Renault vende elétrico de R$ 200 mil e pode deixar consumidor até + de 6 meses sem carro

Não resolvido
Guanambi - BA
30/01/2026 às 12:13
ID: 239127499
Em resposta à migração desta reclamação para a EUROVIA Veículos de Salvador, é indispensável esclarecer pontos que não podem ser relativizados nem fragmentados.
A EUROVIA é uma concessionária autorizada Renault e, ao que tudo indica, a única no Estado da Bahia habilitada a realizar revisões do Renault Megane E-Tech (elétrico). Portanto, integra a rede oficial da montadora e possui responsabilidade solidária pelos problemas aqui relatados. Ressalto ainda que todas as peças e acessórios são fornecidos exclusivamente pela Renault, não sendo aceitável a transferência do ônus ao consumidor.
O problema atual não isenta nem substitui os diversos outros já apresentados desde a compra do veículo, entre eles:
A inexistência de concessionárias habilitadas no interior da Bahia(mesmo tendo mais de 3 na minha região) para realizar revisões do Megane E-Tech, obrigando o consumidor a percorrer cerca de 700 km até Salvador para serviços básicos;
A recusa expressa das próprias autorizadas Renault em prestar o serviço de funilaria após o sinistro.
Após um sinistro de pequeno, envolvendo apenas para-choque dianteiro e pisca, a própria EUROVIA Renault Salvador recusou-se a realizar o reparo, assim como a Rodaleve Renault de Vitória da Conquista/BA. Ou seja, as autorizadas não assumem o serviço, empurrando o problema para oficinas terceirizadas que, por sua vez, não encontram peças ou recebem prazos superiores a 4 meses.
O resultado é um cenário caótico e inaceitável: um veículo oficialmente vendido no Brasil por quase R$ 200.000,00, parado há meses, com previsão total que pode chegar a quase um ano (sinistro 01/09/2025) sem uso, em razão exclusiva da incapacidade da rede Renault em fornecer peças e organizar seu pós-venda.
Agravando ainda mais a situação, o SAC da própria Renault informou que, em caso de sinistro, a montadora NÃO disponibiliza carro reserva. Diante disso, questiona-se: se as peças demoram 6 meses, 1 ano ou mais, como fica o consumidor? Simplesmente privado do bem, arcando sozinho com prejuízos materiais, profissionais e pessoais.
Na prática, a Renault comercializa um veículo que funciona como uma bomba-relógio: enquanto não há sinistro, o carro existe; no momento em que ocorre um evento mínimo, ele se torna potencialmente irreparável por tempo indeterminado, sem qualquer medida compensatória.
Essa condição jamais foi informada no ato da venda e deveria constar expressamente no contrato, alertando que não há garantia de reparabilidade em prazo razoável nem carro reserva em caso de sinistro. A omissão dessa informação configura grave violação ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente quanto ao dever de informação, boa-fé objetiva e equilíbrio contratual.
Diante de todo o exposto, exijo que a RENAULT, apresente uma solução efetiva e imediata, não apenas justificativas formais, tais como:
Disponibilização de carro reserva enquanto o veículo aguarda reparo; ou
Compra do veículo avariado pelo valor da Tabela FIPE, com posterior reparo pela seguradora; ou
Outra proposta concreta e equivalente, capaz de minimizar os prejuízos e restabelecer o equilíbrio da relação de consumo.
Não é aceitável que o consumidor permaneça indefinidamente sem veículo, sem assistência e sem qualquer medida compensatória, enquanto montadora e concessionárias se eximem de responsabilidade.
Aguardo uma solução objetiva, formal e imediata, e não novas tentativas de diluir responsabilidades.
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Consideração final do consumidor
24/02/2026 às 17:36
Nem Resposta teve
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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