Paciente na UTI

Não resolvido
Joinville - SC
07/09/2025 às 23:12
ID: 226329571
Meu pai ficou internado nesta clínica de forma involuntária por 18 dias. Durante esse tempo, a família foi impedida de realizar qualquer visita ou contato.
Estava há 4 dias sem receber notícias dele e, mesmo questionando insistentemente no grupo da clínica, não obtive retorno. Até que me ligaram dizendo que meu pai havia sido encaminhado para a UPA com batimentos a 140, mas que não havia motivo para preocupação, pois estava lúcido e acordado.
Não acreditei nessa versão, me desloquei até lá, ao chegar, encontrei meu pai desacordado em uma UTI móvel para ser transferido a um hospital. Hoje já se passaram 13 dias: ele está entubado, sem falar, mal abre os olhos e com as pernas todas machucadas, cheias de feridas e sangramento.
Em nenhum momento a clínica entrou em contato para saber sobre seu estado de saúde. Além disso, todos os seus pertences continuam lá. Se a clínica não tem profissionais para lidar com crises psicóticas, o mínimo seria ter nos comunicado e providenciado a transferência para outro local, em vez de deixá-lo chegar a pessa situação.
Vocês adoeceram uma família inteira.
Que clínica é essa que trata pacientes e famílias com tanto descaso? Quando entrei no grupo de apoio sexta as 10:30 fui rapidamente removida, pois vc tem MEDO que outros familiares saibam o que vocês fizeram com meu pai!
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Resposta da empresa
08/09/2025 às 08:25
Prezada,
Esclarecemos que o Sr. Rogério encontrava-se em internação involuntária, devidamente comunicada ao Ministério Público, considerando a gravidade do seu quadro clínico. Ressaltamos que já havia histórico de tentativa prévia de tratamento em outra instituição, da qual o paciente se afastou sem alta médica, o que trouxe consequências negativas tanto à própria saúde quanto a terceiros. Esse contexto reforçou a necessidade da medida de proteção adotada nesta internação.
Durante todo o período em nossa unidade, foram mantidos contatos diários com os responsáveis legais, com a emissão de boletins clínicos regulares e a realização de reuniões formais devidamente registradas e gravadas. Nesses encontros, esclarecemos de forma transparente que pacientes em crise psicótica grave podem evoluir com complicações clínicas importantes, como síndrome neuroléptica maligna e alterações cardiovasculares, entre outras, informações estas contidas no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado no ato da admissão.
Após a intercorrência clínica, o paciente foi encaminhado de imediato à unidade de referência, atendido por médico da UPA e, posteriormente, regulado para hospital externo. Nesse processo, nossa equipe transmitiu todas as informações pertinentes ao serviço receptor.
Cabe ainda esclarecer que o responsável legal do paciente optou por manter a comunicação exclusivamente por meio de seu advogado. Nesse canal formal, foram prestados todos os esclarecimentos solicitados, bem como fornecidas as orientações necessárias sobre a retirada dos pertences pessoais do paciente.
É fundamental destacar que, em observância à LGPD e às normas do Conselho Federal de Medicina, informações clínicas não podem ser compartilhadas com terceiros não responsáveis legais, razão pela qual a Sra. Lara não recebia informações diretas sobre a evolução clínica do paciente.
Por fim, reiteramos que complicações clínicas em internações psiquiátricas não decorrem de falta de preparo da equipe, mas sim de riscos inerentes a quadros graves e complexos. O sofrimento familiar, legítimo e compreensível, muitas vezes se soma às dificuldades relacionais já existentes, ampliando a percepção de descaso.
Reafirmamos nosso compromisso com a ética, a transparência e o cuidado especializado em saúde mental e desejamos sinceramente a melhora do quadro do Sr. Rogério.
Atenciosamente,
Direção Clínica e Administrativa
Hospital Estância Gradiva
Réplica do consumidor
08/09/2025 às 09:35
Meu pai deixou qual tratamento? O que ele abandonou? Como é possível uma afirmativa dessa, em vista que é a primeira internação dele psiquiátrica de forma involuntária na clínica de vocês. Qual boletim regular era enviado? O que ficavamos implorando e vocês de quinta a domingo não retornaram? Que tantas videos chamadas foram essa? Que eu saiba foi realizado 2 videos chamadas em 18 dias, na qual, inclusive ele iria participar de uma e vocês cancelaram em cima da hora a presença dele. Reforço mais uma vez, meu pai foi largado na UPA da Penha sem qualquer ajuda de vocês. Inclusive como prova vocês ligaram a um monitor que estava de folga para ir até lá já que estavam somente com 1 técnica de enfermagem e uma colaboradora nova na madrugada quando decidiram encaminhar ele para a unidade de saúde. Ele foi transferido para o Dona Helena porque nos chegamos a tempo e os médicos junto com a Fernanda nos ajudaram. Não porque vocês passaram qualquer informação. Pelo ao contrário, vocês só souberam ligar em tom de ameaça que iriam informar o MP que ele saiu da internação. Como se a família quisesse isso. Afinal, vocês nos prometem um tratamento humano e nos entregam um paciente desfalecido.
Consideração final do consumidor
08/09/2025 às 09:38
Normal, vivemos esse descaso há 18 dias com meu pai internado. Era de se esperar que eles jogariam um paciente na UPA e colocariam a culpa em nos que assinamos o termo. Como se a gente entregasse um paciente a eles e se devolvessem desfalecido tudo bem, afinal assinamos um documento e pra eles é isso que importa. Ou seja, eles podem fazer o que bem quiser com seu familiar, porque você assinou um documento, inclusive entregar ele desfalecido.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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