Derrubaram meu filho de 1 ano de boca no chão e ainda querem me cobrar multa

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São Paulo - SP

03/06/2024 às 23:21

ID: 190062271

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Uma professora de +- 1,75m deixou meu filho de apenas 1 ano cair de boca no chão enquanto ela estava de pé segurando-o com apenas um braço (conforme mostram as imagens das cameras de segurança mostradas aos pais) resultando em sangramento intenso, amolecimento dos dentes da frente, inchaço na boca e dificuldades de
alimentação e uso de chupeta por cerca de duas semanas.

Um acidente como esse é gravissimo, podendo ser fatal ou com consequências para o resto da vida. Só saberemos todos os desdobramentos daqui a alguns anos, quando nascerem os dentes definitivos (segundo o laudo medico entregue à escola, poderá haver dano estético, aceleração ou atraso no crescimento dos dentes definitivos).

Mas mais inacreditável que esse ocorrido, foi a postura da creche depois de eu comunicar minha intenção de encerrar o contrato: mesmo explicando toda a situação, fui informado pela responsável pelo financeiro que esses acidentes podem ocorrer e que eu deveria pagar 2 meses de multa pelo desligamento antecipado (como se eu tivesse culpa pelo encerramento do contrato!).

No mesmo dia, a creche informou que até poderia abonar um mês do aviso prévio, mas que eu deveria pagar 1 mês de multa.

Ou seja: derrubam meu filho de 1 ano de boca no chão e se eu quero tirar da creche por causa disso ainda tenho que pagar uma multa.. inacreditável!

Não conheço as outras unidades da Fadelito e provavelmente outros pais devem estar satisfeitos com o serviço prestado. Só posso falar sobre o meu caso: tudo o que aconteceu comigo e com o meu filho na unidade Jardim Bonfiglioli (a conduta da creche para justificar que acidentes como esse acontecem e, pior, para cobrar a multa pelo desligamento) fizeram com que me arrependesse profundamente de ter colocado meu filho nessa creche e pagado uma alta mensalidade durante o tempo em que ele ficou lá.

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Resposta da empresa

05/06/2024 às 09:47

Prezado Guilherme,

Em resposta à sua manifestação, gostaríamos de reiterar nosso compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos.

Após o incidente de 8 de abril, nossa equipe notificou a família sobre o ocorrido, disponibilizando imagens e registrando a reunião no livro Ata, além de termos nos colocando à disposição para sanar quaisquer dúvidas ou auxiliar no que fosse necessário. Sabemos, por todo o contexto, que pode ser observado nas imagens apresentadas a vocês, que a criança não caiu de 1,70 como relatado por você.

Em relação ao aviso para o desligamento, compreendemos seu ponto de vista, mas isso é uma prática legal normal dentro do mercado, afinal todas as escolas assumem custos antecipadamente para atender os alunos. No entanto, seu filho frequentou a unidade regularmente por dois meses, conforme registro na lista de frequência, sem ocorrências. Ressaltamos que, durante todo o processo, não houve menção à retirada do aluno da unidade, afinal ele estava bem e feliz na escola e o ocorrido já tinha sido solucionado.

Temos diariamente centenas de interações com cada criança da escola, alimentamos, trocamos, abraçamos, estimulamos e educamos e alguma falha é passível de acontecer dentro de um contexto com tantas ações.

Não é justo com o trabalho feito trazer esse assunto à tona do passado para justificar o não cumprimento do contrato firmado. Veja que nossa relação não prevê multa proporcional até o final do ano letivo, mas solicita, um aviso prévio sobre a saída do aluno, o que, no contexto dos contratos das escolas, é bem mais ameno, afinal, grande parte delas cobra multa proporcional.

Relembramos que apoiamos vossa família em um momento de luto, em consonância com nossa filosofia humanista, não cobramos pelas horas adicionais que seu filho precisou permanecer na escola devido ao ocorrido em maio.
Valorizamos a ética, a comunicação transparente e o diálogo aberto com as famílias e estamos comprometidos em aprender com essa situação e aprimorar nossos serviços para garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos.
Permanecemos à disposição para esclarecimentos e eventuais dúvidas.

Atenciosamente,
Rede Fadelito

Consideração final do consumidor

05/06/2024 às 11:07

As palavras e a proposta da escola são bonitas, mas infelizmente não correspondem à realidade no meu caso.

A instituição insiste que o acidente em questão não teve gravidade SUFICIENTE a ponto de significar descumprimento contratual por parte DA ESCOLA (afinal, se insiste em cobrar a multa, é porque, segundo a Fadelito, o contrato teria sido encerrado por culpa DOS PAIS).

Eu discordo e imagino que qualquer pai e mãe também reconheçam, no ocorrido, um fato GRAVÍSSIMO.

Mas para a Fadelito não... o que se comprova pela lógica: se o fato ocorrido não chega ao ponto de configurar descumprimento contratual por parte da creche (a justificar o encerramento do contrato), então para a Fadelito é ESPERADO e faz parte da prestação NORMAL do serviço derrubar um bebê de um ano de idade de boca no chão.

Para mim é INACREDITÁVEL que essa seja a posição de uma instituição com várias unidades que têm sob seus cuidados bebês e recém-nascidos...

Imagino que qualquer pai e mãe também se sentiriam ULTRAJADOS pela situação: não apenas pelo acidente (que evidentemente ninguém desejava, nem os pais e nem a escola), mas também pela conduta da Fadelito de não reconhecer, no ocorrido, justa causa para o encerramento do contrato.

Ora, o que mais deveria ter ocorrido com meu filho para a Fadelito finalmente reconhecer que o serviço foi mal prestado?

O acidente já era causa suficiente para a perda da confiança depositada na escola, mas a conduta da Fadelito DEPOIS do ocorrido REFORÇOU minha convicção em ter tirado meu filho da creche, que não recomendo para NINGUÉM.

PS.: mais correto juridicamente (e inteligente do ponto de vista do negócio) teria sido a escola espontaneamente afastar a multa por reconhecer seu descumprimento contratual e correr atrás dos pais para negociar um termo de quitação e um acordo de confidencialidade, assim evitando a divulgação do ocorrido e se resguardando contra eventuais consequências futuras do acidente (dano material pelas consultas com dentistas ou tratamento, dano estético caso se confirme alguma deformidade ou dano moral pela aflição causada no bebê e nos pais). Mas não foi isso o que fez a Fadelito, que na sua sanha arrecadatória MAL INTERPRETA o contrato, faz POUCO CASO do ocorrido e prefere insistir na cobrança de 2 mensalidades de aviso prévio que não são devidas...

O problema foi resolvido?

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