Reclamação sobre não execução integral de serviço contratado e cobrança indevida

Respondida
Araras - SP
20/08/2026 às 19:40
ID: 256998187
A resposta da Excalibur não esclarece o principal ponto da minha reclamação: eles estão confundindo etapas de implantação com prestação integral do serviço contratado.
Eu não estou alegando que absolutamente nada foi feito. Houve reuniões, grupos de WhatsApp, onboarding e produção de alguns criativos. O que contesto é que isso seja apresentado como cumprimento integral do contrato.
A própria empresa confirma que a campanha não foi veiculada. Portanto, não houve efetivamente a etapa de operação que permitiria monitoramento, otimização e análise de resultados.
Também não investi em mídia simplesmente porque não quis. Não havia uma estrutura que me desse segurança para colocar dinheiro em anúncios: não recebi o acesso ao CRM conforme apresentado, não tinha a estrutura operacional adequada para receber e acompanhar os leads, não tinha a organização de conteúdo/copies que eu esperava e a plataforma financeira apresentada durante a contratação ainda não estava efetivamente disponível para minha operação.
Ou seja: a ausência do investimento em mídia foi consequência da falta de estrutura percebida, e não a causa da não execução.
Também não considero razoável transformar diversos grupos de WhatsApp e reuniões em prova de execução integral. Grupo de WhatsApp é comunicação. Reunião é implantação. Criativo é parte de uma campanha. Isso não significa que todo o serviço contratado foi executado.
O próprio contrato prevê uma operação muito mais ampla, incluindo planejamento, campanhas, copies, veiculação, monitoramento, otimização, indicadores e melhorias.
Quanto aos treinamentos, não nego que foram disponibilizados. Porém, eu não contratei simplesmente um curso para assistir vídeos. Os treinamentos eram apenas uma parte de uma solução que incluía marketing, tecnologia e operação.
Também não estou discutindo aqui se eu teria ou não direito ao arrependimento após os 7 dias. Minha reclamação é sobre a execução do serviço e sobre a tentativa de cobrar multa e parcelas futuras diante de uma operação que, na própria versão da empresa, ainda estava em fase de implantação.
E faço uma correção importante: o contrato que assinei prevê multa de 20% sobre as mensalidades vincendas, e não 30%. Texto colado.txt
Portanto, continuo solicitando:
cancelamento do contrato;
cancelamento das parcelas futuras;
estorno da primeira parcela;
não aplicação de multa.
Se a Excalibur afirma que todas as obrigações foram cumpridas, solicito apenas que demonstre objetivamente onde estão as entregas de CRM, estrutura operacional, copies, campanhas, veiculação, monitoramento, otimização e demais serviços previstos no contrato.
Não estou pedindo resultado garantido. Estou pedindo a execução do serviço contratado.
A minha experiência foi de uma operação ainda desorganizada e em fase de preparação, e não de um serviço integralmente prestado.
Quero resolver isso de forma amigável, mas não considero justo ser obrigado a permanecer e pagar multa por uma operação na qual perdi a confiança antes mesmo de ela efetivamente entrar em funcionamento.
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Resposta da empresa
21/08/2026 às 11:47
Na primeira reclamação, o cliente afirmou que havia recebido basicamente treinamentos e que a operação não havia sido implementada.
Respondemos apresentando os fatos.
Agora, em uma nova reclamação, a narrativa mudou para a alegação de que a campanha não foi veiculada porque ele não se sentia seguro para investir, mencionando ausência de CRM, falta de estrutura e ausência de operação suficiente.
Esses pontos também estão documentalmente esclarecidos.
O acesso ao CRM foi enviado ao cliente em *****, com login e senha. Esse registro está preservado em print e já se encontra em posse do departamento jurídico da Excalibur.
Além disso, a operação financeira avançou normalmente, com credenciamento, liberação para consultas e assinatura do termo de adesão da plataforma de boletos pelo próprio cliente.
Sobre as campanhas, o ponto é ainda mais objetivo.
Os criativos foram produzidos, apresentados ao cliente e submetidos à validação.
Existe registro em vídeo da conversa com o gestor de tráfego em que o próprio cliente aprova os criativos e as copies, seguindo posteriormente para a definição da forma de pagamento do investimento em mídia.
Esse vídeo também está preservado e em posse do jurídico.
Portanto, a afirmação posterior de que não havia estrutura, materiais ou segurança suficiente para avançar com a campanha não corresponde ao histórico documentado da operação.
A etapa seguinte era a veiculação.
Para isso, era indispensável o investimento em mídia, previsto na metodologia contratada e necessário para colocar os anúncios no ar.
A verba foi solicitada, mas não foi efetivamente aportada pelo cliente.
Sem verba de mídia, não há como veicular anúncios.
Sem veiculação, não existem dados para acompanhamento.
Sem dados, não existe monitoramento, análise de indicadores, testes ou otimização.
Por isso, usar a ausência dessas etapas posteriores como prova de falta de prestação do serviço ignora justamente o fato que impediu sua continuidade.
E aqui existe um ponto importante: a Excalibur não está sustentando sua posição apenas em relatos internos.
Há prints, vídeos, gravações, acessos enviados, aprovações de criativos e copies, documentos e registros operacionais que comprovam a evolução da execução e que já estão reunidos pelo departamento jurídico da empresa.
Ou seja, não se trata de uma disputa de versões.
Trata-se de fatos documentados.
Primeiro, a alegação era de que praticamente nada havia sido entregue além de treinamentos.
Depois, passaram a ser reconhecidos onboarding, reuniões, grupos e criativos.
Agora, a justificativa passou a ser ausência de CRM, falta de estrutura e insegurança para investir.
O CRM foi disponibilizado.
A estrutura financeira estava em implantação e adesão.
Os criativos e as copies foram apresentados e aprovados.
A campanha estava pronta para avançar.
O investimento necessário para a veiculação não foi realizado.
Esses pontos estão registrados e comprovados.
A Excalibur também nunca afirmou que um contrato de três meses deveria estar integralmente concluído em poucos dias.
O que afirmamos é que o contrato estava em execução, as etapas estavam avançando normalmente e algumas delas dependiam também do cumprimento das obrigações assumidas pelo contratante.
Uma decisão posterior de não prosseguir não apaga retroativamente aquilo que já foi executado e também não transfere à Excalibur a responsabilidade por etapas que não puderam avançar justamente pela ausência de uma ação necessária do próprio cliente.
A posição da empresa permanece inalterada.
O contrato será tratado conforme as condições efetivamente firmadas entre as partes, inclusive quanto às disposições de rescisão aplicáveis.
O caso está sob condução do departamento jurídico da Excalibur, que já possui em mãos os registros e evidências mencionados e seguirá com as providências contratuais e legais cabíveis.
A partir deste ponto, continuaremos tratando o caso com base nos fatos documentados e pelos meios adequados.