Passageira com mobilidade reduzida é deixada em local desconhecido após ser ignorada e desrespeitada em ônibus de viagem.

Não respondida
Porto Alegre - RS
06/03/2026 às 07:09
ID: 242478853
Comprei uma passagem de ônibus de Porto Alegre para Quintão, 05/03/2026, com saída às 19h e chegada aproximada às 22h40. Após passar pela rodoviária de Pinhal, a cobradora perguntou se alguém iria descer na rodoviária de Quintão. Respondi eu e levantei o braço; ela me olhou, sorriu, virou-se e seguiu para a parte da frente do ônibus, onde estava o motorista. Como a chegada demorava e eu não reconhecia as ruas por onde o ônibus passava, chamei a cobradora. Estou com o pé quebrado, e ela estava sentada na primeira poltrona atrás da cabine do motorista; olhou para trás, mas não veio até mim. Diante disso, fui me apoiando nos bancos até a parte da frente e perguntei se faltava muito para chegar à rodoviária de Quintão. Ela respondeu gritando: Eu perguntei para todo mundo e tu não falou que ia descer lá. Eu respondi que sim, que havia dito eu e levantado o braço, e que ela havia me olhado e sorrido. Ela não respondeu e, em tom de deboche, perguntou ao motorista: Seu motorista, pode dar uma carona para essa moça até a rodoviária de Quintão?. Ele respondeu: Mas ela não ouviu tu perguntar?. A cobradora disse: Pois é. O motorista então afirmou: Eu não ia para lá agora, mas levo ela, né. Posteriormente, o ônibus parou em uma rua que não reconheci. Havia mais três pessoas no ônibus, que desceram naquele local. Permaneci sentada, acreditando que o motorista seguiria até a rodoviária de Quintão. Em seguida, ele se levantou, olhou para mim com expressão entre deboche e irritação e perguntou novamente se eu não havia ouvido a cobradora perguntar quem iria descer em Quintão. Reafirmei que havia respondido e levantado o braço. Ele então disse que não voltaria de ônibus, que iria voltar de carro, que eu deveria descer, e em seguida foi para o banheiro do ônibus. Diante disso, desci do veículo. A cobradora retirou minha bolsa e minhas muletas, que estavam no bagageiro, e as jogou na calçada. Em seguida, entrou no ônibus e o veículo partiu. As pessoas que haviam descido já não estavam mais no local, provavelmente porque alguém as aguardava. O lugar era deserto, havendo apenas alguns botecos abertos nas proximidades. Como minha casa fica bem próxima da rodoviária de Quintão, normalmente faço o trajeto a pé. Porém, naquele local eu não tinha número de táxi, não sabia exatamente o endereço em que estava e me encontrava com mobilidade reduzida devido ao pé quebrado. Eles me deixaram ali sozinha, correndo o risco de ser assaltada, [Editado pelo Reclame Aqui], [Editado pelo Reclame Aqui]. O itinerário contratado não foi cumprido. Houve total desrespeito à acessibilidade, pois empresas de transporte têm o dever de garantir o desembarque seguro e no local correto, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida, como é o meu caso. Fui submetida a tratamento desrespeitoso, discriminatório e humilhante, com completo descaso à dignidade da pessoa humana e à minha situação de vulnerabilidade. Foram violados diversos dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, além de eu ter sido submetida a constrangimento ilegal. Já registrei boletim de ocorrência, conheço meus direitos e irei buscá-los, inclusive procurando testemunhas e recorrendo ao Judiciário, se necessário. Vou ao Procon, vou a ANTT, vou aonde for preciso, pára que isso não se repita, porque o que fizeram comigo é desumano. Solicito providências imediatas por parte da empresa para que nenhuma outra mulher seja submetida ao que eu passei por parte de seus funcionários. Que nenhuma outra mulher seja maltratada ao contratar os serviços dessa empresa e que nenhuma outra pessoa seja exposta aos perigos aos quais fui submetida.