Violação de direito de desembarque, conduta desrespeitosa do motorista e bloqueio indevido da carteira estudantil.

Não respondida
Manaus - AM
20/08/2025 às 17:34
ID: 224999759
No dia 19 de agosto de 2025, ao sair da faculdade, às 12h13, embarquei no ônibus 350 até a Avenida Boulevard, onde aguardei meu próximo transporte. Cerca de mais de 20 minutos depois, chegou o ônibus 125. A parte da frente do veículo estava vazia, porém, a região após a catraca estava cheia, o que me levou a optar por aguardar na frente até que houvesse espaço suficiente para então passar pela catraca com segurança.
Quando me aproximei do meu destino, na Avenida André Araújo, apresentei minha carteirinha estudantil para passagem integrativa. No entanto, o sistema exibiu a mensagem tempo de bloqueio. Ressalto que se tratavam de ônibus diferentes e que o intervalo entre um embarque e outro era mais do que suficiente para garantir a integração tarifária, meu direito assegurado. Tentei validar minha passagem mais duas vezes, mas a mensagem persistiu.
Diante dessa situação, e considerando que o ônibus não possuía cobrador, fui até o motorista, ainda com dificuldade devido a lotação, expliquei o ocorrido e solicitei que abrisse a porta na minha parada para que eu pudesse desembarcar. O motorista negou minha solicitação, exigiu o pagamento integral da passagem, valor que eu não possuía em espécie, e ainda me impediu de descer no meu ponto.
Após a negativa, dirigi-me até a câmera interna e apontei minha carteirinha para registrar que eu estava tentando utilizar corretamente meu benefício estudantil. Fui forçada a permanecer no ônibus até o terminal da UFAM, onde já era final da linha e eu deveria descer para pegar outro ônibus, ou seja, minha passagem foi inutilizada até ali que não era meu destino. Ao passar novamente a carteirinha para descer no terminal da UFAM, o sistema registrou integração, comprovando que o bloqueio anterior e o impedimento do motorista foi indevido. Isso evidencia que meu direito à integração tarifária foi violado e que fui penalizada injustamente por uma falha do sistema.
Sofri transtornos, constrangimento e fui submetida à privação do meu direito de desembarque. Tal situação gerou constrangimento, humilhação, transtornos desnecessário e privação de direito, além de representar falha grave na prestação do serviço, em desacordo com o que prevê o Código de Defesa do Consumidor, que determina que serviços públicos essenciais devem ser prestados de forma adequada, eficiente e segura.
Exijo providências imediatas. Tenho direito à integração tarifária, ao desembarque no meu ponto e a um transporte digno, seguro e respeitoso.
Diante disso, solicito:
1. Apuração imediata dos fatos e identificação do motorista envolvido;
2. Correção urgente do sistema de integração para evitar novos bloqueios indevidos;
3. Retratação pública nas redes sociais oficiais da empresa, reconhecendo a falha e comprometendo-se a adotar medidas para impedir que casos semelhantes voltem a ocorrer.
Caso não haja resposta adequada, adotarei as medidas cabíveis.