BMW M2 vendida como em perfeito estado, mas com defeitos ocultos e capô danificado

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Belo Horizonte - MG

03/08/2026 às 16:34

ID: 255514989

Resumo:
A Euroville BH vendeu uma BMW M2 afirmando que o veículo estava revisado, em perfeito estado e que as marcas no capô estavam apenas no PPF. Logo após a compra, com menos de 200 km rodados, descobri que o carro não havia sido revisado, que a barra de direção e o apoio vertical precisavam ser substituídos e que as manchas estavam na própria pintura do capô, onde já havia sido tentado um polimento sem sucesso. A correção exigiria repintura, com significativa desvalorização do veículo, mas a concessionária se recusou a desfazer a venda.

Em detalhes:
Em 02/05/2026, fui à Euroville BH para conhecer uma BMW M2 2024 preta anunciada pela concessionária. Ao chegar, fui informado de que o veículo estava na oficina, finalizando uma revisão. Após cerca de uma hora, o carro chegou e fiz uma inspeção visual.

O veículo possuía PPF completo. Apontei diversos defeitos e marcas no PPF, especialmente no capô, e perguntei quem havia feito a instalação. O vendedor e o gerente disseram não saber. Sobre a marca no capô, afirmaram que se tratava apenas de um defeito no PPF e que bastaria substituir o filme.

Perguntei expressamente se o carro estava em perfeito estado e totalmente revisado. O vendedor confirmou que sim e afirmou que eu não teria com o que me preocupar durante um ano, pois tudo já havia sido verificado.

Também constatei que todos os emblemas estavam descascando. Perguntei se seriam cobertos pela garantia, mas disseram não saber. Como o custo parecia relativamente baixo, não considerei isso um impedimento.

Antes do pagamento final, voltei a perguntar se o carro estava completamente revisado e se não seria necessária nenhuma manutenção ou troca de peças no curto prazo, inclusive pastilhas de freio. Novamente, o vendedor garantiu que tudo havia sido verificado e que eu poderia ficar tranquilo. Com base nessas informações, paguei o valor em 12/05.

Em 13/05, fiz a instalação do insulfilme com uma empresa que funciona dentro da própria Euroville BH. O funcionário informou que sua equipe havia instalado o PPF para o antigo proprietário apenas um ou dois meses antes e que o serviço ainda estava na garantia. Essa era justamente uma informação que eu havia solicitado ao vendedor e ao gerente, mas ambos disseram desconhecer.

No momento da retirada do veículo, também em 13/05, o vendedor informou pela primeira vez que o carro, na verdade, não havia sido revisado. Disse que a revisão aconteceria cerca de dois meses depois, sem custo para mim. Mesmo diante dessa contradição, voltou a afirmar que o veículo havia sido totalmente verificado e que nenhuma peça precisaria ser substituída no curto prazo.

Em 18/05, seguindo a orientação da empresa que instalou o PPF (que fica dentro da Euroville BH), levei o carro à unidade do Jardim Canadá. Mostrei as marcas no capô e outros pontos que precisavam de reparo. Informaram que seria necessário deixar o veículo por aproximadamente uma semana para uma revisão completa do PPF. Como a transferência ainda não havia sido concluída para o meu nome, aguardei.

A transferência foi finalizada em 29/05. Em 01/06, levei o carro à oficina da concessionária para verificar os emblemas e outros pontos. Os emblemas seriam substituídos em garantia, mas fui informado de que as palhetas do limpador estavam desgastadas e precisavam ser trocadas imediatamente, por minha conta.

Isso ocorreu poucos dias após a compra, apesar das repetidas garantias de que o veículo havia sido revisado e de que nenhuma peça precisaria ser substituída. Em 03/06, com o carro ainda na oficina e após eu ter rodado aproximadamente 200 km, fui informado de que também seria necessária a substituição da barra de direção e do apoio vertical. A oficina disse que tentaria realizar o reparo em garantia.

Ao procurar o gerente, ele se eximiu de responsabilidade. Alegou que as borrachas dos limpadores são itens de desgaste, não cobertos pela garantia, e afirmou que a concessionária sequer verifica esse componente antes da venda. Sobre a barra de direção, respondeu apenas com um joinha pelo WhatsApp.

Em 30/06, deixei o veículo na empresa responsável pela manutenção do PPF. Em 03/07, recebi a informação de que as marcas não estavam no PPF, mas no próprio capô. A equipe confirmou que havia instalado o filme para o proprietário anterior, que já conhecia as manchas e que inclusive havia tentado corrigi-las por meio de polimento. Segundo eles, a única solução seria lixar e repintar o capô, o que causaria significativa desvalorização do veículo.

Não aceitei essa solução. O PPF foi reinstalado e retirei o carro em 09/07.

Essa informação foi extremamente grave. A própria equipe que trabalha dentro da Euroville BH e que realizou a instalação do PPF já conhecia o problema no capô. Mesmo assim, durante a negociação, vendedor e gerente afirmaram desconhecer quem havia instalado o filme e garantiram que as marcas estavam apenas no PPF.

Em 14/07, fui pessoalmente à Euroville BH, relatei todo o ocorrido e solicitei o desfazimento da venda. O gerente afirmou que nada poderia ser feito. Chegou a sugerir que eu deixasse o veículo consignado na própria concessionária para revenda, permitindo que a empresa lucrasse novamente com um carro vendido nessas condições.

A compra foi baseada em informações que posteriormente se mostraram [Editado pelo Reclame Aqui] ou contraditórias:

1. Disseram que o veículo estava revisado, mas, após o pagamento, admitiram que a revisão não havia sido feita.
2. Garantiram que nenhuma peça precisaria ser trocada no curto prazo, mas, poucos dias depois, surgiram problemas nas palhetas, na barra de direção e no apoio vertical.
3. Afirmaram não saber quem havia instalado o PPF, embora o serviço tivesse sido feito recentemente por uma empresa dentro da própria concessionária.
4. Garantiram que as marcas do capô estavam apenas no PPF, mas a instaladora confirmou que as manchas já existiam na pintura e eram conhecidas antes da venda.

Paguei com recursos próprios a substituição das borrachas do limpador e aceitei aguardar o reparo da barra de direção e do apoio vertical. No entanto, as manchas no capô são inaceitáveis, pois a correção exige lixamento e repintura, com relevante perda de valor do veículo.

Se a concessionária remove o insulfilme dos vidros antes da venda (prática deles em todos os carros semi-novos), também deveria remover o PPF para permitir uma avaliação transparente da pintura. Caso decida mantê-lo, não pode atribuir ao filme um defeito que já existe no próprio capô.

Solicito uma solução efetiva, com o desfazimento da compra ou outra medida que elimine integralmente o prejuízo financeiro causado. Depois dessa experiência, carro usado na Euroville BH, nunca mais.

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Resposta da empresa

10/08/2026 às 15:08

Prezado Sr. Mateus, boa tarde.

A Euroville recepcionou a reclamação feita na plataforma e, como já exposto anteriormente, no que diz respeito à revisão preventiva do veículo, a Euroville esclarece que todas as revisões vencidas foram efetivamente executadas. A revisão pendente refere-se a revisão ainda não vencida, a qual deve ser executada tão somente após o alerta do veículo, conforme regras estabelecidas pelo programa de garantia do veículo, fornecida pela fabricante do veículo, a BMW Premium Selection (BPS).

Já no que diz respeito a alegada mancha no capô do veículo, incialmente a Euroville esclarece que a alegada avaria é de fácil constatação, tendo o Senhor ciência prévia, já que vistoriou o bem.

Ademais, deve ser ressaltado que o Senhor contratou empresa particular para realizar vistoria no veículo que, uma vez aprovado, não so sustentou a decisão de compra do bem, como também foi determinante para concluir a compra.

Neste sentido, em que tese o Senhor afirme que através do laudo cautelar apresentado pela Euroville não foi possível ter certeza do estado da pintura do veículo, fato é que o Senhor contratou empresa particular para vistoriar o veículo antes da compra, não tendo este laudo, assim como o apresentado pela Euroville, constatado nenhuma anormalidade no veículo, estando o bem em perfeito estado de uso, funcionamento, conservação e integralmente apto ao uso.

Além disso, deve ser ressaltado que em nenhum momento a Euroville afirmou que o detalhe no capô estaria sobre película protetora do veículo (PPF), bem como em momento algum o Senhor solicitou que a retirada do PPF para análise após a emissão do laudo cautelar confeccionado por empresa contratada pelo Senhor.

Diante do exposto, é certo que o Senhor adquiriu um veículo usado, tendo a mais plena ciência do estado geral do veículo, razão pela qual a alegada mancha no capô, por ser de fácil constatação e de ciência prévia ciência do Senhor, não é motivo para sustentar a rescisão da compra do veículo.

Por fim, a Euroville reforça que sempre esteve, e permanece, a inteira disposição do Senhor para solucionar todos e qualquer problema do veículo.

À disposição,

Grupo Euroville