Funcionário da farmácia usa dados de cliente para contato pessoal no WhatsApp, gerando constrangimento e possível violação da LGPD

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Curitiba - PR

11/03/2026 às 14:56

ID: 242984753

Funcionário usou meus dados do cadastro da farmácia para contato pessoal no WhatsApp constrangimento e possível violação da LGPD

No dia 04/02/2026 estive na Farmácia Descontão, localizada na Praça Tiradentes n 92, no centro de Curitiba, para retirar um medicamento que havia sido receitado pela Unidade de Saúde. Durante o atendimento, foram solicitados meus dados pessoais (documento, endereço e telefone) sob a justificativa de que seriam necessários apenas para cadastro no sistema da farmácia para liberação do medicamento. Questionei se realmente era necessário fornecer essas informações e o atendente confirmou que sim. Após fornecer os dados, o funcionário ao ver meu endereço fez um comentário sobre também residir nas proximidades, o que considerei desnecessário, porém, ignorei tal comentário aguardando meu medicamento e posteriormente fui embora.
Cerca de um mês depois, no dia 05/03/2026 às 21h14, recebi uma mensagem no WhatsApp do número *****. Onde o próprio remetente se identificou como o funcionário que havia realizado meu atendimento na farmácia, chamado *****. Na mensagem, ele afirmou que havia criado coragem para falar comigo, disse que me achou simpática e perguntou se eu era solteira. Ou seja, o funcionário utilizou meus dados pessoais fornecidos exclusivamente para cadastro e atendimento na farmácia para entrar em contato comigo em caráter pessoal, sem qualquer autorização minha.
Ao informar que aquela atitude era inadequada e que providências seriam tomadas, o funcionário pediu desculpas e posteriormente apagou as mensagens enviadas. No entanto, foram realizados registros (prints) da conversa que comprovam o ocorrido. Trata-se claramente de uso indevido de dados pessoais, uma vez que minhas informações foram fornecidas apenas para fins de cadastro e retirada de medicamento, e não para contato pessoal por parte de funcionários. Situações como essa configuram possível violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD Lei n 13.709/2018), especialmente quanto ao princípio da finalidade, que determina que os dados devem ser utilizados apenas para o propósito informado no momento da coleta.
No dia 06/03/2026, como eu não poderia comparecer pessoalmente devido ao trabalho, minha noiva foi até a farmácia entregar uma reclamação formal em mãos ao responsável presente na loja naquele momento, identificado como *****. Ele solicitou que enviássemos os prints da conversa, o que foi feito logo em seguida. Após isso, recebemos apenas a informação de que os setores responsáveis haviam sido comunicados e que o ocorrido seria reportado internamente.
Ainda na tarde do mesmo dia 06/03/2026 recebemos uma ligação de uma mulher que se identificou como *****, advogada da empresa. Durante a conversa, ela informou que já havia orientado o RH a chamar o funcionário e aplicar uma penalidade pela postura inadequada, além de nos pedir desculpas pelo ocorrido. Também informou que gostaria de tratar a situação da melhor forma possível e que entraria em contato novamente na segunda-feira para dar continuidade à tratativa e marcar uma conversa mais detalhada para esclarecimento do ocorrido.
Em consideração ao pedido feito pela própria advogada da empresa e como demonstração de boa-fé da nossa parte, informamos que aguardaríamos o retorno prometido. No entanto, o retorno prometido para a segunda-feira dia 09/03/2026, não ocorreu até o momento. O prazo mencionado pela própria representante da empresa não foi cumprido. Até o momento da abertura desta reclamação, hoje dia 11/03/2026, nenhum novo contato foi realizado pela advogada ou por qualquer outro representante da Farmácia Descontão para dar continuidade ao assunto ou apresentar uma posição formal da empresa.
Por esse motivo, decidimos registrar esta reclamação formal, uma vez que, após o contato inicial, nenhuma tratativa efetiva como dito pela representate foi realizada, apesar de a própria representante jurídica da empresa ter informado que daria um retorno sobre o caso e retornaria com um posicionamento, o que não ocorreu, atéo presente momento.
Além da possível violação da LGPD, toda a situação me causou constrangimento, desconforto e sensação de insegurança, pois dados fornecidos em um atendimento foram utilizados de forma indevida para contato pessoal por parte de um funcionário. Isso levanta preocupações sérias sobre como os dados dos clientes estão sendo armazenados, acessados e protegidos dentro da empresa.
Diante disso, aguardo um posicionamento formal da Farmácia Descontão sobre o ocorrido, bem como esclarecimentos sobre quais medidas foram ou serão adotadas em relação a esse caso e quais mecanismos de controle e segurança a empresa possui para evitar que dados de clientes sejam utilizados para fins pessoais por funcionários. Também gostaria de saber quais providências serão adotadas para garantir que situações como essa não voltem a ocorrer com outros consumidores, assegurando o correto cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Possuo registros (prints) das conversas que comprovam o ocorrido e que podem ser apresentados caso necessário.

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