Falta de estrutura pedagógica e sensibilidade da coordenação com aluno especial

Não respondida
Cotia - SP
30/01/2019 às 15:59
ID: 42423241
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Ver todas ReclamaçõesO meu relato é referente a postura negligente do CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CURUMIM LTDA, escola privada sediada em Vila Quita una (Osasco/SP), em relação ao meu filho, aluno regularmente matriculado nessa instituição.
Entre outras questões, nos deparamos com a falta de estrutura pedagógica e sensibilidade da coordenação e direção da escola para lidar com um aluno especial. Note, uma instituição de ensino que propõe inclusão e, na prática, se mostrou passiva ao lidar com inúmeras situações que exigiu um cuidado maior.
Como pai entendo que a escola é um espaço destinado ao desenvolvimento e a aprendizado. Dessa forma, a resolução abaixo destaca, de forma clara, que a sensibilidade e o cuidado são premissas básicas e que precisam ser evolutivas e não retroativas.
Resolução CNE/CEB n 05/09 artigo 7:
- Oferecer condições e recursos para que as crianças usufruam seus direitos civis, humanos e sociais;
- Assumir a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias;
- Possibilitar tanto a convivência entre crianças e entre adultos e crianças quanto à ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas;
- Promover a igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de diferentes classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de vivência da infância;
- Construir novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa.
Decidi utilizar este canal público (Reclame Aqui, Ouvidoria da secretária da educação e Redes Sociais) porque não houve nenhuma manifestação oficial do CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CURUMIM LTDA ao ser questionada com as questões abaixo descritas; mesmo após algumas tentativas, sem sucesso.
O ano letivo do meu filho não foi satisfatório dentro da ótico exposta acima e faltou sensibilidade da coordenadora CINTIA PIMENTAL e da diretora SANDRA CARVALHO para lidar com o assunto.
Decidi matricular o meu filho por uma razão simples, era uma escola relativamente pequena e teoricamente teríamos uma relação muito próxima com os profissionais pedagógicos.
Inicialmente estava dentro da nossa expectativa, mas nos três primeiros meses (Fevereiro/Março/Abril/*******) tivemos um sentimento de que estava faltando algo, talvez um simples retorno da coordenadora CINTIA PIMENTAL ou do próprio professor falando como estava indo a experiência do meu filho nesta primeira fase, mas infelizmente não houve.
Mantive a expectativa inicial e segui com a ideia de construir uma relação de parceria, minha primeira iniciativa foi oferecer do meu bolso um treinamento de alfabetização numérica e escrita na Síndrome de Down, a proposta era capacitar uma professora que posteriormente pudesse multiplicar o conteúdo para os demais profissionais. A coordenadora CINTIA PIMENTAL recebeu muito bem a iniciativa, tanto que decidimos em conjunto a professora que faria o treinamento e em Maio/******* o treinamento ocorreu.
Depois desta iniciativa, houve um pequeno avanço e na reunião dos pais tivemos um retorno superficial e vago, mas deu para ter uma ideia da evolução do meu filho. Apesar de ser um retorno tardio, 4 meses após o início das aulas, respeitei o tempo da escola porque entendia precisava de um período de adaptação e que a minha estratégia era construir uma relação de parceria.
Tomei uma nova decisão e complementei a experiência dos profissionais do CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CURUMIM LTDA e do meu filho com a ida de uma FONOAUDIÓLOGA na escola, o objetivo era criar uma sinergia entre os profissionais terapêuticos e os pedagógicos. Neste ponto comecei a perceber que a escola não estava muito engajada e mesmo com a pequena evolução continuava dentro de um contexto pedagógico comum, sem estudar a necessidade de uma possível adaptação curricular. A FONOAUDIÓLOGA na ocasião alertou sobre o impacto desta necessidade e destacou como era a evolução do meu filho dentro da terapia, mas infelizmente não houve uma manifestação de escola e principalmente de seus líderes. O que mais me incomodava era a distância que a coordenadora CÍNTIA PIMENTAL demonstrava estar do processo, tanto que até a oportunidade não havia ocorrido nenhum retorno/feedback estruturado dela, era tudo vago e superficial, raras vezes através de mensagens de WhatsApp.
Mantive minha expectativa, mas mudei a estratégia, queria escalar o tema e trazer a diretora SANDRA CARVALHO para o contexto, até porque estava totalmente fora, pelo menos na minha percepção. Decidi convocar uma reunião com a coordenadora CÍNTIA PIMENTEL e a diretora SANDRA CARVALHO e propor uma OFICINA DE ATIVIDADE ESCOLARES PARA ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN, para isto busquei uma consultoria de inclusão escolar e a ideia era custear parte do valor. Na tentativa de agendar a reunião fiquei mais de um mês aguardando a data, confesso que pensei em atrasar a parcela para antecipar e agilizar a reunião, mas não fiz! A reunião foi agendada depois de algumas cobranças por e-mails, na oportunidade apresentei a proposta e reforcei a importância de um conteúdo adaptado e estruturado, foi a primeira vez que falei do PEI (Plano educacional individualizado) e que para minha surpresa a coordenadora CÍNTIA PIMENTAL e a diretora SANDRA CARVALHO demonstraram desconhecimento no assunto e ficaram de retornar, novamente não houve retorno e até o momento estou aguardando. Com o resultado negativo da reunião insisti na possibilidade de construir uma parceria e desenvolvi uma cartilha com todas as características da SÍNDROME DE DOWN e do meu filho, a ideia era reforçar está condição dentro da escola, mas continuava com o sentimento que a escola não estava engajada e o conteúdo pedagógico continuava dentro do padrão da escola.
Na última tentativa de aproximação da escola, em setembro/*******, solicitei para a professora o envio do PLANO DE AULA, o objetivo era construir um conteúdo pedagógico integrado entre ESCOLA, FONOAUDIÓLOGA e TERAPEUTA OCUPACIONAL, ou seja, o meu filho veria o mesmo conteúdo (Ex. Folclore) em todas as especialidades. Mas foi uma tentativa frustrada, o PLANO DE AULA era enviado atrasado, na maioria das vezes com datas passadas, impossibilitando a construção de um conteúdo integrado.
Depois de muitas frustrações e nenhuma evolução das propostas, decidi desistir, estávamos em Outubro/******* e não tinha muito que fazer porque o ano letivo estava próximo do fim e decidi seguir no ritmo da escola.
Mas a formatura de conclusão precisava selar o resultado do ano e aconteceu o que menos esperava, a escola mostrou total despreparo na organização do evento e na forma que cuidou dos alunos, especificamente a turma do maternal, foi o primeiro grupo a se apresentar no espetáculo, o meu filho entrou com o grupo, os primeiros minutos foram tranquilos, mas as luzes, o público e diversos outros fatores assustaram o meu filho que imediatamente começou a chorar, sua reação foi ir para frente do palco e quase cair, sem apoio retornou e continuou chorando com nariz escorrendo a ponto de ficar em uma situação constrangedora, situação que se estendeu por aproximadamente 3 minutos, até a música acabar. Não houve apoio em nenhum momento, meu sentimento na plateia era de impotência, porque não podia fazer nada, fiquei sem reação. Depois do episódio tentei de várias formas retirar o meu filho da coxia, mas somente consegui após 1 hora.
Fiquei aflito e sem resposta no dia do ocorrido e nos demais dias, somente tive contato com a escola após 3 dias, para minha surpresa a diretora SANDRA CARVALHO desconhecia o ocorrido e me senti totalmente desrespeitado até porque mandamos diversas mensagens de WhatsApp e não houve nenhum retorno. O meu sentimento que escola se isentou, omitiu os fatos e não tratou com a devida atenção, a surpresa foi maior quando a diretora SANDRA CARVALHO se comprometeu a entender o suposto fato desconhecido e retornar o mais breve possível e novamente não se manifestou.
A situação se complicou quando os familiares e amigos começaram a se manifestar nas redes sociais, ******* sobre o ocorrido e a atitude surpreendente da diretora SANDRA CARVALHO foi apagar as postagens e bloquear as pessoas.
Uma pessoa ligada a escola e que participou da organização do espetáculo me procurou na rede social para lamentar o ocorrido e para esclarecer que não era responsável pelo grupo durante o espetáculo e que mesmo com ocorrido não pode fazer nada. E mesmo com a manifestação desta pessoa, a coordenadora CÍNTIA PIMENTAL e a diretora SANDRA CARVALHO continuaram sem se manifestarem, tornando a situação mais desagradável e insustentável.
Minha decisão de expor este assunto é para mostrar o quanto o CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL CURUMIM LTDA negligenciou; a postura em lidar com assunto, evidenciou a experiência que tive no decorrer do ano. A diretora SANDRA CARVALHO se esquivou de tudo que podia, manipulou informações, omitiu evidências e tratou tudo como se nada tivesse acontecido, tanto que gerou um efeito não esperado nas redes sociais, amigos e familiares ficaram indignados, manifestaram suas opiniões e imediatamente eram bloqueados.
Este relato é uma alerta para os pais e principalmente para as instituições de ensino, a inclusão escolar é uma parte do processo de inclusão social e o conjunto de políticas e práticas proporcionam o desenvolvimento, negligenciar é um desrespeito e eu como pai preciso lutar para que outras crianças não passam pela mesma situação. Seguirei com o assunto nos órgãos competentes (Secretária da Educação, entidade de defesa ao consumidor, etc.) está instituição não pode ser impune e não posso aceitar isso.
Rafael Anselmo