Venda de panelas com abordagem insistente, valor alterado e item faltante

Não respondida
Belo Horizonte - MG
13/09/2026 às 08:00
ID: 258912219
Assunto: Venda sem nota fiscal, abordagem insistente, alteração do valor combinado e dificuldade de identificação da vendedora
No dia 12/09/2026, por volta das 11h, fui abordada, juntamente com meu marido, no estacionamento do Supermercado BH, no bairro Camargos, em Belo Horizonte/MG, por uma mulher que se apresentou como Gabriela, dizendo ser de Guarulhos/SP e estar em Belo Horizonte acompanhada do marido, em um carro alugado.
Fomos ao supermercado apenas para comprar um refrigerante e não tínhamos intenção de comprar panelas. Desde o início deixei claro diversas vezes que não tínhamos condições financeiras, que somente meu marido trabalha, que temos dívidas e outras prioridades. Inclusive mostrei a ela a receita dos óculos da minha filha e os orçamentos que estávamos fazendo em óticas.
Mesmo assim, ela foi extremamente insistente. A abordagem começou por volta das 11h e durou mais de uma hora, com sucessivas propostas, reduções de preço e ofertas de brindes.
Ela ofereceu um conjunto de panelas Casa Lar, modelo Diamond, afirmando que o conjunto valeria aproximadamente R$ 5.000,00, que algumas panelas individualmente custariam mais de R$ 500,00 e que as tampas seriam vendidas separadamente.
Disse também que havia participado de uma feira na Expominas, que estaria montando uma loja em um shopping próximo à minha residência, com inauguração prevista para fevereiro, e que a loja seria relacionada à Camicado. Disse que precisava vender os kits porque teria dificuldade para transportá-los de avião. Mostrou ainda supostos comprovantes de vendas de valores elevados.
Inicialmente ofereceu dois kits por 12 parcelas de R$ 399,00. Recusei. Ela continuou reduzindo o valor e oferecendo brindes. Em determinado momento, deu um faqueiro com seis facas e uma tesoura como brinde pela minha paciência. Meu marido guardou o faqueiro no carro e continuamos dizendo que não queríamos comprar.
Quando retornávamos para entrar no supermercado, ela voltou a nos abordar e continuou insistindo. Repetimos que não havíamos ido ao supermercado para comprar panelas, que não tínhamos condições e que não pretendíamos fazer aquela despesa.
Após muita insistência, chegou à proposta de 12 parcelas de R$ 100,00 (R$ 1.200,00). Como realmente precisávamos de panelas, meu marido acabou aceitando.
Ele informou que não estava com o cartão e que precisaria buscá-lo em casa. Ela insistiu em ir conosco. Entrou no supermercado, acompanhou nossa compra e depois foi até nossa residência.
Quando chegamos em casa, na hora de realizar o pagamento, ela colocou R$ 1.400,00 na máquina, embora o combinado tivesse sido R$ 1.200,00.
Questionei imediatamente. Ela afirmou que havia combinado conosco 14 parcelas de R$ 100,00, o que não correspondia ao que havíamos combinado.
Meu marido informou que não teria limite para R$ 1.400,00, inclusive porque já havia informado anteriormente que não possuía aquele limite. A tentativa foi recusada.
Então ela reduziu para R$ 1.300,00 e tentou novamente. Mesmo assim, continuei dizendo que não era o valor combinado. Ela afirmou que havia nos dado o faqueiro, que o conjunto valia R$ 5.000,00 e que eu deveria ajudá-la.
A transação de R$ 1.300,00 foi aprovada às 11h51. Mesmo depois disso, ela ainda tentou acrescentar mais R$ 50,00, dizendo que seria bom para nós dois. Recusei novamente, pois o valor combinado não era esse.
Quando mencionei que havia encontrado aquelas panelas por aproximadamente R$ 1.200,00 no Mercado Livre, ela afirmou que a Casa Lar não vendia nesses marketplaces e mostrou um panfleto que estava dentro da caixa, dizendo que os produtos eram vendidos somente por fornecedores como ela e que, se esperássemos a abertura da loja, pagaríamos muito mais caro.
A caixa já estava aberta e não possuía lacre.
Após a compra, ela explicou como fazer a cura das panelas, pegou o telefone do meu marido e continuou tentando nos convencer a encontrar outra pessoa para comprar o terceiro kit que ainda estava no carro.
Depois que ela foi embora, pude pesquisar com calma. Encontrei anúncios do mesmo ou aparentemente do mesmo conjunto em valores aproximadamente entre R$ 900,00 e R$ 1.400,00, inclusive anúncio no Mercado Livre por cerca de R$ 1.459,00. Isso me causou preocupação, principalmente diante da afirmação de que o conjunto valeria R$ 5.000,00.
Não estou afirmando que o produto seja falso. Pelo contrário, dentro da caixa encontrei material da Casa Lar, instruções, informações de garantia e QR Code. Fiz o cadastro pelo QR Code no sistema da Casa Lar, informei o modelo, a data da compra e meus dados, e posteriormente recebi comunicação da empresa e consegui emitir o certificado de garantia.
Entretanto, ao abrir o produto em casa, constatamos que a caixa informa 22 peças, mas recebemos apenas 21 itens. O avental não veio.
Outro problema é que não recebemos nota fiscal. Temos somente o comprovante da transação feita na máquina de cartão.
No aplicativo do Nubank, a compra aparece apenas como Select, relacionada a eletrônicos, sem identificação clara da vendedora, CPF/CNPJ, razão social ou outros dados que permitam localizá-la.
Diante disso, entrei em contato com o Nubank para verificar a possibilidade de contestar a compra por suspeita de irregularidade. Fui informada de que, como recebi a mercadoria, a instituição não consideraria automaticamente a situação como [Editado pelo Reclame Aqui] e que eu deveria procurar o Procon.
O problema é que não tenho como identificar a responsável pela venda. Não tenho nota fiscal, CNPJ, endereço ou telefone comercial. Só conheço o primeiro nome pelo qual ela se apresentou, Gabriela, e no aplicativo do Nubank aparece apenas Select.
Por isso, solicito à Casa Lar os seguintes esclarecimentos:
1. A Casa Lar possui vendedores ou representantes que realizam abordagens em estacionamentos de supermercados, shoppings e postos?
2. A pessoa que se apresentou como Gabriela, de Guarulhos/SP, pode ser identificada como representante ou fornecedora autorizada?
3. Essa forma de venda, diretamente por abordagem em estacionamento, é autorizada pela Casa Lar?
4. É permitido comercializar os produtos sem emissão de nota fiscal?
5. A Casa Lar consegue identificar a empresa ou responsável que recebeu o pagamento de R$ 1.300,00?
6. O QR Code e o certificado de garantia confirmam a procedência do produto?
7. O valor de aproximadamente R$ 5.000,00 informado pela vendedora corresponde a algum preço oficial da Casa Lar para esse conjunto?
8. Como devo proceder para receber o avental que faltou, já que a embalagem informa 22 peças?
9. Caso a Casa Lar confirme que essa pessoa não era representante autorizada ou que a venda foi realizada de forma irregular, solicito uma declaração formal dessa irregularidade, para que eu possa apresentá-la ao Nubank e solicitar a análise e contestação da transação.
10. Caso a vendedora seja autorizada, solicito sua identificação, CNPJ/razão social responsável pela venda e orientação para obtenção da nota fiscal.
Não estou acusando a Casa Lar de [Editado pelo Reclame Aqui] sem provas. Estou buscando esclarecimentos porque houve abordagem extremamente insistente por mais de uma hora, sucessivas reduções de preço, alteração do valor combinado no momento do pagamento, tentativa de cobrança adicional, ausência de nota fiscal, dificuldade de identificação da vendedora e divergência na quantidade de itens do kit.
Solicito um posicionamento formal da Casa Lar sobre a procedência do produto, a autorização ou não dessa modalidade de venda, a identificação da responsável pela operação e as providências cabíveis para regularizar a compra e garantir meus direitos como consumidora.