FAINOR É CONIVENTE COM FALTA DE ÉTICA E PERSEGUIÇÃO POR PARTE DOS SEUS FUNCIONÁRIOS COM ALUNA

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Vitória da Conquista - BA

18/07/2023 às 17:06

ID: 168462097

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Estou há praticamente 7 meses solicitando uma revisão de nota do meu TCC junto a FAINOR diante de toda injustiça que passei e estou passando.
Na semana da apresentação do meu TCC (06/12/*******), eu tive uma infecção forte na garganta, que nos primeiros dias eu não conseguia falar, comer e nem beber água, nos dias seguintes tive muita tosse e ao mesmo tempo infecção intestinal. Após enviar o primeiro atestado, a funcionária Jamille marcou a minha banca para um dia após o fim do meu atestado, porém como tive infecção intestinal durante o tratamento, enviei um novo atestado e ela me respondeu remarcando para o próximo dia útil, também após o fim do segundo atestado.
Mesmo achando estranho e uma falta de sensibilidade marcar a minha banca para o próximo dia após o fim do meu atestado, eu aceitei o dia marcado por e-mail, porém solicitei que fosse no período da tarde, porque eu estava morava em outra cidade e o ônibus que saia da minha cidade chegava por volta das 11:30 em V.Conquista e assim ficou combinado a minha apresentação para o dia 12/12/******* (segunda-feira) às 14:00 e na sala 18 do módulo 1 da FAINOR. Nesse dia cheguei mais cedo na faculdade porque apareceu uma vaga na van que sai na segunda da minha cidade para V.Conquista.
Assim que entrei na FAINOR, eu encontrei com o prof. Ronaldo e conversei com ele sobre a minha apresentação do TCC naquele dia, porém ele não me falou que faria parte da minha banca. Em seguida, fui para a biblioteca da faculdade e por volta das 13:20 fui para a sala 18, que foi a sala marcada para a minha apresentação. Chegando à sala, liguei meu notebook e fiquei aguardando a chegada dos professores da banca, sem saber quem seriam, pois a Jamille não havia me informado antecipadamente. Quando deu 13:56, comecei a ficar preocupada porque ninguém chegava. Já imaginando que ninguém iria aparecer, resolvi ligar a internet que eu tinha desligado minutos antes, para que o celular não viesse a tocar durante a minha apresentação, e ao abrir o e-mail vi que não tinha nenhuma mensagem que justificasse a demora dos professores. Por sorte, eu decidi abrir o whatsapp e vi uma mensagem de Jamilly falando que ela estava me esperando na sala 13, que fica do térreo do prédio, porém o combinado por e-mail foi na sala 18 do 1 andar, mandei um print do e-mail para provar que eu estava na sala correta, mas mesmo assim tive que ir para a sala que ela estava. Em seguida, mandei mensagem avisando que eu teria desligar o notebook e levar minhas coisas pra lá. Tive que mudar de sala cheia de coisas para carregar como notebook, cabo do notebook, mochila com roupas e uma bolsa. No caminho até a sala do térreo, os objetos que eu carregava começaram a cair no chão e uma funcionária da limpeza me ofereceu ajuda, eu relatei que estava em outra sala que foi previamente combinada para a apresentação do meu TCC e que fui avisada em cima da hora sobre essa alteração, na mesma hora a funcionária, que eu não conheço, falou que não via a necessidade da mudança já que todas as salas estavam vazias e que os alunos já estavam de férias.
Assim que cheguei na sala 13, falei com Jamille que eu quase tinha ido embora da faculdade, pois ninguém chegava, falei ainda que se eu não tivesse ligado a internet eu não tinha visto a mensagem dela no whatsapp avisando da alteração da sala, ela respondeu que iria me avisar a tarde, mas a tarde já era, inclusive em cima da hora da minha apresentação. Essa alteração de sala, em cima da hora, juntamente com a justificativa que a Jamille deu, me causou bastante estranheza porque realmente todas as salas estavam vazias e eu não vi motivos para ela não ter ido para a sala que eu estava aguardando. Mesmo diante dessa situação, me mantive calma e focada.
Como eu vi que a Jamille estava sozinha na sala, comecei a ligar o meu notebook e perguntei para ela cadê o meu orientador, o prof. José Ricardo, e fui informada que ele não iria estar presente porque não estava se sentindo bem.
Diante disso, eu falei para ela que eu poderia voltar na quinta-feira (15/12/*******), já que eu ia viajar na sexta de manhã para São Paulo e eu iria embarcar em V.Conquista, e ela respondeu que não, que eu já estava lá e que era para eu apresentar.
Na hora eu pensei várias vezes em não apresentar, pois além de não ser correto apresentar sem o orientador, eu estaria vulnerável a questionamentos e uma avaliação ruim de pessoas que nem leram o meu trabalho. No entanto, acabei me vendo numa situação que se eu recusasse a me apresentar naquele momento poderia soar como rebeldia da minha parte ou que eu poderia ser prejudicada de alguma forma apresentando em outra data, já que eu percebi que ela faria parte da minha banca de qualquer jeito.
No entanto, após chegar na minha casa e depois que eu pesquisei e li o regulamento da FAINOR, que eu não tinha conhecimento, me bateu um arrependimento seguido de uma crise de choro, pois me senti enganada, pois além de omitirem os meus direitos, fui obrigada a apresentar o meu TCC sem a presença do meu orientador na minha banca.
Logo após me informar que meu orientador não estaria presente na minha apresentação, a Jamille me informou que o prof. Ronaldo tinha sido chamado para a minha banca, ou seja, em cima da hora e sem ler o meu trabalho. Aguardei algum tempo ele chegar e depois aguardei mais ainda ele atender uma ligação, que durou bastante tempo, para assim começar a minha apresentação.
Apresentei o meu trabalho, em seguida vieram as críticas construtivas por parte de Jamille. Diante da fala dela, me senti no direito de explicar e lembrá-la de algumas coisas, o que foi interpretado por ela como réplica.
Falei com Jamille que meu trabalho foi lido de última hora pelo meu orientador, ou seja, no último dia para a entrega e que ela tinha conhecimento disso, já que meu orientador a colocou no grupo de whatsapp, destinado a orientação do TCC, para que ela fosse a nossa coorientadora, e ela estando no grupo tinha conhecimento das várias cobranças dos alunos, assim como das justificativas do meu orientador, que sempre alegava falta de tempo para dar o feedback do nosso trabalho.
Após a minha fala de que eu não tive a atenção necessária do meu orientador e que por isso eu não tive como atender as considerações dela sobre o meu trabalho, cheguei a ouvir de Jamille, pasmem, que o meu orientador estava com vários orientandos e que ele não poderia escrever o TCC para o aluno. É lamentável ter ouvido isso e pior ser interpretada dessa forma, pois eu não queria que ele escrevesse uma linha sequer para o meu trabalho. Eu tive que decidir sozinha o que escrever dentro de cada tópico diante de um tema tão amplo, correndo o risco de ter retrabalho, assim como eu tive ao descartar 8 páginas que escrevi, depois de perceber sozinha que tinham assuntos mais importantes a serem abordados e se eu não excluísse ia passar do limite de páginas do TCC (artigo). Nesse momento, eu poderia ter falado com ela que o professor poderia ter recusado esse tanto de orientando para que ele pudesse dar atenção necessária a todos os alunos que ele se comprometeu. Fico decepcionada porque o que eu queria era apenas um feedback em cada tópico escrito, pois o que eu sei é que o professor é remunerado por aluno, então ele tem que se programar para dar conta.
Cabe ressaltar que, na primeira e única reunião virtual com meu orientador e os demais orientandos, a Jamille esteve presente e ele falou que ela seria nossa coorientadora, acredito que ele queria ajudá-la porque ela estava iniciando a docência na FAINOR e isso seria bom para o currículo dela. Ao conversar com a profa. Ricelle, professora da disciplina de TCC II, ela me informou que o orientador não poderia nos obrigar a colocar uma coorientadora no nosso trabalho, que era uma decisão do aluno. Eu decidi não colocar o nome da Jamille porque nos momentos que os alunos cobraram um feedback do orientador no grupo de whatsapp, ela não se manifestou dizendo que estava disponível para ler os nossos trabalhos no lugar do professor e consequentemente nos ajudar. Durante essa reunião, tratei com o meu orientador sobre a minha intenção de tema e os tópicos a serem abordados no meu trabalho. Depois desse dia, o professor marcou um encontro após uma aula dele na faculdade para quem pudesse comparecer, solicitei uma nova data e ele me respondeu que eu poderia enviar o que eu tinha escrito pelo whatsapp. Diante disso, enviei o meu trabalho e eu não tive um feedback. Após esse episódio, tive várias conversas com alguns colegas no privado pelo whatsapp e percebi que a falta de atenção era com todos os alunos orientandos. E, como eu disse, meu orientador só leu meu artigo quando meu trabalho estava pronto e me deu um feedback no último dia da entrega para a faculdade, sendo que ele não me solicitou nenhuma alteração de conteúdo, apenas revisão de português, que eu fiz.
Uma primeira questão levantada por Jamille sobre a minha apresentação foi que eu deveria ter falado os conceitos de cada tipo de pesquisa utilizados no meu trabalho. A minha justificativa para ela foi de que não foi informado pra gente sobre a necessidade de explicar o conceito de cada um, mas sim citar o tipo de pesquisa utilizado no trabalho, afinal todo professor sabe o conceito. Após a minha apresentação, perguntei a uma colega que já havia apresentado o seu TCC, que teve a Jamille como sua coorientadora e que também fez parte da sua banca, e ela me respondeu que não explicou os conceitos, apenas citou, e que Jamille não fez essa observação na apresentação dela. Ao ouvir isso fiquei perplexa, pois ela estava me cobrando algo que não foi cobrado dos demais alunos, ou seja, dois pesos e duas medidas. Daí veio a minha memória uma situação que eu presenciei no semestre anterior, ao participar como ouvinte de uma banca que ocorreu online, que somente o meu orientador e a Jamille faziam parte da banca, em que eles resolveram quebrar as regras da faculdade de não poder divulgar a nota da apresentação do TCC no mesmo dia, mas mesmo assim eles resolveram divulgar a nota das duas alunas que se apresentaram, revelando que elas tiraram nota máxima, sendo que a aluna que se apresentou anteriormente não teve esse mesmo tratamento. Essa situação me marcou muito e me causou bastante tristeza, pois só reforça que a seletividade, que impera em nossa sociedade, por exemplo, de classe social, existe até dentro de uma instituição de ensino.
Outra questão levantada por Jamille sobre a minha apresentação foi referente o termo efetividade utilizado no meu artigo, ela disse que o uso desse termo seria mais adequado se meu trabalho fosse uma pesquisa de campo. Expliquei que essa questão já havia sido conversada na reunião virtual que tive com meu orientador e com ela. Não achei cabível essa consideração, pois nessa reunião nós três discutimos sobre a dificuldade em fazer uma pesquisa de campo em cartórios de imóveis sobre a usucapião extrajudicial, porém, mesmo assim, o meu orientador não me proibiu de usar o termo, pelo contrário, sugeriu que o último tópico do meu trabalho fosse Efetividade x Provimento, então eu fui confiante de que não havia problema em utilizar esse termo. Além do mais, logo após a reunião, eu fiz os devidos ajustes no meu projeto de pesquisa, como o título, problema, objetivo e justificativa e enviei para o meu orientador, como ele não falou nada, eu segui em frente com a escrita, afinal eu tinha prazos para entregar os tópicos prontos para a profa. Ricelle, que também estava me avaliando.
Uma terceira questão levantada por Jamille na minha apresentação foi de que eu deveria ter falado sobre minha experiência na prática com o tema, já que eu trabalhei com isso. Diante disso, respondi que eu gostaria muito de ter falado, porém fomos orientados pela prof. Ricelle de que não poderíamos falar nada além do que está no trabalho, ou seja, eu não poderia trazer minha experiência pessoal, devendo me restringir apenas ao que eu escrevi no meu artigo. Afinal, a intenção do meu trabalho não era fazer críticas quanto ao procedimento da usucapião extrajudicial, mas sim fazer uma análise a partir do Provimento n 65/******* do CNJ.
Além de tudo isso, tentou sugerir que eu estaria nervosa, o que eu descartei na hora. Eu estava tão segura que nem estava com o roteiro da minha apresentação nas mãos, ainda mais falando de um tema que eu tive contato, na prática, durante meus serviços como despachante de imóveis que, inclusive, é um dos motivos para eu ter buscado o curso Direito.
Quanto às considerações do prof. Ronaldo, ele frisou a questão do termo efetividade utilizada no meu trabalho, voltei a explicar para ele a situação e aproveitei o momento, já que ele era o coordenador do curso, para relatar que a falta de feedback causou aflição tanto em mim quanto aos colegas que conversei, porém não consegui enxergar nenhum sentimento de reprovação da parte do professor, e nesse momento eu não agüentei e comecei a chorar.
******* que, enquanto eu ainda estava na sala desligando o meu notebook e arrumando minhas coisas para ir embora, escutei Jamille conversando com o prof. Ronaldo sobre a minha nota, achei estranho e em determinado momento fiz uma pergunta para ela, se o meu orientador estava me ouvindo apresentar pelo celular e Jamille respondeu que não. A situação parecia que ela estava conversando com ele no whatsapp e decidindo a minha nota a distância. Foi uma situação bem constrangedora pra mim, mas, por outro lado, fiquei animada quando a Jamille me disse que eles iriam fazer uma média com a minha nota tirada na primeira etapa da avaliação da disciplina, que foi uma ótima nota. Só que ouvindo mais as conversas entre eles, entendi que fui avaliada por Jamille, quando ela fala que colocou isso e mostra o celular para o prof. Ronaldo, que lê o que está escrito e depois concorda com o que viu no celular dela.
Enfim, as considerações levantadas na apresentação do meu trabalho não são aceitáveis, pois além de não ter tido uma orientação adequada, me senti totalmente desrespeitada em apresentar o meu trabalho para duas pessoas que nem o leram o meu TCC. E pior, tudo o que eu passei, sem contar as coisas que não citei aqui, me mostram que fui vítima de perseguição e retaliação. Cabe ressaltar que, desde o início, eu busquei a ajuda ao diretor geral da faculdade, o sr. Ítalo, que inicialmente se mostrou muito atencioso e preocupado com a situação, mas depois simplesmente virou as costas para mim e parou de responder as minhas mensagens no e-mail e whatasapp. A FAINOR deu vários "pontos extras" durante o semestre para os alunos que iam fazer o ENADE, para que eles participassem das aulas de revisão, inclusive aos sábados, tudo isso para que os alunos se saíssem bem na prova do ENADE e consequentemente a FAINOR tivesse uma nota boa no MEC, ou seja, quando é do interesse da FAINOR eles dão pontos extras para os alunos, mas quando se trata de uma injustiça com uma aluna eles apóiam em tirar pontos dela. Não abro mão dessa revisão de nota, pois foram 6 meses de muitos estudos ininterruptos, só saia do quarto para comer e tomar banho, foram várias noites perdidas para dar conta de tudo e dentro do prazo. Além do mais, abdiquei dos momentos em família, deixei de ajudar meus pais quando eles precisaram de mim.
Para a FAINOR isso pode não ser nada, mas eu valorizo meu esforço e, principalmente, cada suor derramado dos meus pais, pois sei o quanto eles trabalharam dia e noite, de segunda a domingo, para pagar o meu curso e me manter em V.Conquista e com a ajuda de DEUS nada me faltou.

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