhões visíveis pelo pescoço, pelos braços e pelas costas.
Repudio veementemente a conduta da escola, que falhou em proteger meu filho do bullying e da agressão da colega, e optou por usar de força física desproporcional contra uma criança autista em crise, resultando em machucados físicos e um trauma psicológico profundo!!!