Estudante com deficiência alega discriminação e falta de oportunidades de atendimento na Coordenação de Psicologia

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
12/06/2026 às 13:11
ID: 251228077
No período letivo anterior, tive uma reunião com a professora ***** e com a assistente da Coordenação de Psicologia, *****, embora eu tenha solicitado que a reunião fosse realizada com o próprio coordenador do curso.
Na ocasião, expus meu incômodo pelo fato de eu, sendo pessoa com deficiência (PCD), não ter realizado atendimentos regulares no SPA, enquanto praticamente todos os meus colegas possuíam três pacientes sob acompanhamento. Para ser justo, apenas a colega ***** também não possuía três pacientes, mas por opção própria.
Durante a reunião, ficou consignado que a professora ***** verificaria a possibilidade de eu refazer a disciplina, diante das circunstâncias relatadas.
Entretanto, senti-me discriminado em razão da minha deficiência aparente. Até a presente data, jamais recebi uma explicação plausível para o fato de eu, sendo aluno PCD, não ter tido a mesma oportunidade de atendimento concedida aos demais colegas. Para ser preciso, realizei atendimento a apenas uma pessoa, em apenas duas ocasiões.
Diante do aparente descaso com a minha reclamação enquanto pessoa com deficiência, informo que estou avaliando a adoção das seguintes medidas:
Redigir e avaliar, junto a profissionais habilitados, uma eventual ação de indenização por danos morais e materiais, bem como verificar a possibilidade jurídica de uma demanda relacionada à discriminação de pessoa com deficiência.
Avaliar a apresentação de representação junto ao Conselho Regional de Psicologia (CRP), em razão dos fatos relatados, envolvendo os profissionais que participaram diretamente da condução da situação ou que, eventualmente, tenham se omitido diante dela.
Buscar ampla divulgação dos fatos junto aos meios de comunicação e demais órgãos que entendam pertinente analisar a situação, especialmente diante da circunstância de que, somente após a formalização da minha reclamação, foram atribuídos a mim mais dois pacientes.
Após minha manifestação de inconformismo, passei a realizar acolhimentos e a receber pacientes para atendimento em um período extremamente curto. Tal circunstância me causou a impressão de que medidas foram adotadas apenas posteriormente à minha reclamação, sem que houvesse tempo hábil para que eu desenvolvesse as atividades de forma equivalente à dos demais alunos.
A diretora *****, superior hierárquica do coordenador do curso de Psicologia, analisou um relatório elaborado após minha demonstração de insatisfação. Nesse documento, foram atribuídas a mim diversas atividades realizadas no curto período que restava do semestre, inclusive tarefas que, a meu ver, não integravam originalmente minhas atribuições naquele momento acadêmico e tampouco eram compatíveis com o período do curso em que eu me encontrava, especialmente considerando que havia estudantes de períodos correspondentes aptos a realizá-las. Ao meu ver, tais providências tiveram o claro objetivo de maquiar os registros acadêmicos e criar a impressão de que eu havia recebido oportunidades equivalentes às dos demais alunos, o que não corresponde à realidade vivenciada por mim.
Como exemplo, foi mencionada a realização de três triagens, embora existissem alunos de períodos anteriores aptos a desempenhar tais atividades. Tenho a percepção de que determinadas tarefas foram atribuídas a mim apenas ao final do semestre para que constassem formalmente em relatório, criando a impressão de que eu havia desempenhado atividades relevantes durante todo o período.
Embora exista documentação assinada, possuo diversas testemunhas, inclusive ex-alunos já formados, que acompanharam a situação e manifestaram indignação diante do tratamento que recebi. Essas pessoas presenciaram os fatos e consideraram injusta a forma como fui conduzido durante o período em questão. Algumas delas já se dispuseram a prestar depoimento, caso necessário, em eventual procedimento administrativo (junto ao MEC), judicial ou perante órgãos de fiscalização, e em diferentes veículos de mídia visto que por durante anos meu pai foi diretor executivo das ***** relatando os claríssimos fatos de discriminação a uma pessoa com deficiência (PCD) os que presenciaram.
Também pretendo levar os fatos ao conhecimento dos órgãos competentes ligados à educação superior e aos conselhos profissionais pertinentes, bem como buscar os meios legais adequados para apuração dos acontecimentos.
Diante de todo o exposto, solicito uma resposta formal, objetiva e fundamentada acerca dos motivos que levaram à minha exclusão dos atendimentos regulares durante o período letivo, especialmente considerando minha condição de pessoa com deficiência, bem como os critérios utilizados pela instituição para distribuição dos pacientes entre os alunos.